domingo, 3 de agosto de 2014

Festival Tanabata

Mais uma vez desapareci do nada, e cá estou escrevendo alguma coisa pra matar a saudade, então podem me desculpar. Posso justificar meu sumiço como um desaparecimento forçado, pois desde o começo do ano ando atolada de trabalho (o que pode ser ruim e bom ao mesmo tempo). O que posso dizer é que o meu carinho por esse blog não desapareceu, e isso pode ser notado ao observarem nossa página no Facebook e o nosso novo template. O novo visual do blog está bem clean para simbolizar este ano como sendo calmo e sem extravagâncias, ao menos da minha parte.
O post de hoje é mais como uma curiosidade que trouxe sobre os festivais japoneses que acontecem mundo afora. Como gosto desse tipo de evento, não poderia deixar de ir e, aproveitando a deixa, escrever algumas linhas para os meus amados leitores. Aproveitem!
O Festival Tanabata, que teve sua quarta edição em Fortaleza (CE) no último sábado, dia 2, é um festival que não ocorre (logicamente) apenas aqui. O festivais que se espalham pelo Brasil e pelo mundo são uma espécie de homenagem a um festival de mesmo nome que ocorre todo ano no Japão. O festival, conhecido como Tanabata Matsuri, tem sua origem baseada numa lenda japonesa, sendo a mesma uma tradição milenar no Japão.
A lenda conta que Orihime, uma princesa tecelã, ao estar diante de um tear, viu passar um rapaz conduzindo um boi, e por ele se apaixonou. O pai da princesa, um poderoso Deus do reino celestial, consentiu com o casamento, mas, por estarem dominados pela paixão, o jovem casal acabou se descuidando de suas obrigações e, indignado, o Deus ordenou que o casal vivesse separado. Os dois viveriam longe um do outro, cada um residindo em um lado da Via Láctea, e se reencontrariam uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês, com a condição que atenderem os pedidos das pessoas da Terra.
Nessa data os japoneses costumam fazer pedidos em pequenos bilhetes de papel, conhecidos por tanzaku's, e em seguida os prender em bambus. Cada cor de tanzaku simboliza um tipo de pedido, como por exemplo o branco, o amarelo e o azul, que significam, respectivamente, paz, dinheiro e proteção dos céus.
O festival é feriado nacional no Japão, e, em 1978, sua comemoração foi trazida para o Brasil pelos imigrantes japoneses, sendo hoje comemorado em diversas cidades do Brasil.
O festival de Fortaleza ocorreu em uma das mais belas praças da cidade, a Praça Luíza Távora, conhecida por acolher vários piqueniques, o que deixou o ambiente bem família. O evento contou com uma programação bem diversificada e atrativa: oficina de origami, mesa de caligrafia japonesa (pra quem quiser saber como seu nome é escrito em caligrafia oriental), os tanzakus (pra quem quiser fazer um pedido), um tatame com uma mostra de várias artes marciais japonesas e um stand de traço oriental (pra quem quiser sua versão em desenho no estilo mangá). Para mais informações podem visitar a página do evento clicando aqui. Confiram algumas fofinhas:
Enfim, desejo a todos um bom começo de semestre, repleto de coisas boas. Quanto ao blog, eu não sei como as coisas ficarão, mas espero que daqui pra lá vários textos papoquem por aqui. Até lá vocês podem me acompanhar pelas redes sociais, que estão sendo atualizadas constantemente: Instagram, Facebook e Twitter.

Hasta!

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