• quarta-feira, 29 de outubro de 2014

    Postagem da madrugada: Maquiagens e fantasias de Halloween

    Halloween é amanhã, camaradas, e nada melhor que "ressuscitar" os mortos (esse blog, no caso), para trazer novidades sobre o entretenimento, coisa que sinto muita saudade. Então, apesar de não estarmos em solo norte-americano, o "dia das bruxas" tem ganhado repercussão no Brasil a cada ano, seja em festas escolares, particulares ou de empresas. O lance é se vestir como um personagem no qual você se identifique, seja ele de terror ou não, solte a criatividade e tire várias fotos divertidas com os amigos.
    Como sou bem caseira, estou optando por "comemorar" esse dia em casa, assistindo um filme qualquer do Tim Burton (que, cá entre nós, é a cara dessa noite), e comendo uma bacia de pipoca com o meu xodó. Mas, como dividir informações não faz mal a ninguém, decidi escrever este minúsculo texto, tanto pra reavivar este blog, como pra mostrar pra vocês uma seleção de três dicas de fantasias. Sem mais delongas...
    Pra abrir nosso post, nada melhor que a bonequinha que anda dando muito susto no cinema ultimamente: Annabelle. A boneca, bem estilo ventríloquo, está ganhando várias versões esse ano. Confira um tutorial de como fazer uma maquiagem para ficar igual à boneca (by Lindsay Woods):



    Outra fantasia bem fácil de se fazer é a do Beetlejuice (ou Besouro Suco, em tradução literal), pois as roupas listradas ainda podem ser encontradas no guarda-roupa de muita gente. A seguir um tutorial gringo, pra quem quiser tentar fazer uma make bem "cadavérica":


    Uma das ideias mais engraçadas para essa festinha continua sendo uma fantasia do Voldemort, muito prática, por sinal. Para ela você não precisará esconder o nariz, pois necessitará apenas de um tecido (roxo, de preferência) e uma linda cabeça calva, para desenhar o rosto do Lorde das Trevas. 


    Enfim, dicas não faltam. Além dessas, a melhor dica que posso dar é a de soltar a criatividade. É você quem decide, seja no momento do Halloween, ou até mesmo para um cosplay de evento. A criatividade é o tempero que te diferenciará dos demais, fazendo da sua fantasia única e insuperável. Mas, se no final não der muito certo...
    O que vale é a intenção!

    quinta-feira, 21 de agosto de 2014

    Assassination Classroom - Minhas primeiras impressões

    Um dos mangás mais comentados da atualidade acabou de chegar em terras Tupiniquins, o que poderia me passar desapercebido se não fosse pelo meu namorado, que me fez, por livre e espontânea pressão, ler as primeiras páginas desse mangá tão exótico. Nesse post você conhecerá um pouco de Assassination Classroom, o mangá no qual as alunos querem matar o seu professor. LITERALMENTE.
    A história de Assassination Classroom, ou Ansatsu Kyoushitsu, começa com a chegada de um professor um tanto quanto diferente na turma 3-E da escola Kunigigaoka. O professor, que parece uma mistura de um polvo com um alienígena é, na verdade, um monstro que destruiu 70% da Lua, deixando-a no formato de uma Lua crescente. A criatura, que se desloca na surpreendente velocidade do som, daqui a um ano destruirá a Terra, mas antes decidiu tornar-se um professor, especificamente daquela turma, sendo que os motivos para tal escolha não são revelados.
    Aos estudantes da turma 3-E restou a missão de impedi-lo, pois até mesmo o próprio governo fracassou em suas tentativas de exterminá-lo. Eles buscarão em todas as aulas alguma forma de matar a criatura, e para quem conseguir tal faceta será entregue o valor de 10 bilhões de ienes.
    Os estudantes, tidos como os fracassados do colégio, vêem sua rotina mudar de uma hora para outra e, ao mesmo tempo que estudam Química, Matemática e História, aprendem a arte do assassinato. Para tudo existe um momento, inclusive para as tentativas de assassinato, sendo que para cada aluno o professor dá dicas de como melhorar suas habilidades e, aos poucos, a auto-estima dos "piores" alunos da escola vai ganhando um novo tom.
    Koro-sensei (nome dado pelos estudantes, e que significa 'professor duro de matar'), apesar de ser o grande vilão, é simpático e fofo, e isso tornou-o um dos personagens mais queridos do público. Sua pele muda de cor de acordo com o seu humor e, mesmo com toda a sua força e velocidade, vai demonstrando diversas fraquezas, tendo as mesmas observadas e anotadas por Nagisa, um menino andrógino que vai ganhando um certo destaque no decorrer da história.
    O ritmo do mangá é focado na rotina estudantil, o que o torna lento, se compararmos com outros títulos. A ação ficará sob a responsabilidade dos personagens que vão sendo introduzidos na história, sendo que a maioria está em busca da cabeça redonda do pobre Koro-sensei.

