terça-feira, 18 de dezembro de 2012

The Runaways

Nesse dias, como de costume, peguei vários filmes para assistir, sendo que todos foram uma ótima experiência. Sinceramente, sempre procurei ver o lado do diretor, pensar no que o fez montar uma certa cena, e decodificar o trabalho por traz de cada detalhe. Certo que existem filmes por aí que merecem ir para a lixeira, mas todo filme tem uma mensagem, e cabe a nós decidir qual fará parte de nossa vida.
Desses filmes, o que escolhi para 'resenhar' hoje me foi apresentado (se não me engano) no ano de 2009, antes mesmo da escolha dos atores. A notícia do projeto me apareceu em algum site que anunciava a cinebiografia de Joan Jett e, consequentemente, da banda The Runaways, que teve fama meteórica na década de 70. O filme, que se chama The Runaways, e que no Brasil ganhou o subtítulo Garotas do Rock, retrata a vida das cinco ex-integrantes da banda, mas dando um foco principal em Joan Jett, guitarrista e backing vocal, e Cherie Currie, vocalista.
A história começa no ano de 1975, ano de formação da banda, e inicialmente apresenta Cherie, uma menina de longos cabelos loiros, com uma irmã gêmea chamada Marie, uma mãe instável e um pai pouco presente. A garota, fã de David Bowie, sempre esteve procurando algo, até conhecer Joan, que juntamente com Kim Fowley (empresário), estava à procura de uma nova integrante para a banda já formada. Cherie era bonita e sensual, tudo que Fowley considerava necessário para a banda. The Runaways era um produto instável, mas bem sucedido, conquistando rapidamente os Estados Unidos, passando a ter fama mundial, principalmente na Europa e no Japão.
O filme, que foi estrelado por Kristen Stewart (Jett) e Dakota Fanning (Currie), é regular. Para um filme sobre uma banda, não chega a ser péssimo, porém está longe de alcançar o posto de ótimo. Tudo isso se deve ao empenho da equipe em focar apenas nessas duas integrantes, tirando assim a certa importância das demais. Sandy West e Lita Ford foram pouco trabalhadas (pra não dizer nada), e isso causa até um desconforto, porque a banda em si começa com Joan e Sandy, havendo depois o ingresso de Lita, que no filme é colocada como aquela chata, ou até invejosa, que não gosta de Cherie e que se torna pivô da saída da vocalista. É clichê atrás de clichê.
Em cinebiografias de bandas deveria haver um certo cuidado em trabalhar mais a vida emocional e trágica dos músicos além da parte "sexo e drogas". Esse artefato é usado tão frequentemente que já chegou ao limite do enjoativo, enfraquecendo um pouco o filme, que deveria ter exibido mais músicas além de Cherry Bomb.
Em suma: um bom filme, mas que poderia ser melhor. Kristen mostra uma boa atuação, e Dakota brilha, principalmente na performance de Cherry Bomb, mas o destaque maior caiu sobre Michael Shannon, que interpretou Kim Fowley brilhantemente. Também quero destacar os figurinos do filme, que são praticamente semelhantes aos originais. Alguns stills, se comparados com fotos reais, geram até confusão. Enfim, poderia ter sido melhor.

Beijos.

2 comentários:

juhh disse...

http://www.youtube.com/watch?v=2zdTbiDSCO0

juhh disse...

http://www.youtube.com/watch?v=2zdTbiDSCO0


tributo massa