terça-feira, 3 de janeiro de 2017

TOP - Os 5 melhores doramas de 2016

Prontos para 2017? Apesar de 2016 ter passado lentamente, como se nunca fosse terminar, devo reconhecer que esse ano infinito também nos presenteou com lindas histórias. Os doramas me encantaram em 2016, principalmente os de época, com suas lutas de espadas e suas caraterizações magníficas. A lista de dramas é tão boa que fico até com receio que 2017 não consiga se comparar em qualidade ao que 2016 nos proporcionou.
A seguir meu TOP de "5 melhores dramas de 2016", porque nada melhor do que listar o que foi bom e panfletar aquilo que deve ser panfletado.

5 - Cheese in the Trap



Cheese in the Trap é um bom dorama, sem dúvidas, mas chega a amargar péssimas classificações devido ao seu final. Apesar disso, gosto da forma como a história se desenrola e ouso dizer que foi o primeiro drama a tornar-se um de meus favoritos, seja pela OST maravilhosa, como também pela atuação do triângulo amoroso. É um drama que, ao contrário dos demais, que mostram a vida de uma colegial, mostra a vida de uma universitária pobre e os seus dilemas no sistema educacional competitivo coreano. É bem interessante ver, além do romance, as preocupações da protagonista com os trabalhos em grupo, com a nota em exames e com os estágios. Prota gente como a gente.


4 - W - Two Worlds



W é um drama complicado de se resenhar, pois em si só é complicado de se compreender. A sinopse trás dois mundos (o mundo real e o mundo dentro de uma história em quadrinhos), sendo que os personagens de ambos acabam interagindo entre si. A filha de um quadrinista entra dentro de uma história em quadrinhos da autoria de seu pai, e acaba se apaixonando pelo personagem principal da mesma. Não digo que esse é o meu drama favorito do ano simplesmente porque em muitos momentos o "trem desandou", ou seja, o roteiro ficou confuso demais, e fiquei sem entender o que se passava. Mas, apesar de tudo, é um dos melhores dramas do ano pela originalidade.


3 - Descendants of the Sun


Claro que o drama mais amado do ano na Ásia não poderia ser deixado de fora dessa lista. Descendants conta a história de amor entre duas pessoas totalmente opostas: um soldado e uma médica, e que justamente por isso acabam enfrentando várias problemas no decorrer da trama. O destaque vai para o protagonista, Song Joong Ki, que foi fantástico, principalmente nas cenas de ação.


2 - Goblin


Drama ainda em andamento, mas mesmo sem ver o seu final, já é possível considerá-lo como um dos melhores do ano. Primeiro, a atuação de Gong Yoo é fantástica, e segundo, a química entre ele e Lee Dong Wook é a melhor coisa que já vi durante o ano (morro de rir com os dois). Ambos os atores principais estão arrasadores em seus respectivos papéis, e fazem um bromance como ninguém. O romance entre a protagonista e o Goblin é bonitinho, e faz com que fique boba com todas as cenas entre os dois. Muito além disso, fiquei apaixonada pela fotografia, pela OST instrumental e pela locação.


1 - Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo



Melhor drama do ano, sem dúvidas. Claro, o drama passou por vários problemas de execução, principalmente no que se refere ao andamento do roteiro. O começo ficou bem parado, leve, e na etapa final tudo foi muito corrido, porém, apesar de tudo isso, o drama contou com as melhores locações, melhor trilha sonora, melhor ator secundário e principal e melhor casal do ano. Também gosto de mencionar a familiaridade que a história tem com a novel/anime Saiunkoku Monogatari, e acho que esse é um dos principais pontos que me atraiu em Moon Lovers. A direção e roteiro poderiam ter sido bem melhores, mas nada é perfeito nessa vida, né?



Feliz 2017 a todos!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Enciclopédia de animais - Detalhes sobre alguns animais do filme "Animais Fantásticos e Onde Habitam"

Olá a todos e bem vindos ao meu blog. Este post é direcionado ao primeiro filme da saga Animais Fantásticos, então se você não gosta muito do universo mágico criado por J. K. Rowling, aconselho buscar meus outros posts (os mais recentes tratam sobre dramas coreanos e PC games, enquanto os mais antigos trazem indicações de mangás e animes japoneses). O conteúdo desse espaço anda bem diversificado ultimamente, principalmente devido às mudanças na minha rotina, mas mesmo com as mudanças espero que o novo conteúdo continue agrandando.