    Quanto à sala de aula, as munições usadas pelos alunos foram desenvolvidas especialmente para o professor, o que é explicado pelo fato do corpo do mesmo não conseguir ser ferido com armas comuns. Gosto desse aspecto da história, mas devo pontuar que me senti um pouco desconfortável ao ver crianças utilizando armamento militar na escola. Não sei se estou certa em pensar isso, pois costumo ler mais shoujo que shounen, mas esse fato é uma questão bem sensível de ser trabalhada em um mangá.
    É um mangá incomum, de fato, e se eu fosse pontuar todos exageros do mangaká, ficaria aqui o dia todo e não contaria nem a metade. A cada quadro a história supera em criatividade, digamos, e talvez por isso tenha se tornado popular entre os leitores, afinal temos um protagonista carismático, forte, e uma história repleta de piadas, ação e mistérios.
    À priori a sinopse causa um estranhamento, o que pode chamar a atenção ou até mesmo espantar alguns leitores, mas por ser de uma revista de considerável peso, creio eu, o público se deu à chance de "degustar" a história antes de rechaçá-la definitivamente. Para os desinformados de plantão, Assassination Classroom  foi recentemente licenciado pela editora Panini, sendo que no Japão o mesmo está sendo publicado na famosa revista semanal Shounen Jump, lar de títulos como One Piece e Death Note.
    Em poucas palavras: aconselho. É um mangá para quem procura novidade e diversão (promete muitas gargalhadas). O título ainda está em andamento no Japão, então não posso fazer um balanço final, mas posso afirmar que daqui em diante o que nos aguarda são novas revelações e mais ação, com a chegada de mais e mais assassinos em busca de recompensa.


    Ficaremos no aguardo.

