segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Junjou Romantica

E como era previsto, minhas férias chegam ao fim! É, foi bom enquanto durou. Sayounara, queridas madrugadas em claro, tardes agitadas e leituras descompromissadas. Agora começarão minhas aulas na facul, meu tempo se reduzirá e não poderei mais escrever com tanta frequência. Estava até pensando em escrever algo no próximo mês, mas não aguentei e vim deixar um texto que fiz em comemoração aos 10 anos de Junjou Romantica, um dos mais conhecidos e amados yaois de todos os tempos. A seguir minha pequena 'homenagem':
Como já mencionei por aqui, entrei neste 'mundo yaoi' na metade do ano passado e tive como precursor o tão elogiado Sekai-ichi Hatsukoi. Fico feliz por ter escolhido este como primeiro, pois foi ele que me apresentou o BL e me transformou em uma fujoshi obcecada. Se você conhece as obras de Shungiku Nakamura, deve ter se espantado com o que acabei de escrever. A maioria teve o primeiro contato com as obras da mangaká por intermédio do famoso Junjou Romantica, que começou a ser publicado em 2002 pela revista Asuka CIEL, da editora Kadokawa Shoten. Junjou Romantica, a meu ver, inovou o gênero, pois apresenta um enredo leve, personagens que possuem uma conexão e história com foco em três casais, ao invés de um. 
Nakamura me ensinou a boa tática de agradar o público apresentando casais diversificados, assim quem não gostar de um pode se identificar com o outro e continuar consumindo o produto. O que me assustou um pouco assim que comecei a assistir Junjou foi a grande diferença de idade existente entre parceiros de cada casal. Ok, isso não é nada se formos analisar os shotas da vida, né? rs
Como já citei, a história tem como foco três diferentes casais, sendo que ambos estão envoltos a um clima de 'puro romance'. Cada casal tem um título, sendo que o principal (e mais apaixonante) é o Junjou Romantica. Os outros, e não menos importantes, são Junjou Egoist e Junjou Terrorist, fechando assim, a sinopse de tudo (ou não). A seguir a história que se passa por trás de cada casal.
Em Junjou Romantica somos apresentados a Misaki Takahashi, um jovem que está se preparando para os exames de admissão da faculdade, sendo esta a causa que leva seu irmão mais velho, Takahiro, a convencer seu melhor amigo, Akihiko Usami, a tornar-se professor de Misaki. Usagi-san (apelido dado a Akihiko por Takahiro) é um renomado escritor de romances, que também escreve novels BL sob um pseudônimo. É assim que o 'pesadelo' de Misaki começa, pois com a convivência, começa a perceber que acabou se metendo em uma bela enrascada.
Akihiko sempre foi apaixonado por Takahiro, mesmo sabendo que seus sentimentos nunca seriam correspondidos. Certa noite, Takahiro decide apresentar a Misaki e Akihiko sua noiva, espantando e entristecendo Akihiko. Misaki, que era ciente dos sentimentos que Akihiko nutria por seu irmão, tirou o mesmo de lá e começou a chorar se desculpando pelo ocorrido. Akihiko, a partir daquele momento, se apaixona por Misaki, e é esse o início de todo o turbilhão. Um turbilhão de sedução, hoho
O que mais me cativa nesse casal (O Pequeno Príncipe Feelings?) são as características ímpares de cada um e o relacionamento difícil dos dois. Misaki, após o casamento do irmão, passa a morar com Akihiko, que apesar da idade, demonstra ser 'uma criança gigante', tendo em seu quarto vários ursos e brinquedos. Já Misaki mostra que é 'uma verdadeira dona de casa' (cozinhando, limpando), cuidando de Akihiko, já que o mesmo não consegue fazer outra coisa além de escrever. Como sou louca por semes, tenho paixão por Usagi-san, pois apesar de sempre acordar de mal humor, é um pervertido inseguro e possessivo.
