sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Black Butler - Impressões sobre o novo título da Panini

Hoje, após várias ligações perdidas durante a semana, consegui finalmente ter em mãos o primeiro volume de Black Butler, o famoso mangá shounen licenciado recentemente no Brasil pela Panini. Como estou aguardando a chegada do título desde o anúncio da editora, logicamente não poderia deixar de comprar, e muito menos deixar essa novidade ficar em branco aqui no blog, afinal, não é todo dia que um mangá tão diferente (e forte) chega às bancas brasileiras.
Black Butler, ou simplesmente Kuroshitsuji (título no Japão), não é infelizmente um mangá yaoi, como muitos imaginam, e sim um shounen, já que é publicado em uma revista cujo público alvo é o masculino, a GFantasy, revista mensal da editora Square Enix. Apesar de ser uma história com muito fanservice, aconselho o mangá para todos os públicos, já que nele podemos encontrar vários elementos mesclados (que vão de cômicos a góticos) andando lado a lado em perfeita sintonia. Em meio a tantos mangás por aí, Black Butler se destaca por conseguir balancear vários elementos de uma só vez.
Podemos começar a pensar nesse ponto em questão ao analisarmos Sebastian Michaelis, o personagem principal. A princípio, logo no começo da série, Sebastian aparenta ser um incrível mordomo, com habilidades impressionantes, que consegue fazer tudo com perfeição. Nossa atenção é logo chamada pela relação ímpar que tem com seu amo, o menino Ciel Phantomhive. Apesar de ser um demônio, fato esse que descobrimos no final do primeiro volume, Sebastian é um cavalheiro à moda antiga, sempre aguentando e resolvendo todos desastres ocasionados pelos outros serviçais da mansão. A história, que tem tudo para ser super carregada e sombria, por possuir comédia bem trabalhada e várias frases de efeito carregadas de leves ironias, e também por possuir como personagem principal um demônio, passa longe de uma leitura complicada e cansativa. Muito  mais do que isso, o leitor encontra em Black Butler uma leitura tão deliciosa que, como diria Sebastian, cairia muito bem com uma xícara de chá preto.
Sebastian, que é de longe o foco central da história, consegue transmitir, além de sutileza e tranquilidade, um ar sombrio. O mangá, ao todo, começa leve, com uma introdução sem muito aprofundamento, e segue esclarecendo todas as lacunas aos poucos. Não é um mangá que diz logo o objetivo dos personagens de cara, mas que vai alimentando um mistério e, quando esquecemos de sua existência, ele é esclarecido. Tenho quase certeza de que é esse o motivo da breve confusão que o leitor encontra ao começar a ler. Por outro lado, é aí que está um dos atrativos em se ler Black Butler: a autora cozinha bem antes de servir.
Falando em atrativo, outro ponto que chama a atenção, principalmente de garotas, é o relacionamento yaoi não explícito entre Sebastian e Ciel. A mangaká realmente sabe como fazer um bom fanservice, ao ponto de colocar uma certa carga de erotismo em situações comuns. No primeiro volume essa característica não aparece tanto, mas quem assistiu o anime sabe que ela só tende a se tornar mais frequente.
Essa edição da Panini vale mesmo a pena? 
Bem, inicialmente fiquei meio com o pé atrás, já que assim que recebi o mangá notei que o material da capa não é o mesmo de outros títulos que havia comprado da editora, como Black Bird ou Kimi ni Todoke. Pode até ter sido minha impressão, mas o papel da capa é um pouco mais fino. Mas, assim que o abri, fiquei feliz e rapidamente esqueci essa primeira impressão. A edição brasileira segue o padrão internacional, tanto na capa, quanto no título e nas contra-capas. Ainda estou com receio em relação ao papel da capa, mas de resto a Panini ultrapassou minhas expectativas... ! Por falar em capa, façam vocês mesmos uma rápida comparação entre a edição brasileira, a americana e a japonesa:
A edição brasileira, na minha opinião, supera as outras porque nela temos uma visão mais limpa do Sebastian, visão essa prejudicada nas outras pelo logo. Outro ponto positivo é que na edição da Panini o logo japonês, que é o original, está preservado, sombreado atrás do título internacional do mangá (Black Butler). Em suma, nossa edição não peca nesse aspecto, e até sai na frente. Pra vocês terem uma leve ideia de como está a edição, tirei algumas fotos de como o mangá está por dentro e por fora. Confiram:
Enfim, o mangá pode repelir muitos à primeira vista já que possui muito fanservice e uma leve pitada de yaoi, mais de resto ele, além de servir como colírio para os olhos, tem uma história divertida e instigante. Seria uma pena alguém deixar de conhecer a obra por mero preconceito infantil.
P.S.: Black Butler será lançado bimestralmente, custando R$ 10,99. Ainda está em andamento no Japão, estando atualmente com 14 volumes.