    quarta-feira, 6 de agosto de 2014

    Kamisama Hajimemashita

    Imagine a mistura de alguns elementos de Inu x Boku SS, Black Bird e InuYasha. Imaginou? Pois é, Kamisama Hajimemashita, ou Kamisama Kiss, é quase isso... Quase...
    Após assistir os treze episódios turbulentos do anime, resolvi respirar fundo e escrever sobre minhas impressões. Vale lembrar que acompanhei cada episódio logo na estreia, mas como o tempo tava corrido, somente agora resolvi parar um pouco, respirar e escrever. Não sei se acertarei nos comentários, mas tenho certeza que os mesmos serão de grande ajuda para alguém que busca uma dica sobre qual série assistir, ou até um pontapé básico para um indeciso. E, sim, este post conterá SPOILERS. Lembrando: a segunda temporada da animação acabou de ser confirmada!
    Primeiro contato: Li o mangá antes do começo da temporada e, sem mais delongas, é muito mais legal. Não quero alimentar grandes expectativas com relação ao mangá, mas realmente me senti entretida ao ler cada página dos seus mais de sessenta capítulos (sendo que ainda está em andamento). A história vai crescendo, e o que poderia ser considerado clichê vai tomando uma nova forma. A história é, no final das contas, uma comédia com romance e sobrenatural, ou seja, tudo o que eu queria. Certo que existem um ou dois arcos que não agradarão a todos, mas esses servem de trampolim para seus sucessores; dando um impulso à nova trama. É uma delícia!
    Mangá vs. Anime: Que o anime tem um ritmo acelerado se o compararmos com o mangá, já sabemos, mas, no caso de Kamisama Hajimemashita, esse ritmo ultrapassa o limite do padrão. O primeiro episódio do anime, por exemplo, segue os três primeiros capítulos do mangá, e para isso ser possível eles cortaram, ou até mudaram a ordem de algumas cenas. Certo, isso vez ou outra acontece, mas esse corte nas cenas prejudicou o desenrolar da história. Fez tudo ficar muito apressado.
    Com o segundo capítulo foi feito o mesmo, mas de uma forma diferente: ao invés de cortar cenas, resolveram inverter a ordem dos arcos. Sei que devia evitar me basear no mangá e me voltar totalmente para o anime, mas não consigo. A história vai seguindo o mangá, mas como a animação possui um número limitado de episódios, os cortes foram inevitáveis, e as mudanças que se seguiram deram um ritmo mais acelerado, negligenciando alguns pontos interessantes.
    O engraçado dessa temporada, já devo ter comentado por aqui, foi o fato que, nos primeiros episódios dos três shoujos da season, os protagonistas já terem se beijado. Como sempre assisto animes shoujo, estou acostumada com séries à la Kimi ni Todoke (ou seja, sem beijos e nem apertos de mão), e um começo de temporada desses foi uma surpresa. O beijo em Kamisama Hajimemashita parece um tanto precoce, mas justificável: o beijo sela um pacto entre Nanami, uma divindade, e Tomoe, um demônio que agora é o seu servo.
    O anime não teve um grande destaque na temporada devido aos dois shoujos que a acompanhavam, tendo esses, na minha opinião, uma história bem mais caprichada e uma animação de maior qualidade, e ambas resenhadas por mim aqui no blog (Tonari no Kaibutsu-kunSuki-tte li na yo). Kamisama Hajimemashita vai muito pro lado da comédia, enquanto os outros dois trataram de problemas sérios, como o bullying.
    A história: Nanami Momozono é uma estudante que vivia tranquilamente com seu pai até o dia que o mesmo fugiu e a deixou morando na rua, já que a casa onde eles viviam foi tomada pelos credores. A garota, que agora estava literalmente na rua da amargura, "salva" um homem misterioso que, como forma de agradecimento, lhe dá uma casa e um beijo na testa. Mal sabia ela que aquele homem havia, ao beijá-la, transferido um sinal de divindade. E assim começa a história, com Nanami vivendo em um templo e passando a ter uma nova vida, agora como Divindade da Terra.
    Como um shoujo que se preze, não pode deixar de ter um bishounen que balançará o coração da mocinha. O papel ficou a cabo do demônio Tomoe, que, apesar de no começo detestar Nanami, passa a simpatizar com a jovem, tornando-se o seu cão de guarda. Tomoe tem um passando desconhecido, revelado em partes no decorrer da história. O personagem é, sem dúvidas, o destaque da série, e um dos motivos que levam as garotas a assistirem, pois, sendo bem sincera, a protagonista é bem sem sal.
    Além de possuir uma abertura e um encerramento bem sem graça, a história é bem batida, daquelas que já sabemos como irá terminar. Por esses e outros fatores a série foi colocada de lado por várias pessoas, sendo acompanhada apenas por quem tem apreço pelo gênero. Tá, é uma série fofa e um bom entretenimento, mas se você está procurando novidade, aconselho a passar bem longe.
    Sobre o ponto da segunda temporada: em detrimento do aniversário de 40 anos da revista shoujo Hana to Yume (casa dos clássicos Fruits Basket e Skip Beat!), revista essa que está publicando o mangá de Kamisama Hajimemashita, este sendo um sucesso na revista. Uma segunda temporada não é pra qualquer um, então me espantei com a notícia. Esperava outro título, não nego, mas se essa foi a decisão dos japoneses, o que posso fazer, não é?


    Shoujo é shoujo, e será bem vindo!