Imagem: @raiomara (instagram)

J.K. Rowling, criadora do universo Harry Potter, sempre foi além dos livros, prova disso é o material inédito que vez ou outra é publicado no site Pottermore. Particularmente, não se esperaria menos. Além dos sete livros sobre a história do bruxinho Harry, a autora escreveu três pequenos livros: Animais Fantáticos e Onde Habitam, Quadribol Através dos Séculos e Os Contos de Beedle, O Bardo, ambos textbooks, ou seja, livros didáticos pertencentes aos alunos de Hogwarts (no caso, foram publicados para parecerem livros que existem dentro da história).
Animais Fantásticos e Onde Habitam é um tipo de enciclopédia. O livro, publicado em 2001 e escrito pelo magizoologista Newt Scamander, traz várias informações sobre a definição do que seria considerado um "animal" no mundo mágico, além de descrições detalhadas sobre os animais catalogados pelo autor em seus anos de viagens e pesquisas. Ele é mencionado pela primeira vez no livro Harry Potter e a Pedra Filosofal, pois é um dos livros obrigatórios para os alunos de Hogwarts.
Quadribol Através dos Séculos é um livro escrito por Kennilworthy Whisp (outro pseudônimo da J. K.) que trata sobre a origem do quadribol, desde o momento que ele "sem querer" foi inventado, até o momento que ele se tornou um esporte, com regras. É um livro repleto de descrições e com alguns desenhos que mostram a mudança no tamanho dos aros do jogo, e até mesmo uma explicação detalhada sobre cada uma das bolas. Ele foi mencionado pela primeira vez também no primeiro livro da saga, na parte em que Hermione conta que antes das aulas de voo na vassoura ela leu esse livro buscando dicas de como voar.
Talvez o mais famoso dos três livros seja Os Contos de Beedle, O Bardo, pelo mesmo ter aparecido no último livro de Harry Potter e por nele conter O Conto dos Três Irmãos. O livro contém, além do conto anteriormente mencionado, alguns contos infantis do mundo bruxo. A seguir um vídeo do "O Conto dos Três Irmãos", retirado do filme "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I", para quem quiser recordar.


Obviamente, como o próprio título me entrega, falarei aqui sobre algumas criaturas que nos são apresentadas no primeiro filme da saga "Animais Fantásticos". Agora que sabemos que serão lançados cinco filmes dessa saga, não temos como prever quais animais listados no livro aparecerão na telona, mas podemos tentar saber mais sobre os animais que aparecem no primeiro filme do spin-off. No livro entendemos que os animais que Newt Scamander estudou foram encontrados em várias partes do mundo, mas no livro, além de terem sido estudados, muitos deles vivem dentro de uma maleta pertencente a Newt. No caso, a maleta dele, assim como a bolsinha de contas da Hermione, foi enfeitiçada com o feitiço indetectável de extensão, que na prática amplifica o interior de determinados objetos sem afetar o exterior, ou seja, por fora é uma maleta comum, mas dentro dessa bagagem existe um outro "mundo" onde os animais vivem e são protegidos.
Segundo o filme, os animais mágicos são mal interpretados, principalmente por bruxos, e Newt, como pesquisador e amante desses bichos, busca em seu livro fazer com que os bruxos aprendam a lidar com esses animais. Conhecendo esses animais, o bruxo pode entende-los melhor, saber como se proteger em caso de alta periculosidade (dragões, por exemplo) e aprender a como esses animais podem ser úteis.

Pelúcio (Niffler):
Classificado como um animal que um "bruxo competente pode enfrentar". O pequeno e esperto Pelúcio foi um dos destaques do filme, e todas as suas  cenas envolviam alívio cômico. Visualmente ganhou um aspecto quase que semelhante a um ornitorrinco. Fofo, preto, é um animal que é capaz de se afeiçoar, mas mesmo assim não é indicada a criação de pelúcios em casa.
Esse animal faz tocas subterrâneas e tem afeição por tudo o que brilha, principalmente por joias. Os duendes possuem criação de pelúcios com a intenção de fazê-los cavar extensas trilhas na terra em busca de tesouros (típico de duendes).

Erumpente (Erumpent):
Classificado como um animal "perigoso", ou seja, "que apenas um bruxo perito pode enfrentar". É um animal muito parecido com um rinoceronte. De origem africana, tem o couro cinzento e resistente (capaz de repelir feitiços, inclusive), e um chifre afiado na ponta do nariz.
Normalmente não ataca se não for provocado, mas quando ele investe contra alguém os resultados podem ser catastróficos. Seu chifre pode perfurar qualquer tipo de material e, além disso, contém um fluido que ao ser injetado em um determinado objeto é capaz de fazê-lo explodir.

Seminviso (Demiguise):
Classificado como um animal "perigoso", ou seja, "que apenas um bruxo perito pode enfrentar". É um animal que pode ser encontrado no extremo oriente, ou seja, em países como China, Japão, Coreia do Sul, Coreia do Norte, dentre outros. Existem muitos nas regiões já mencionadas, mas o seu poder de invisibilidade os deixa quase impossíveis de serem encontrados. O seu corpo é muito peludo, e seus fios são muito valorizados no mercado, tendo em vista que os mesmos podem ser utilizados na confecção de capas da invisibilidade.

