quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Assassination Classroom - Minhas primeiras impressões

Um dos mangás mais comentados da atualidade acabou de chegar em terras Tupiniquins, o que poderia me passar desapercebido se não fosse pelo meu namorado, que me fez, por livre e espontânea pressão, ler as primeiras páginas desse mangá tão exótico. Nesse post você conhecerá um pouco de Assassination Classroom, o mangá no qual as alunos querem matar o seu professor. LITERALMENTE.
A história de Assassination Classroom, ou Ansatsu Kyoushitsu, começa com a chegada de um professor um tanto quanto diferente na turma 3-E da escola Kunigigaoka. O professor, que parece uma mistura de um polvo com um alienígena é, na verdade, um monstro que destruiu 70% da Lua, deixando-a no formato de uma Lua crescente. A criatura, que se desloca na surpreendente velocidade do som, daqui a um ano destruirá a Terra, mas antes decidiu tornar-se um professor, especificamente daquela turma, sendo que os motivos para tal escolha não são revelados.
Aos estudantes da turma 3-E restou a missão de impedi-lo, pois até mesmo o próprio governo fracassou em suas tentativas de exterminá-lo. Eles buscarão em todas as aulas alguma forma de matar a criatura, e para quem conseguir tal faceta será entregue o valor de 10 bilhões de ienes.
Os estudantes, tidos como os fracassados do colégio, vêem sua rotina mudar de uma hora para outra e, ao mesmo tempo que estudam Química, Matemática e História, aprendem a arte do assassinato. Para tudo existe um momento, inclusive para as tentativas de assassinato, sendo que para cada aluno o professor dá dicas de como melhorar suas habilidades e, aos poucos, a auto-estima dos "piores" alunos da escola vai ganhando um novo tom.
Koro-sensei (nome dado pelos estudantes, e que significa 'professor duro de matar'), apesar de ser o grande vilão, é simpático e fofo, e isso tornou-o um dos personagens mais queridos do público. Sua pele muda de cor de acordo com o seu humor e, mesmo com toda a sua força e velocidade, vai demonstrando diversas fraquezas, tendo as mesmas observadas e anotadas por Nagisa, um menino andrógino que vai ganhando um certo destaque no decorrer da história.
O ritmo do mangá é focado na rotina estudantil, o que o torna lento, se compararmos com outros títulos. A ação ficará sob a responsabilidade dos personagens que vão sendo introduzidos na história, sendo que a maioria está em busca da cabeça redonda do pobre Koro-sensei.

Quanto à sala de aula, as munições usadas pelos alunos foram desenvolvidas especialmente para o professor, o que é explicado pelo fato do corpo do mesmo não conseguir ser ferido com armas comuns. Gosto desse aspecto da história, mas devo pontuar que me senti um pouco desconfortável ao ver crianças utilizando armamento militar na escola. Não sei se estou certa em pensar isso, pois costumo ler mais shoujo que shounen, mas esse fato é uma questão bem sensível de ser trabalhada em um mangá.
É um mangá incomum, de fato, e se eu fosse pontuar todos exageros do mangaká, ficaria aqui o dia todo e não contaria nem a metade. A cada quadro a história supera em criatividade, digamos, e talvez por isso tenha se tornado popular entre os leitores, afinal temos um protagonista carismático, forte, e uma história repleta de piadas, ação e mistérios.
À priori a sinopse causa um estranhamento, o que pode chamar a atenção ou até mesmo espantar alguns leitores, mas por ser de uma revista de considerável peso, creio eu, o público se deu à chance de "degustar" a história antes de rechaçá-la definitivamente. Para os desinformados de plantão, Assassination Classroom  foi recentemente licenciado pela editora Panini, sendo que no Japão o mesmo está sendo publicado na famosa revista semanal Shounen Jump, lar de títulos como One Piece e Death Note.
Em poucas palavras: aconselho. É um mangá para quem procura novidade e diversão (promete muitas gargalhadas). O título ainda está em andamento no Japão, então não posso fazer um balanço final, mas posso afirmar que daqui em diante o que nos aguarda são novas revelações e mais ação, com a chegada de mais e mais assassinos em busca de recompensa.


