domingo, 30 de dezembro de 2012

As Vantagens de Ser Invisível

Quando me perguntam sobre filmes para se assistir, na maioria das vezes teimo em indicar Juno, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain10 Coisas Que Eu Odeio em Você, 500 Dias com Ela ou Em Busca da Terra do Nunca. Meus gostos pelo cinema diferente, ou até vintage para alguns, me colocou em uma sinuca, onde a indústria sempre te oferece um "blockbuster", e o que você mais quer é um filme diferente com uma dose de amor adolescente, ou um amor adulto (que seja), como no fofo Um Dia. Se sou contra o cinema pipocão? Claro que não. Sou alucinada por essas grandes produções, mas o que não quero entender é a desvalorização de um filminho com diálogos inteligentes e bem elaborados. Que se foda "Nós temos o Hulk", eu quero "Nós somos o infinito"!
Sabe aqueles filmes que te fazem querer ser de outra era? A Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower) é decididamente um deles. O filme, que começou a ser divulgado aos poucos, e que conta com dois protagonistas já conhecidos, Logan Lerman (Percy Jackson e o Ladrão de Raios) e Emma Watson (Harry Potter), me surpreendeu pela atuação do fofo Ezra Miller, que pra mim foi o grande destaque. Ezra, que vive no longa o veterano Patrick, um cara divertido, gay, inteligente e desinibido, encanta em sua atuação no geral, mas sobretudo quando faz uma espécie de cover da cena clássica de The Rocky Horror Picture Show. Patrick é sensacional, e de longe meu personagem favorito.
Outra atuação que me deixou boquiaberta foi a de Emma Watson, que interpreta a sexy e aventureira Sam, uma garota que não tem um histórico muito bom quando se trata de envolvimentos amorosos, e que acaba virando o interesse amoroso de Charlie, o foco principal da trama, vivido por Logan Lerman. Logan e Emma mostram uma química legal em suas cenas juntos, e Emma não me fez lembrar em nenhum momento a Hermione. Gostei muito da atuação do Logan, já que em algumas cenas me senti verdadeiramente comovida, mas sem os outros dois personagens o filme seria só um drama sem graça. O filme só funciona por causa do trio.
Lendo algumas informações sobre o filme, descobri que o diretor e roteirista do filme, Stephen Chbosky, também é o escritor do livro no qual o filme é baseado. E? Ninguém melhor que o próprio criador da história para dirigir e escrever um filme baseado na mesma.
A sinopse é a seguinte: Charlie é um garoto quieto e tímido, que gosta muito de escrever, e que está prestes a entrar no colegial. Por não ter amigos, já que o único que tinha cometeu suicídio, tem sérios problemas para se socializar, o que acaba mudando quando faz dois amigos veteranos. Además, há um segredo em seu passado, segredo esse que vai sendo revelado aos poucos, e que é a verdadeira razão pelos distúrbios psicológicos do rapaz.
Em si um filme simples, sem efeitos especiais (lógico), mas com uma ótima trilha sonora (que inclui David Bowie e The Smiths), e vários bons recortes, onde em cada um podemos conhecer bem todos os personagens envolvidos. Também quero incluir que gostei muito da participação da Nina Dobrev (The Vampire Diaries) e da Mae Whitman (dubladora da Katara em Avatar: A Lenda de Aang), que mesmo sendo coadjuvantes tiveram bons momentos.

Um delicioso filme sobre liberdade, amizade e escolhas.

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