O segundo casal, Junjou Egoist, é formado por Hiroki Kamijou, um estudante universitário de Literatura, e Nowaki Kusama, um jovem estudante. Por um longo tempo, Hiroki esteve apaixonado por seu amigo de infância, Akihiko Usami (como falei, existem conexões entre os casais), mas não vendo uma futura reciprocidade de seus sentimentos, recorre ao desespero.  A história de Junjou Egoist é contada em 'saltos no tempo' (Egoist se inicia 6 anos antes de Romantica, por exemplo), sendo que este casal é totalmente o oposto do principal, pois neste o uke da relação tem uma personalidade difícil, enquanto o seme é um jovem alegre e dedicado.
Tudo começa quando Nowaki encontra Hiroki chorando no parque e, como se não bastasse, o convida para ser seu professor particular, pois pretende voltar a estudar para tentar uma carreira de pediatra. Tá, logicamente logo percebemos um outro motivo para essa aproximação súbita. Hiroki a princípio recusa o convite, mas logo aceita, já que Nowaki insiste até o fim. E é assim que mais um casal da história é formado. Fechando este arco inicial, mais tarde veremos os dois em novas situações, com outros problemas, sendo estes os pontos que deixam Junjou Egoist tão ou mais irresistível que Junjou Romantica
E por fim, o terceiro e último casal: Junjou Terrorist. Bom, o que tenho a falar sobre esta 'pareja' (adoro misturar um pouco de español) é que a mesma é uma incógnita. Acho o casal muito forçado, sendo que deve ser por isso que este não tem tantos episódios na série animada quanto os outros, né?
Junjou Terrorist conta a história de You Miyagi, coordenador do Departamento de Literatura na Universidade Mitsuhashi (a mesma em que Misaki estuda e Hiroki trabalha como professor, já no segundo momento), e Shinobu Takatsuki, filho do reitor da universidade e, ainda por cima, irmão da ex-esposa de Miyagi. Como se fosse uma brincadeira, Shinobu, sem motivo algum, declara seu amor a Miyagi e diz que os dois estão destinados a ficarem juntos. O problema nisso tudo está em Miyagi, que nunca mais amou ninguém após a morte de sua querida sensei, por quem nutria um grande amor. Shinobu, com seu jeito mimado, passa a, aos poucos, representar algo a mais na vida de Miyagi, e é assim que o último casal é formado.
Espero ter conseguido passar para vocês um pouco desse lindo universo 'cor de rosa' que é Junjou Romantica. Em pensar que a obra está completando 10 anos... Realmente não parece! Apesar do sucesso alcançado e da comemoração de uma década de publicação, atualmente não há previsão de quando essa, ou outras obras de Shungiku Nakamura, possam ter sua estréia em terras tupiniquins. Mesmo com um pequeno incentivo de algumas editoras, o mercado ainda não está tão aberto para esse tipo de material. Sério, bem que eu queria que a Panini lançasse esse mangá. Sonhar não custa nada, oras!
E é isso povo alegre, este é um post maroto de fechamento das férias e começo de um doce inferno. Pretendo escrever assim que meu tempo permitir, então não fujam e tampouco esqueçam de visitar este blog, pois é com um simples clique que você pode afagar minhas tristezas. LEMBRE-SE!

Beijos.

6 comentários:

-vic- disse...

pois é...
eu keria tbm qe o Panini lançasse Junjou Romantica e Sekai ichi Hatsukoi...TT^TT
+ eu adoroo Nowaki e Hiroki...
eu não sei qual casal é meu favorito:
Akihiko e Misaki,Nowaki e Hiroki ou Miyagi e Shinobu...
tao dificil de saber qem é...TT///TT

Raio disse...

Tenho dúvidas só entre os dois primeiros casais. Não sei o motivo, mas não simpatizo com o casal Shinobu e Miyagi.

>.< Beijos!

Eis-me Aqui disse...

Devo admitir que a magia no mangá e mil vezes maior que a do anime (ou pelo menos assim me pareceu) Ele tem uma preparação e um clima que o anime não conseguiu alcançar. Fora as cenas extras que ficam de fora né. Adoro todos os casais, mas particularmente (e recentemente) virei fã de terrorist - graças ao mangá - no mangá ele pareceu muito mais natural, mesmo sendo uma abordagem "do nada".

Raio disse...

Você falando assim me deu até vontade de tentar conhecer mais o casal terrorist. Grata.

Unknown disse...

A terceira temporada foi a última?

Raio disse...

Até o momento, sim. :)