    domingo, 3 de agosto de 2014

    Festival Tanabata

    Mais uma vez desapareci do nada, e cá estou escrevendo alguma coisa pra matar a saudade, então podem me desculpar. Posso justificar meu sumiço como um desaparecimento forçado, pois desde o começo do ano ando atolada de trabalho (o que pode ser ruim e bom ao mesmo tempo). O que posso dizer é que o meu carinho por esse blog não desapareceu, e isso pode ser notado ao observarem nossa página no Facebook e o nosso novo template. O novo visual do blog está bem clean para simbolizar este ano como sendo calmo e sem extravagâncias, ao menos da minha parte.
    O post de hoje é mais como uma curiosidade que trouxe sobre os festivais japoneses que acontecem mundo afora. Como gosto desse tipo de evento, não poderia deixar de ir e, aproveitando a deixa, escrever algumas linhas para os meus amados leitores. Aproveitem!
    O Festival Tanabata, que teve sua quarta edição em Fortaleza (CE) no último sábado, dia 2, é um festival que não ocorre (logicamente) apenas aqui. O festivais que se espalham pelo Brasil e pelo mundo são uma espécie de homenagem a um festival de mesmo nome que ocorre todo ano no Japão. O festival, conhecido como Tanabata Matsuri, tem sua origem baseada numa lenda japonesa, sendo a mesma uma tradição milenar no Japão.
    A lenda conta que Orihime, uma princesa tecelã, ao estar diante de um tear, viu passar um rapaz conduzindo um boi, e por ele se apaixonou. O pai da princesa, um poderoso Deus do reino celestial, consentiu com o casamento, mas, por estarem dominados pela paixão, o jovem casal acabou se descuidando de suas obrigações e, indignado, o Deus ordenou que o casal vivesse separado. Os dois viveriam longe um do outro, cada um residindo em um lado da Via Láctea, e se reencontrariam uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês, com a condição que atenderem os pedidos das pessoas da Terra.
    Nessa data os japoneses costumam fazer pedidos em pequenos bilhetes de papel, conhecidos por tanzaku's, e em seguida os prender em bambus. Cada cor de tanzaku simboliza um tipo de pedido, como por exemplo o branco, o amarelo e o azul, que significam, respectivamente, paz, dinheiro e proteção dos céus.
    O festival é feriado nacional no Japão, e, em 1978, sua comemoração foi trazida para o Brasil pelos imigrantes japoneses, sendo hoje comemorado em diversas cidades do Brasil.
    O festival de Fortaleza ocorreu em uma das mais belas praças da cidade, a Praça Luíza Távora, conhecida por acolher vários piqueniques, o que deixou o ambiente bem família. O evento contou com uma programação bem diversificada e atrativa: oficina de origami, mesa de caligrafia japonesa (pra quem quiser saber como seu nome é escrito em caligrafia oriental), os tanzakus (pra quem quiser fazer um pedido), um tatame com uma mostra de várias artes marciais japonesas e um stand de traço oriental (pra quem quiser sua versão em desenho no estilo mangá). Para mais informações podem visitar a página do evento clicando aqui. Confiram algumas fofinhas:
    Enfim, desejo a todos um bom começo de semestre, repleto de coisas boas. Quanto ao blog, eu não sei como as coisas ficarão, mas espero que daqui pra lá vários textos papoquem por aqui. Até lá vocês podem me acompanhar pelas redes sociais, que estão sendo atualizadas constantemente: Instagram, Facebook e Twitter.

    Hasta!

