quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Diabolik Lovers: o pior harém ao inverso que já assisti na vida!

Pensei que era algo tipo Vampire Knight. Fui estupidamente enganada...
Seduzindo as cocotas.
Diabolik Lovers traz uma sinopse que agradaria muitas garotas (e garotos também, porque não?), mas, logo no primeiro episódio, sentimos que não é bem assim. A animação, baseada em um dating game, ou otome game, como preferirem, tem como foco uma personagem feminina, que no jogo representa a jogadora em si. Com a adaptação, a personagem além aparecer sem personalidade definida, tem um par romântico aberto. Já comentei sobre esse caso na breve análise que fiz sobre UtaPri (aqui): "Odeio essas histórias baseadas em jogos por conta disso: a garota nunca escolherá um dos pretendentes, terminando sempre sozinha ou com um final aberto".
A diferença que senti entre esses dois títulos foi mais em relação ao fetiche que é procurado. Em UtaPri vemos a relação amigável entre Nanami, a protagonista, e os seus companheiros de banda, sendo que eles gostam dela, demonstram isso, mas não passam disso. Seria como uma brincadeira com o público que assiste, meio que para elegermos o nosso casal favorito e querermos que eles fiquem juntos. Em Diabolik Lovers a personagem principal vive em constante disputa entre os irmãos, mas no caso eles não a olham como uma pessoa querida, e sim como uma caça. É interessante para o fanservice, mas o telespectador comum não verá com bons olhos. Na verdade, não dá pra querer estar no lugar de uma garota que passa metade do anime dormindo por estar anêmica.
Imagem do site Pretty Things.
A protagonista de Diabolik Lovers é Yui Komori e a mesma terá que viver com vários senpais. Eis o "atrativo" do anime, porém, o exagero leva à sem noção. Fica meio sem sentido e sem graça ver que em qualquer canto que ela vá a mesma encontrará um desses irmãos e terá seu sangue chupado. Me senti meio mal por ela.
Além disso, a história começa com alguns mistérios, o que nos leva a crer que ambos deveriam ser solucionados. Porém, em duas temporadas percebemos uma lacuna. Enfim, a animação termina sem esclarecer nada. Fiquei indignada! A duração dos episódios ser bem menor do que a média geral (cada episódio dura em média 14 minutos) é um empecilho? Não acho. O que senti foi que o anime tem ótimos personagens, uma ótima dublagem, a arte (design) é linda, e a premissa é atraente, mas a história em si caiu na mesmice e acabou se tornando cansativa. Tudo muito fácil de presumir, muito dado ao telespectador.
Caro leitor, acredite em mim. Ainda estou aqui refletindo seriamente sobre aquilo que assisti e cheguei ao triste fato que não se faz mais história/anime como antigamente. A temática vampiresca é tão boa, super aproveitada em vários filmes e seriados, além de animes e jogos, ouso dizer, mas, qual foi a dificuldade em fazer um tipo de harém ao inverso com vampiros? Tinha tudo pra dar certo.
Na verdade, o tema não poderia ser mais simples. Pensei que Vampire Knight tivesse feito escola, mas pelo jeito não veremos um sucessor digno por um bom tempo. Em relação a Vampire Knight, tanto o mangá quanto o anime meio que se alongaram demais, principalmente o mangá, mas gosto muito da construção da história e de como, aos poucos, tudo vai se encaixando. Diabolik Lovers, ao contrário, não estimula quem está assistindo. Não existe romance, nem diálogos legais, só existe uma menina, 6 vampiros (e surgem mais 4 na segunda temporada) que passam o anime TODO mordendo e sugando o sangue da garota. Ela vira vampira? Não. Ela morre? Não. Ela salva alguém? Não consegue nem se salvar. Que tipo de "heroína" é essa? Me pergunto desde ontem.
Aliás, ela tenta um suicídio, mas depois é revivida...
Sobre a protagonista: até entendo que o anime é baseado em um jogo, mas os estúdios devem parar de criar protagonista "sem sal" e verdadeiramente adaptar o anime. ADAPTAR. O caso é: Yui Komori passa 24 episódios sendo maltratada, tratada como uma "bitch" (literalmente), um alimento, um saco de sangue... Um nada. Ela é uma menina que é feliz servindo de alimento para homens. Não quero dar uma de feminista não, pois isso nem me pertence, mas fiquei muito mal com a ideia defendida no anime. A submissão, a frase "você é minha, só pertence a mim" é dita inúmeras vezes, e chega até a ser nojento o verdadeiro significado que ela carrega.

Enfim, não indico.



2 comentários:

Mey Carvalho disse...

Oi
Eu não consigo gostar de animes de harém de jeito maneira, acho todos uma saco. Acho que me incomoda a indecisão da personagem que é sempre desejada por todos. Imagino que Diabolic Lovers deve ser uma chatice só, ainda bem que nem me arrisquei a ver.
Adoro seus posts sobre animes.
Bj.
http://agoraqueeusoucritica.blogspot.com.br/

Raio disse...

Obrigada por acompanhar meus textos. Fico muito feliz.

:)