Ficaremos no aguardo.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Kamisama Hajimemashita

Imagine a mistura de alguns elementos de Inu x Boku SS, Black Bird e InuYasha. Imaginou? Pois é, Kamisama Hajimemashita, ou Kamisama Kiss, é quase isso... Quase...
Após assistir os treze episódios turbulentos do anime, resolvi respirar fundo e escrever sobre minhas impressões. Vale lembrar que acompanhei cada episódio logo na estreia, mas como o tempo tava corrido, somente agora resolvi parar um pouco, respirar e escrever. Não sei se acertarei nos comentários, mas tenho certeza que os mesmos serão de grande ajuda para alguém que busca uma dica sobre qual série assistir, ou até um pontapé básico para um indeciso. E, sim, este post conterá SPOILERS. Lembrando: a segunda temporada da animação acabou de ser confirmada!
Primeiro contato: Li o mangá antes do começo da temporada e, sem mais delongas, é muito mais legal. Não quero alimentar grandes expectativas com relação ao mangá, mas realmente me senti entretida ao ler cada página dos seus mais de sessenta capítulos (sendo que ainda está em andamento). A história vai crescendo, e o que poderia ser considerado clichê vai tomando uma nova forma. A história é, no final das contas, uma comédia com romance e sobrenatural, ou seja, tudo o que eu queria. Certo que existem um ou dois arcos que não agradarão a todos, mas esses servem de trampolim para seus sucessores; dando um impulso à nova trama. É uma delícia!
Mangá vs. Anime: Que o anime tem um ritmo acelerado se o compararmos com o mangá, já sabemos, mas, no caso de Kamisama Hajimemashita, esse ritmo ultrapassa o limite do padrão. O primeiro episódio do anime, por exemplo, segue os três primeiros capítulos do mangá, e para isso ser possível eles cortaram, ou até mudaram a ordem de algumas cenas. Certo, isso vez ou outra acontece, mas esse corte nas cenas prejudicou o desenrolar da história. Fez tudo ficar muito apressado.
Com o segundo capítulo foi feito o mesmo, mas de uma forma diferente: ao invés de cortar cenas, resolveram inverter a ordem dos arcos. Sei que devia evitar me basear no mangá e me voltar totalmente para o anime, mas não consigo. A história vai seguindo o mangá, mas como a animação possui um número limitado de episódios, os cortes foram inevitáveis, e as mudanças que se seguiram deram um ritmo mais acelerado, negligenciando alguns pontos interessantes.
O engraçado dessa temporada, já devo ter comentado por aqui, foi o fato que, nos primeiros episódios dos três shoujos da season, os protagonistas já terem se beijado. Como sempre assisto animes shoujo, estou acostumada com séries à la Kimi ni Todoke (ou seja, sem beijos e nem apertos de mão), e um começo de temporada desses foi uma surpresa. O beijo em Kamisama Hajimemashita parece um tanto precoce, mas justificável: o beijo sela um pacto entre Nanami, uma divindade, e Tomoe, um demônio que agora é o seu servo.
O anime não teve um grande destaque na temporada devido aos dois shoujos que a acompanhavam, tendo esses, na minha opinião, uma história bem mais caprichada e uma animação de maior qualidade, e ambas resenhadas por mim aqui no blog (Tonari no Kaibutsu-kunSuki-tte li na yo). Kamisama Hajimemashita vai muito pro lado da comédia, enquanto os outros dois trataram de problemas sérios, como o bullying.
A história: Nanami Momozono é uma estudante que vivia tranquilamente com seu pai até o dia que o mesmo fugiu e a deixou morando na rua, já que a casa onde eles viviam foi tomada pelos credores. A garota, que agora estava literalmente na rua da amargura, "salva" um homem misterioso que, como forma de agradecimento, lhe dá uma casa e um beijo na testa. Mal sabia ela que aquele homem havia, ao beijá-la, transferido um sinal de divindade. E assim começa a história, com Nanami vivendo em um templo e passando a ter uma nova vida, agora como Divindade da Terra.
Como um shoujo que se preze, não pode deixar de ter um bishounen que balançará o coração da mocinha. O papel ficou a cabo do demônio Tomoe, que, apesar de no começo detestar Nanami, passa a simpatizar com a jovem, tornando-se o seu cão de guarda. Tomoe tem um passando desconhecido, revelado em partes no decorrer da história. O personagem é, sem dúvidas, o destaque da série, e um dos motivos que levam as garotas a assistirem, pois, sendo bem sincera, a protagonista é bem sem sal.
Além de possuir uma abertura e um encerramento bem sem graça, a história é bem batida, daquelas que já sabemos como irá terminar. Por esses e outros fatores a série foi colocada de lado por várias pessoas, sendo acompanhada apenas por quem tem apreço pelo gênero. Tá, é uma série fofa e um bom entretenimento, mas se você está procurando novidade, aconselho a passar bem longe.
Sobre o ponto da segunda temporada: em detrimento do aniversário de 40 anos da revista shoujo Hana to Yume (casa dos clássicos Fruits Basket e Skip Beat!), revista essa que está publicando o mangá de Kamisama Hajimemashita, este sendo um sucesso na revista. Uma segunda temporada não é pra qualquer um, então me espantei com a notícia. Esperava outro título, não nego, mas se essa foi a decisão dos japoneses, o que posso fazer, não é?