    sábado, 15 de março de 2014

    Frozen

    Dando uma pausa na limpeza do meu quarto, achei uma ótima ideia tomar um cafezinho enquanto escrevo um texto rápido sobre um dos mais recentes fenômenos da Disney: Frozen. O filme, que merece todo esse bafafá (ou não), além de ser surpreendente e emocionante, me tomou uma madrugada, mas sem arrependimentos. Intrigada por todos os holofotes apontados para esse longa, resolvi "beliscar" um pouco desse prato e, depois de servida e farta, não tive ideia melhor do que um texto para ajudar na digestão. Ainda estou digerindo alguns momentos, mas, em suma: o que podemos esperar?
    A Disney tem um encanto que atrai várias pessoas, e isso já é um fato consumado. Há anos seus filmes ganham o Oscar de melhor animação, e isso consecutivamente, o que a torna sempre favorita em qualquer premiação. Porém não creio que a qualidade seja a única questão observada. A bilheteria, como um critério analisado, é algo que deve pesar em qualquer premiação, não somente no Oscar. Frozen, que traz duas princesas de uma vez, cada uma com uma característica própria, tem os ingredientes essenciais para fisgar qualquer criança, mas a associação com outros filmes da empresa é clara. Inovação com um toque de modernidade ou obediência a uma receita básica do sucesso?
    Frozen - Uma Aventura Congelante conta a história de duas princesas do reino de Arendelle, Anna e Elsa, tendo Elsa um dom não tão comum: a Criocinese. A irmã mais velha tem o poder de gerar gelo, mas como nada é perfeito, a garota perde o controle facilmente ao ficar ansiosa ou nervosa. Certa noite, ao se divertir com a irmã, Elsa perde o controle de si e atinge Anna na cabeça. Vendo o risco que pode trazer para as pessoas que a cerca, a jovem decide isolar-se, já que seus pais acreditam que isso seria o melhor a ser feito.
    O filme, ao meu ver, tem três momentos. O primeiro período vai até a coroação de Elsa. Após a morte de seus pais, a filha mais velha deve subir ao trono e governar o reino, porém devido às pressões de sua irmã, que na festa após a coroação discute com a mesma, Elsa fica nervosa e mostra seus poderes para todos, até então não cientes desse dom. Acuada, a garota então foge para a floresta após trazer um rigoroso inverno com sua magia. A partir da fuga de Elsa a segunda parte começa: vemos Anna saindo em busca da irmã, começando assim uma jornada. A terceira e última parte começa com o encontro das duas, onde Elsa (acidentalmente) atinge o coração de Anna com um ataque. Anna, que agora está entre a vida e a morte, deve buscar o beijo do verdadeiro amor, e assim toda a tensão da história se desenrola.
    Frozen, assim como A Pequena Sereia, é baseado numa obra do dinamarquês Hans Christian Andersen, sendo que o roteiro de Frozen foi inspirado no conto A Rainha da Neve. A história conta com duas protagonistas, ambas com personalidades diferentes. Anna, a irmã caçula, por ter vivido grande parte de sua vida isolada de sua irmã, sente falta de carinho e companheirismo, o que a tornou um pouco carente demais. Anna é sonhadora, como várias outras princesas clássicas da Disney, sonhando com o amor de um príncipe. Elsa, a mais velha, por quase ter matado sua irmã em um acidente, vive isolada por sentir medo. Quando foge, é como se estivesse livre de sua jaula, e por isso percebemos um toque mais independente, fugindo do clichê "moça inocente e indefesa". No caso de Elsa, ela é a mais poderosa da história, e luta apenas contra o medo de ferir sua irmã.

    O desfecho da trama é nitidamente o grande diferencial quando comparamos Frozen com os clássicos da empresa: o amor que salva a vida de Anna não é o amor do príncipe encantado, que no filme aparece como o vilão, mas sim o amor fraternal. O amor entre as duas irmãs é o grande destaque dessa película, sendo que o mesmo atualmente está sendo interpretado de forma errônea. Recentemente uma notícia um tanto quanto constrangedora apareceu no site da revista Caras falando sobre o satanismo presente no filme. Acompanhem o seguinte fragmente retirado do site Dammit:
    Muitos pastores, católicos e escritores afirmaram que o longa é uma propaganda explícita da homossexualidade que faz os jovens acharem tal coisa comum. Uma das principais acusações que o filme sofre é sobre o poder da princesa Elsa, que seria uma metáfora ao lesbianismo. [...] além de ser acusado a promover a homossexualidade, o desenho ainda sofre mais acusações. O pastor Kevin Swanson, afirmou a uma rádio norte-americana que o filme é completamente satânico.
    Não vejo mal algum quando as pessoas expressam seu ponto de vista, pois é assim que surgem os debates. Mas, como sabemos, existem casos e casos. Não é de hoje que os filmes da Disney são acusados de satânicos, mas fazer tal acusação utilizando o amor entre duas irmãs e o fato de uma delas ter o poder de controlar o gelo como pretextos é algo que acho um tanto quanto desnecessário. 
    O filme, além de chamar atenção por suas personagens, traz uma impecável trilha sonora, que conta com o hit Let It Go, sucesso tanto na voz de Demi Lovato, que a canta nos créditos, quanto na voz de Idina Menzel, que a interpretou no Oscar. Falando em Oscar, a canção ganhou o prêmio de melhor canção original, prêmio esse realmente merecido! Confiram na íntegra:

    No filme outras personagens ganham destaque, como o boneco de neve Olaf, que ama o calor, e Kristoff e sua rena Sven, que trabalham com gelo. Eles, aos poucos, vão se mostrando essenciais na trama, além de tornarem o filme mais engraçado e leve.