Espero que tenham gostado!

4 comentários:

Anônimo disse...

creio que muitas pessoas conhecem o tal sebastian mas não conhecem a história
por um lado é bom porque acabaram criando um personagem forte mas por outro, essa força dele acaba meio que ofuscando a obra em si
acabou não sendo o "sebastian de kuroshitsuji" e sim "o kuroshitsuji do sebastian"
certamente que esse deve ser o shonem mais shojo que já vi
assim, acaba meio que afastando um pouco o público masculino PRINCIPALMENTE pelas características yaoi
me surpreende que SÓ AGORA se pode ler o mangá por aqui, mas independente disso, eu não pretendo comprar uma vez que já tenho uma opinião formada sobre o título

Raio disse...

Kuroshitsuji significa justamente Mordomo Negro, ou seja, a história é sobre o Sebastian, mesmo que Ciel tenha um papel importante. É uma pena que você, só por conta de algumas características do mangá, já tenha uma opinião tão engessada que isso evite uma aproximação com o título. Por exemplo, digo isso por experiência própria, meu irmão é super preconceituoso com mangás, e detesta meus yaois, mas quando apresentei o anime de Kuroshitsuji ele disse que ia tentar... Passou algum tempo disse que ainda não estava tão bom, mas depois já estava na segunda temporada. Uma pessoa já ter uma opinião formada antes mesmo de conhecer algo só reforça um achismo fdp. Enfim...

Thami' disse...

Eu lembro de ter ouvido falar do anime de Kuroshitsuji há um tempo atrás, mas acabei não pesquisando ou baixando pra assistir. Tinha até comentado isso com o meu namorado. Quando fomos em um evento de anime em maio desse ano, achamos o anime em uma "banca" de DVDs, tanto eu quanto o meu namorado gostamos do traço e decidimos comprar. Eu já tava super animada até ele resolver perguntar pro dono da banca se o anime era bom e ele responder que era "yaoi explícito". Como eu não gosto de Yaoi e meu namorado muito menos, desistimos da compra.
Eis que hoje meu namorado me surpreende ao me dar o 1º volume de Black Butler, porque tem memória de peixinho dourado e esqueceu da história do Yaoi. E, quer saber? Que vontade de dar uns cascudos no tio da banca! ù_u

Lanny disse...

Fiquei tão feliz de saber que os comentários/imagens extras vieram na capa interna. E a ilustração em tons vermelhos, que maravilha! (só faltava ser impressa naquele papel lisinho de revista) Incrível como esses detalhes me deixam feliz. ^^
Quanto a capa, a nossa é definitivamente a melhor adaptação até agora. Faltou comparar com a dos franceses, um incrível trabalho de preguiçoso (cortaram as pernas do Sebastian).
Infelizmente meu exemplar chegou com a capa interna "descamando". Imagino que seja descuido no transporte ou armazenamento. =/
Seu blog está cheio de conteúdo bom, parabéns! :)