sábado, 17 de março de 2012

Parte de uma Infância: Bolero de Ravel

Sentiram saudades? Sei que sim. Sumi devido a umas coisinhas, e provavelmente sumirei de novo. Bom, já adiantando: "não, o blog não acabou". Para acalmar um pouco meus ânimos venho aqui conversar um pouco sobre uma parte incrível da minha infância: Digimon. Não estou falando das temporadas que se seguiram, mas sim da cativante e fantástica primeira temporada. Conhecida como Digimon Adventure, a mesma surgiu para competir com Pokémon, que estava no auge do 'boom'. Após a estréia, o público consumidor de jogos e brinquedos continuou elegendo Pokémon como sua primeira opção. Digimon perdeu a batalha, mas fez um grande sucesso, ganhando com isso uma sequência que se estende até hoje. Pra mim, que sempre gostei de histórias detalhadas, Digimon sempre foi muito melhor. Consegui ver na primeira temporada da franquia uma sensibilidade; uma história além de uma simples batalha de monstros digitais. Havia um mistério que eu queria decifrar. Já em Pokémon o único mistério é quando nos questionamos o porque de Ash nem mesmo desconfiar dos disfarces da Equipe Rocket.
Para não fugir do tema que propus no título, gostaria de comentar de uma vez que o que mais me marcou em Digimon Adventure, mais precisamente no filme, não foi o mistério, e muito menos o Patamon (por mais que o ame), mas sim a épica trilha sonora. Quando digo 'épica trilha sonora' me refiro a um clássico da literatura orquestral, o perfeito Bolero de Maurice Ravel. Com um tempo, quando assistia Digimon, o que mais me chamava a atenção era a canção que eu constantemente murmurava. Pela primeira vez, ainda pequena, havia descoberto uma música que não era enjoativa e, usada de maneira correta, poderia arrancar vários risos. Risos? Sim, risos. Estou tramando um vídeo em que demonstrarei essa minha 'tese', então fiquem no aguardo. A seguir um vídeo com a música, caso alguém tenha esquecido:
Tenho uma grande dívida com Digimon, mesmo. Na verdade, acho que muitas outras pessoas tem. O que seria de mim, ainda na alfabetização, sem meus monstros digitais e sem meu brasão da amizade desenhado na parede? (risos) Não, meus personagens favoritos não eram a Sora e o Tai, mas sim a Kari e o Matt. Concordo que Tai foi o melhor protagonista que a franquia já teve, mas Matt sempre demonstrou ser mais esperto (tanto é que roubou a Sora dele). Antes preferia a Sora, juro, mas a Kari faz mais meu atual estilo. Fora isso a abertura, o mergulho que os personagens sempre fazem na infância, a ligação que cada personagem tem com seu passado... Tudo isso mostra algo que vai um tanto quanto além de uma simples história de combate. Primeira e inesquecível abertura, no piano:

Sabe, outra coisa que gosto em Digimon é que o tempo não para. Em toda franquia nos deparamos com outros personagens, sendo que às vezes esbarramos nos antigos 'digi escolhidos' já grandinhos. Se formos comparar isso com Pokémon... É. Até hoje Ash tá com a mesma cara, enquanto Pikachu só emagrece. Oxii...
E por hoje é só, gente. 

12 comentários:

Erenildo エレニルド disse...

só não concordo com uma coisa nesse texto. o Pikachu ficou mais bonito que no começo, no começo de Pokémon ele era um ratinho feio, pra mim ele não emagreceu só ganhou melhores traços com passar do tempo , Digimon fez parte da minha adolescência, 1 e 2 foram os melhores mesmo.

Raio disse...

Quando falei que o Pikachu emagreceu estava me referindo aos traços mesmo. Existe uma 'piada' brincando com isso, olha: http://4.bp.blogspot.com/-qoI3nN9NBWU/ToxyC9xy-fI/AAAAAAAAEA4/xzA_cBXBByU/s1600/pikachu.jpg

Beijos!

Erenildo エレニルド disse...

mais ficou bem melhor assim do que o do começo kkk

rebeka disse...

Cai no seu blog por "acaso",e acabei me identificando com seus conceitos e gostos,bolero de ravel foi algo presente no inicio de minha adolescência e sinto saudades daqueles monstrinhos!
Ah sim,amo yaoi e sekai-ichi-hatsukoi,então valeu pelos posts,alguns deles realmente fizeram diferença para mim.

Raio disse...

Rebeka, muito obrigada pelo comentário. Mesmo! Às vezes me sinto só, como se estivesse falando com as paredes, sabe? É quando surgem comentários como esse seu que percebo que o que estou fazendo não está sendo em vão. Grata.

Beijones!

José Orlando disse...

Raio, simplesmente adorei sua matéria! Fantástica! Estava procurando essa música, bolero de Ravel, entre minhas músicas e acabei vindo dar uma pesquisada na net sobre ela e encontrei seu blog, que achei incrível! Você não está só, pois eu sou mais um de tantos que amam Digimon até hoje! Essa música é incrível, linda demais! Creio que uma palavra consegue descrever o que sinto quando a escuto: fascinação! Ela nos fascina com toda certeza! Parabéns pela excelente matéria e também pelo blog!

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Eu estava procurando o nome de uma música (orquestrada) que toda no episódio 52 dessa primeira temporada - no momento que o angemon digievolui pra holyangemon - e acabei parando aqui. Li o texto e me identifiquei bastante. Acho que pontos abordados, como o fato de os personagens terem uma história pré e pós, ação realmente um diferencial nesse desenho. Marcou muito a geração. Parabéns pela postagem, ficou muito boa! [ps: se souber o nome da música, POR FAVOR,me informe. tem o episódio 52 no youtube].