    Já podem preparar a pipoca! 

    quarta-feira, 5 de março de 2014

    Algumas ruivas do cinema

    Continuando as postagens em comemoração ao retorno do blog, trago a vocês uma pequena lista recheada de incríveis personagens do cinema. O diferencial dessa lista está numa cor em comum: todas as personagens são ruivas.
    Fazer essa lista não foi nada difícil, já que tenho a maioria desses filmes arquivados aqui em casa. Gosto de rever algumas atuações quando me sinto um pouco só, e acabo, após duas horas, me inspirando nas roupas e, sobretudo, nos fios acobreados. Espero transmitir um pouco da minha paixão pra vocês.

    Daisy Fuller (O curioso caso de Benjamin Button)

    Uma das personagens mais marcantes de toda a minha vida é, sem dúvidas, a Daisy Fuller, de O curioso caso de Benjamin Button. A linda menina que nos é apresentada, inicialmente pela atriz Elle Fanning, tem lindas mechas avermelhadas, um par de olhos azuis, e um jeitinho só dela que encanta a todos, não só a Benjamin, que se apaixona de cara pela menina. Sou suspeita em comentar, porque coleciono elogios a quase todas as moças ruivas que encontro, mas quando vejo a Cate Blanchett vivendo a Daisy adolescente e adulta, me pego apaixonada pelos trejeitos da mesma. Uma de minhas inúmeras inspirações.


    Ginger (Ginger & Rosa)

    Também interpretada pela atriz Elle Fanning, só que nessa vez numa versão adolescente, a jovem é uma ótima personagem inserida num filme ruim. Uma jovem que está preocupada com o caos na Terra durante a Guerra Fria enquanto sua melhor amiga busca por um amor nos braços do pai da melhor amiga. Digamos que a "receita" do filme não deu muito certo, mas o figurino londrino da década de 60 é uma inspiração à parte.


    Laura Richis (Perfume: a história de um assassino)

    Dentre a tingidas mais conhecidas do cinema, não há como não citar a Laura Richis, personagem do filme Perfume. Ela não é a única ruiva do filme, mas é a que ganha mais destaque no decorrer da história, por ter o "ingrediente" que falta para a criação do melhor perfume do mundo. Ela é interpretada pela fofa Rachel Hurd-Wood, também conhecida por seu papel como Wendy Darling, no longa Peter Pan (2003).

    Rose DeWitt Bukater (Titanic)

    Ao longo dos anos muitas garotas se tornaram ruivas após assistirem o filme Titanic (1997). Rose, vivida por Kate Winslet, que na verdade é loira natural, foi uma "balacobaco" na época, virando tendência em todos os países. Todas queriam o cabelo cor de fogo da Rose, já que isso resultaria num provável affair com algum Leonardo DiCaprio perdido por aí. Não custa nada sonhar!

    Ariel (A pequena sereia)

    Esqueça as atrizes de carne e osso, pois ruiva que é ruiva começou com essa obsessão assim que viu a sereia Ariel e seus cabelos cor de salsicha. Claro que ainda existe aquela briga sobre o que é ruivo e o que não é, mas pra mim a Ariel é ruiva e ponto final.

    Mérida (Valente)

    Outro destaque da Disney vai para a princesa Mérida, protagonista de Valente. Com cachos super definidos e um tom de cobre de dá inveja a qualquer uma, a personagem já virou inspiração de muitas.

    Natasha Romanoff

    Saindo das animações e mergulhando nas HQ's, a ruiva mais turbinada da vez tem nome: Natasha Romanoff, ou Viúva Negra. A espiã russa, interpretada nos cinemas pela linda Scarlett Johansson, não é apenas bastante chamativa, mas super sexy a ponto de ser um dos motivos para muitos irem assistir o longa dos heróis Homem de Ferro e Capitão América, além do filme Os Vingadores.

    Dylan Sanders (As Panteras)

    Drew Barrymore, além de ser um dos meus ícones de beleza, de personalidade e outras coisas (não penso muito na fase "Playboy" dela, mas enfim), interpretou a Dylan em As Panteras, o que me fez amá-la ainda mais. Quando vejo a personagem em algum dos dois filmes da franquia, é impossível não querer sair comprando os óculos, as botas, o batom... Tudo.

    Julieta Capuleto (Romeo + Julieta)

    Claire Danes, também conhecida por seu papel como a fantástica ruiva Angela Chase, se rendeu aos mistérios da telona e em 1996 deu vida à personagem Julieta, na versão moderninha do clássico de William Shakespeare. A personagem também se destaca por ser par romântico do lindo Leo DiCaprio.
    Para finalizar, gostaria de deixar claro que lembrei da Mary Jane e da Fiona, que fecham o time das minhas ruivas favoritas, mas como fiquei cansada, deixarei as duas apenas como citação.