Shoujo é shoujo, e será bem vindo!

domingo, 3 de agosto de 2014

Festival Tanabata

Mais uma vez desapareci do nada, e cá estou escrevendo alguma coisa pra matar a saudade, então podem me desculpar. Posso justificar meu sumiço como um desaparecimento forçado, pois desde o começo do ano ando atolada de trabalho (o que pode ser ruim e bom ao mesmo tempo). O que posso dizer é que o meu carinho por esse blog não desapareceu, e isso pode ser notado ao observarem nossa página no Facebook e o nosso novo template. O novo visual do blog está bem clean para simbolizar este ano como sendo calmo e sem extravagâncias, ao menos da minha parte.
O post de hoje é mais como uma curiosidade que trouxe sobre os festivais japoneses que acontecem mundo afora. Como gosto desse tipo de evento, não poderia deixar de ir e, aproveitando a deixa, escrever algumas linhas para os meus amados leitores. Aproveitem!
O Festival Tanabata, que teve sua quarta edição em Fortaleza (CE) no último sábado, dia 2, é um festival que não ocorre (logicamente) apenas aqui. O festivais que se espalham pelo Brasil e pelo mundo são uma espécie de homenagem a um festival de mesmo nome que ocorre todo ano no Japão. O festival, conhecido como Tanabata Matsuri, tem sua origem baseada numa lenda japonesa, sendo a mesma uma tradição milenar no Japão.
A lenda conta que Orihime, uma princesa tecelã, ao estar diante de um tear, viu passar um rapaz conduzindo um boi, e por ele se apaixonou. O pai da princesa, um poderoso Deus do reino celestial, consentiu com o casamento, mas, por estarem dominados pela paixão, o jovem casal acabou se descuidando de suas obrigações e, indignado, o Deus ordenou que o casal vivesse separado. Os dois viveriam longe um do outro, cada um residindo em um lado da Via Láctea, e se reencontrariam uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês, com a condição que atenderem os pedidos das pessoas da Terra.
Nessa data os japoneses costumam fazer pedidos em pequenos bilhetes de papel, conhecidos por tanzaku's, e em seguida os prender em bambus. Cada cor de tanzaku simboliza um tipo de pedido, como por exemplo o branco, o amarelo e o azul, que significam, respectivamente, paz, dinheiro e proteção dos céus.
O festival é feriado nacional no Japão, e, em 1978, sua comemoração foi trazida para o Brasil pelos imigrantes japoneses, sendo hoje comemorado em diversas cidades do Brasil.
O festival de Fortaleza ocorreu em uma das mais belas praças da cidade, a Praça Luíza Távora, conhecida por acolher vários piqueniques, o que deixou o ambiente bem família. O evento contou com uma programação bem diversificada e atrativa: oficina de origami, mesa de caligrafia japonesa (pra quem quiser saber como seu nome é escrito em caligrafia oriental), os tanzakus (pra quem quiser fazer um pedido), um tatame com uma mostra de várias artes marciais japonesas e um stand de traço oriental (pra quem quiser sua versão em desenho no estilo mangá). Para mais informações podem visitar a página do evento clicando aqui. Confiram algumas fofinhas:
Enfim, desejo a todos um bom começo de semestre, repleto de coisas boas. Quanto ao blog, eu não sei como as coisas ficarão, mas espero que daqui pra lá vários textos papoquem por aqui. Até lá vocês podem me acompanhar pelas redes sociais, que estão sendo atualizadas constantemente: Instagram, Facebook e Twitter.

Hasta!