quinta-feira, 1 de março de 2012

Millennium - Män som hatar kvinnor

Como estão, povinho meu? Espero que bem, pois estou um caco... E olha que só estou na primeira semana de um semestre que promete muitas dores de cabeça. Apesar de tudo que estou tentando fazer, inventei de assistir, em plena madrugada, um filme que estava gerando muita curiosidade de minha parte, tanto pela história, como pela atuação de Rooney Mara, a revelação que está dando o que falar.
O jornalista Mikael Blomkvist, por não conseguir provar uma bombástica denúncia que fizera e, sendo assim, condenado a pagar uma alta indenização, aceita a proposta de um rico empresário de investigar um misterioso desaparecimento, pois dessa maneira conseguirá provas para se defender. Em sua investigação conta com a ajuda da hacker Lisbeth Salander. Pronto, essa é a sinopse resumida do filme.
Não quero comentar a história, pois você pode encontrá-la em vários sites, mas pretendo jogar aqui o que senti e achei dessa adaptação, que é a segunda já feita (a primeira é um filme sueco de 2008) do primeiro livro da trilogia Millennium, de Stieg Larsson. Começando pelo autor, Larsson, a título de curiosidade, aos 15 anos presenciou um estupro coletivo de uma garota chamada Lisbeth, sendo esse o motivo que o inspirou a escrever seus livros, que possuem como tema principal a violência contra mulheres. Ainda não li a trilogia, e muito menos assisti a primeira adaptação, mas ao assistir essa nova versão, senti-me na obrigação de comprar o quanto antes os livros (tá, mas isso só vai rolar nas férias).
O que ficou muito evidente em The Girl with the Dragon Tattoo (versão americana) foi a péssima escolha de Daniel Craig como intérprete de Mikael Blomkvist, pois o personagem, apesar de estar com maior destaque no pôster (seria só porque o mesmo é o '007'?) é totalmente apagado pela fantástica atuação de Rooney Mara, que interpreta "a garota com tatuagem de dragão", a protagonista da trama. Não querendo levar as coisas para outro lado, fico pensando no que passou na cabeça desses produtores, pois é visível o destaque dado a Craig, tanto no pôster, quanto no número de cenas do filme. Ainda bem que Craig não respondeu às expectativas, fazendo Rooney Mara brilhar ao ponto de ser indicada ao Oscar na categoria de Melhor Atriz. E ainda acrescento, não ganhou só porque estava concorrendo com Meryl Streep. Só!
Quanto às cenas de estupro, é lógico que rolou um repulsa de minha parte, pois são bem realistas. Mas é isso que nos faz problematizar; refletir. O filme é muito violento? É. Mas, ao mesmo tempo, é bastante realista. Outra coisa que achei meio sem noção, foi o romance entre Blomkvist e Salander. Tipo, tem uma cena que mostra Lisbeth transando com uma mulher, ou seja, mostrando que a mesma é homossexual. Até aí compreensível, mas o que tem a ver ela tomar, posteriormente, a iniciativa e ir pra cama com Mikael Blomkvist? Ah, entendi... Tem gente que acha que quanto mais cenas de sexo, melhor. Não sei se esse pecado foi cometido pelo autor ou pelo roteirista (já que não li o livro), mas vou engolir.
Comentei até para um colega que haviam personagens nazistas no filme, mas foi só para dá um motivo para ele assistir, pois no meio em que vivo a palavra 'nazismo' tem um grande poder. O que tenho a falar sobre o personagem nazista é que ele é um velhinho super carismático que não é visitado por seus parentes, e não o contrário. Gostei muito dele!
Algo triste? Aos 50 anos, após entregar a trilogia Millennium à editora, Stieg Larsson faleceu devido a um ataque cardíaco. É uma pena, pois não há sequer uma esperança de continuação da história. O que podemos esperar é que, com o sucesso do filme, a adaptação dos outros dois sejam realizadas.

Ah, e para finalizar: RECOMENDO!

Um comentário:

Keiko Kawaii disse...

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