    Fiquei com preguiça pós-carnaval, gente!

    domingo, 16 de fevereiro de 2014

    Adolescência

    Após sentar e pensar por alguns minutos, resolvi falar sobre um assunto que tornou-se, querendo ou não, alvo do meu interesse. Pulando um pouco fora da área acadêmica, creio que um texto sobre a adolescência viria bem a calhar para algum leitor perdido, que frequenta meu blog por estar sem muita coisa para fazer. Pretendo fugir um pouco da temática "otaku" que, aos poucos, sem meu consentimento, foi apoderando-se desse espaço, e colocar um novo assunto em pauta, pois inovar não tira pedaço.
    Um dos filmes mais marcantes para todos os "jovens adultos" que conheço é, sem dúvidas, o icônico "Os Batutinhas", de 94. O filme, que tem como protagonistas crianças, destaca aquele período pelo qual todos passamos: a "raiva" (não a raiva propriamente dita) pelo sexo oposto. Na escola, por exemplo, podemos notar a separação clássica existente numa sala de aula: a do clube do Bolinha e a do clube da Luluzinha.
    As meninas, nessa fase, estão mais interessadas pelo contato com outras meninas, e os meninos, por quererem um amiguinho para jogarem futebol ou qualquer outro jogo, acabam preferindo a amizade com outros meninos. Eles preferem os iguais. Essa fase, segundo Freud, faz parte do processo de definição da identidade sexual. Isso não aconteceu comigo, que sempre preferi o contato com meninos, por, ao meu ver, serem bem mais legais, mas sou uma exceção.
    A criança, nesse período, sabe quem ela é, ou ao menos acha que sabe. Vejamos, é como se ela já estivesse habituada àquele pequeno corpo, àquela rotina sem muitas responsabilidades e àquela dependência dos pais. Nós (estando ciente da faixa etária dos leitores deste blog) já passamos por tudo isso, e sabemos que existe um período de transição que muda toda a vida de uma pessoa. Esse período é conhecido por adolescência.
    O jovem, que até pouco tempo estava acostumado com o seu corpo e com a sua rotina, agora se vê passando por uma série de mudanças, tanto físicas quanto sociais. A sua família, muitas vezes, irá cobrar mais e mais, impondo que ao mesmo que consiga um emprego ou que busque aprimorar-se, para conseguir, teoricamente, um trabalho melhor. Em todo caso essa fase é complexa tanto por conta da família, que não que sustentar um "faz nada", quanto devido às exigências do mercado de trabalho, que cobra - dentre outras coisas - experiência. Agora me digam: como esse mercado quer experiência de um jovem que está ingressando agora no mercado?
    As maneiras pelas quais o adolescente passa por esse período nunca são iguais, pois varia tanto de indivíduo para indivíduo, ou depende também das condições financeiras do mesmo. O jovem de classe média alta, digamos, terá um tempo maior para pensar no que quer fazer e se aprimorar para tal. Já o jovem de classe média baixa não tem muitas escolhas: deve começar a trabalhar o mais rápido possível para, assim, prover o sustento de sua família.
    Como adolescente em "final de fase", já que completei meus 20 anos no final de 2013, posso comentar outro ponto "x" da questão: o amor adolescente. Sério, passei toda a minha adolescência focada em todas as coisas possíveis, e declaro que nunca esse "amor" se manifestou. Acho que esse sentimento é um pouco esticado nesses filmes de romance americanos. MESMO! Nicholas Sparks pode faturar muito com essa temática, mas acho que esse período é um "pé no saco". É uma fase onde você não é mais visto como uma criança e fica inseguro a respeito de quem é... É um período chato, onde o mundo inteiro torna-se o "opressor" de um jovem que acabou de sair das fraldas e quer sair por aí se achando o "ban ban ban". Existem tipos e tipos, mas, não querendo generalizar, mas já generalizando, acho que os adolescentes, ao invés de ficarem nessa de "encontrar meu lugar no mundo", têm o direito de levar muita chinelada dos pais.

    Pois uma boa Havaianas na bunda é o melhor remédio!