sábado, 15 de março de 2014

Frozen

Dando uma pausa na limpeza do meu quarto, achei uma ótima ideia tomar um cafezinho enquanto escrevo um texto rápido sobre um dos mais recentes fenômenos da Disney: Frozen. O filme, que merece todo esse bafafá (ou não), além de ser surpreendente e emocionante, me tomou uma madrugada, mas sem arrependimentos. Intrigada por todos os holofotes apontados para esse longa, resolvi "beliscar" um pouco desse prato e, depois de servida e farta, não tive ideia melhor do que um texto para ajudar na digestão. Ainda estou digerindo alguns momentos, mas, em suma: o que podemos esperar?
A Disney tem um encanto que atrai várias pessoas, e isso já é um fato consumado. Há anos seus filmes ganham o Oscar de melhor animação, e isso consecutivamente, o que a torna sempre favorita em qualquer premiação. Porém não creio que a qualidade seja a única questão observada. A bilheteria, como um critério analisado, é algo que deve pesar em qualquer premiação, não somente no Oscar. Frozen, que traz duas princesas de uma vez, cada uma com uma característica própria, tem os ingredientes essenciais para fisgar qualquer criança, mas a associação com outros filmes da empresa é clara. Inovação com um toque de modernidade ou obediência a uma receita básica do sucesso?
Frozen - Uma Aventura Congelante conta a história de duas princesas do reino de Arendelle, Anna e Elsa, tendo Elsa um dom não tão comum: a Criocinese. A irmã mais velha tem o poder de gerar gelo, mas como nada é perfeito, a garota perde o controle facilmente ao ficar ansiosa ou nervosa. Certa noite, ao se divertir com a irmã, Elsa perde o controle de si e atinge Anna na cabeça. Vendo o risco que pode trazer para as pessoas que a cerca, a jovem decide isolar-se, já que seus pais acreditam que isso seria o melhor a ser feito.
O filme, ao meu ver, tem três momentos. O primeiro período vai até a coroação de Elsa. Após a morte de seus pais, a filha mais velha deve subir ao trono e governar o reino, porém devido às pressões de sua irmã, que na festa após a coroação discute com a mesma, Elsa fica nervosa e mostra seus poderes para todos, até então não cientes desse dom. Acuada, a garota então foge para a floresta após trazer um rigoroso inverno com sua magia. A partir da fuga de Elsa a segunda parte começa: vemos Anna saindo em busca da irmã, começando assim uma jornada. A terceira e última parte começa com o encontro das duas, onde Elsa (acidentalmente) atinge o coração de Anna com um ataque. Anna, que agora está entre a vida e a morte, deve buscar o beijo do verdadeiro amor, e assim toda a tensão da história se desenrola.
Frozen, assim como A Pequena Sereia, é baseado numa obra do dinamarquês Hans Christian Andersen, sendo que o roteiro de Frozen foi inspirado no conto A Rainha da Neve. A história conta com duas protagonistas, ambas com personalidades diferentes. Anna, a irmã caçula, por ter vivido grande parte de sua vida isolada de sua irmã, sente falta de carinho e companheirismo, o que a tornou um pouco carente demais. Anna é sonhadora, como várias outras princesas clássicas da Disney, sonhando com o amor de um príncipe. Elsa, a mais velha, por quase ter matado sua irmã em um acidente, vive isolada por sentir medo. Quando foge, é como se estivesse livre de sua jaula, e por isso percebemos um toque mais independente, fugindo do clichê "moça inocente e indefesa". No caso de Elsa, ela é a mais poderosa da história, e luta apenas contra o medo de ferir sua irmã.

O desfecho da trama é nitidamente o grande diferencial quando comparamos Frozen com os clássicos da empresa: o amor que salva a vida de Anna não é o amor do príncipe encantado, que no filme aparece como o vilão, mas sim o amor fraternal. O amor entre as duas irmãs é o grande destaque dessa película, sendo que o mesmo atualmente está sendo interpretado de forma errônea. Recentemente uma notícia um tanto quanto constrangedora apareceu no site da revista Caras falando sobre o satanismo presente no filme. Acompanhem o seguinte fragmente retirado do site Dammit:
Muitos pastores, católicos e escritores afirmaram que o longa é uma propaganda explícita da homossexualidade que faz os jovens acharem tal coisa comum. Uma das principais acusações que o filme sofre é sobre o poder da princesa Elsa, que seria uma metáfora ao lesbianismo. [...] além de ser acusado a promover a homossexualidade, o desenho ainda sofre mais acusações. O pastor Kevin Swanson, afirmou a uma rádio norte-americana que o filme é completamente satânico.
Não vejo mal algum quando as pessoas expressam seu ponto de vista, pois é assim que surgem os debates. Mas, como sabemos, existem casos e casos. Não é de hoje que os filmes da Disney são acusados de satânicos, mas fazer tal acusação utilizando o amor entre duas irmãs e o fato de uma delas ter o poder de controlar o gelo como pretextos é algo que acho um tanto quanto desnecessário. 
O filme, além de chamar atenção por suas personagens, traz uma impecável trilha sonora, que conta com o hit Let It Go, sucesso tanto na voz de Demi Lovato, que a canta nos créditos, quanto na voz de Idina Menzel, que a interpretou no Oscar. Falando em Oscar, a canção ganhou o prêmio de melhor canção original, prêmio esse realmente merecido! Confiram na íntegra:

No filme outras personagens ganham destaque, como o boneco de neve Olaf, que ama o calor, e Kristoff e sua rena Sven, que trabalham com gelo. Eles, aos poucos, vão se mostrando essenciais na trama, além de tornarem o filme mais engraçado e leve.

Já podem preparar a pipoca! 

4 comentários:

Chell disse...

Eu nunca tinha ouvido essa acusação de ~satanismo~ em Frozen. Mas gente, quando não tem nada pra comentar eles inventam um amor lésbico incestuoso. Aliás, uma curiosidade que eu tenho é: por que toda animação popular é acusada de satanismo? Diretores satanistas com más intenções só fazem animações populares, é isso que eles supõem?? Ai ai, universo...

Enfim! Acabei de descobrir seu blog, e o achei muito bonitinho. c: Seguindo, então.. até mais!

- Chell
http://notloli.blogspot.com.br

Claudio Junior disse...

Incrível... Mas a maldade está nos olhos do observador e não deste lindo filme

Anônimo disse...

Gente, pelo amor de Deus... é lógico que nós adultos achamos o filme fofo e lindo... essas mensagens não são feitas para nós, e sim para as crianças... Outra mensagem muito clara é a do homosexualismo com o Olaf e com o Staf(acho que é assim que escreve) Porque essa questão da cenoura? Porque engolir a cenoura? Não adianta a gente fugir... O maior interessado em roubar as crianças a sua inocencia é o rei deste século, santanás. Quer vocês acreditem ou não. Afinal, não são para meus filhos que vocês estão fazendo mal, e sim para os próprios filhos de vocês.

Raio disse...

É desse tipo de pensamento que busco fugir todo o dia...