domingo, 16 de fevereiro de 2014

Adolescência

Após sentar e pensar por alguns minutos, resolvi falar sobre um assunto que tornou-se, querendo ou não, alvo do meu interesse. Pulando um pouco fora da área acadêmica, creio que um texto sobre a adolescência viria bem a calhar para algum leitor perdido, que frequenta meu blog por estar sem muita coisa para fazer. Pretendo fugir um pouco da temática "otaku" que, aos poucos, sem meu consentimento, foi apoderando-se desse espaço, e colocar um novo assunto em pauta, pois inovar não tira pedaço.
Um dos filmes mais marcantes para todos os "jovens adultos" que conheço é, sem dúvidas, o icônico "Os Batutinhas", de 94. O filme, que tem como protagonistas crianças, destaca aquele período pelo qual todos passamos: a "raiva" (não a raiva propriamente dita) pelo sexo oposto. Na escola, por exemplo, podemos notar a separação clássica existente numa sala de aula: a do clube do Bolinha e a do clube da Luluzinha.
As meninas, nessa fase, estão mais interessadas pelo contato com outras meninas, e os meninos, por quererem um amiguinho para jogarem futebol ou qualquer outro jogo, acabam preferindo a amizade com outros meninos. Eles preferem os iguais. Essa fase, segundo Freud, faz parte do processo de definição da identidade sexual. Isso não aconteceu comigo, que sempre preferi o contato com meninos, por, ao meu ver, serem bem mais legais, mas sou uma exceção.
A criança, nesse período, sabe quem ela é, ou ao menos acha que sabe. Vejamos, é como se ela já estivesse habituada àquele pequeno corpo, àquela rotina sem muitas responsabilidades e àquela dependência dos pais. Nós (estando ciente da faixa etária dos leitores deste blog) já passamos por tudo isso, e sabemos que existe um período de transição que muda toda a vida de uma pessoa. Esse período é conhecido por adolescência.
O jovem, que até pouco tempo estava acostumado com o seu corpo e com a sua rotina, agora se vê passando por uma série de mudanças, tanto físicas quanto sociais. A sua família, muitas vezes, irá cobrar mais e mais, impondo que ao mesmo que consiga um emprego ou que busque aprimorar-se, para conseguir, teoricamente, um trabalho melhor. Em todo caso essa fase é complexa tanto por conta da família, que não que sustentar um "faz nada", quanto devido às exigências do mercado de trabalho, que cobra - dentre outras coisas - experiência. Agora me digam: como esse mercado quer experiência de um jovem que está ingressando agora no mercado?
As maneiras pelas quais o adolescente passa por esse período nunca são iguais, pois varia tanto de indivíduo para indivíduo, ou depende também das condições financeiras do mesmo. O jovem de classe média alta, digamos, terá um tempo maior para pensar no que quer fazer e se aprimorar para tal. Já o jovem de classe média baixa não tem muitas escolhas: deve começar a trabalhar o mais rápido possível para, assim, prover o sustento de sua família.
Como adolescente em "final de fase", já que completei meus 20 anos no final de 2013, posso comentar outro ponto "x" da questão: o amor adolescente. Sério, passei toda a minha adolescência focada em todas as coisas possíveis, e declaro que nunca esse "amor" se manifestou. Acho que esse sentimento é um pouco esticado nesses filmes de romance americanos. MESMO! Nicholas Sparks pode faturar muito com essa temática, mas acho que esse período é um "pé no saco". É uma fase onde você não é mais visto como uma criança e fica inseguro a respeito de quem é... É um período chato, onde o mundo inteiro torna-se o "opressor" de um jovem que acabou de sair das fraldas e quer sair por aí se achando o "ban ban ban". Existem tipos e tipos, mas, não querendo generalizar, mas já generalizando, acho que os adolescentes, ao invés de ficarem nessa de "encontrar meu lugar no mundo", têm o direito de levar muita chinelada dos pais.

Pois uma boa Havaianas na bunda é o melhor remédio!

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