Tronquilho (Bowtruckle):
Classificado como um animal "inofensivo" e que "pode ser domesticado". Os tronquilhos são descritos no livro como uma espécie de protetores da floresta. O tronquilho, como o próprio nome revela, visualmente lembra um tronco ou um galho, o que faz com que ele seja muito difícil de ser encontrado, seja por conta da camuflagem ou seja por seu tamanho, que na média seria de, no máximo, vinte centímetros. O tronquilho é uma criatura aparentemente amigável, mas quando tem seu habitat ameaçado é capaz de ser bem feroz. Podem ser encontrados na Inglaterra, Alemanha ou na Escandinávia.

Gira-gira (Billywig):
Classificado como um animal que um "bruxo competente pode enfrentar". É um inseto de cor azul-safira, muito veloz, nativo da Austrália. Ao contrário dos insetos comuns, suas asas saem de sua cabeça e ficam girando, em movimentos que lembram os de um helicóptero (por isso o nome "gira-gira"). Na extremidade oposta de seu corpo existe um ferrão, característica que lembra muito a abelhas. Sua picada tem como efeito colateral a levitação, ou seja, o bruxo ou trouxa que for picado por esse inseto começará a levitar, reação essa que pode durar dias. Muitos bruxos australianos buscam capturar esses insetos na tentativa de serem picados e assim flutuar.

Fiuum (Fwooper):
Classificado como um animal que um "bruxo competente pode enfrentar". É uma ave de origem africana que tem como principal característica as suas penas coloridas (podem ser laranja, rosa, verde clara ou amarela), Suas penas são utilizadas na fabricação de canetas de luxo, e além disso essas aves poem ovos coloridos (no caso, não sei se os ovos são valorizados no mercado ou são de venda proibida). Aparentemente dóceis, essas aves possuem um canto muito bonito, porém se for muito escutado pode levar o ouvinte à loucura. Uma vez um bruxo chamado Úrico, o Excêntrico, tentou provar que o canto do fiuuum não tinha esse efeito e escutou o mesmo durante três meses ininterruptos. Infelizmente ele não conseguiu o seu objetivo, pois chegou na reunião do Conselho de Bruxos pelado e com um texugo morto sobre a cabeça.
Para evitar mais problemas envolvendo a loucura dos apreciadores desse animal ele é vendido com um Feitiço Silenciador.

Oraqui-oralá (Diricrawl)
Esse animal fantástico foi diretamente inspirado em um animal já extinto chamado "dodô". Proveniente da ilha Maurício, uma ilha próxima a ilha de Madagascar, no sul da África. A
incapaz de voar, a ave sempre foi presa fácil para os humanos que passavam pela ilha, e com isso a matança foi exagerada. No mundo de J. K. Rowling, a ave, assim que ameaçada, desaparecia em suas penas e aparecia em outro local, o que levou os humanos a crerem que o animal foi extinto. A comunidade bruxa, vendo que o fato dos trouxas acreditarem na extinção do animal despertou uma preocupação com a extinção de outras espécies no planeta, decidiu proteger a informação e não divulgar para os trouxas que os animais ainda estão vivos.
É uma pena que a extinção desses animais realmente aconteceu e que se deve principalmente à caça predatória. No caso, além da matança, vários foram exportados para a Europa e, devido às péssimas condições de transporte, muitos chegavam mortos no destino.

Claro que ainda faltaram muitos animais a serem comentados, mas ao escrever notei que o texto estava ficando longo demais. A "parte II" sairá em breve (ou não, dependendo da minha disposição) e poderá abranger animais do universo de Animais Fantásticos como também animais que só apareceram até agora nos livros/filmes de Harry Potter.

Até a próxima semana!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo [Análise final]

2016 foi o ano dos dramas, ao meu ver. Acompanhei ótimas interpretações, xinguei muito os vilões e virei várias noites por causa de alguns casais. Os dramas (ou doramas) coreanos me surpreenderam positivamente, alguns mais do que outros, por mostrarem tramas diferentes daquelas que vemos em novelas ocidentais. Claro, assim como as ocidentais, as "novelas" coreanas também possuem seus clichês, mas mesmo assim conseguem sempre me surpreender. Não é atoa que termino um episódio de quase uma hora e ainda tenho a disposição de clicar no próximo e assisti-lo até minha vista cansar.

O post de hoje tratará sobre um desses dramas, no caso, O DRAMA que conseguiu me roubar dois meses de suspiros e que, mesmo após o seu final, ainda não conseguiu sair nem da minha cabeça e nem do meu coração. Assim como no post anterior, venho escrever sobre o drama 'Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo', mas dessa vez buscarei me aprofundar mais na história, com uma análise mais precisa, já que o drama já foi finalizado (infelizmente) e posso ser mais objetiva. Ah, e obviamente esse texto contém SPOILERS.


Antes de começar essa análise, faz-se necessário mencionar o que o drama em questão aborda. Moon Lovers conta a história de Hae Soo (ou Go Ha Jin), uma garota do século XXI que acidentalmente se envolve em um acidente e que por conta disso vai parar no período da dinastia Goryeo, na Coréia (918 - 1392). Ela surge nessa época ainda durante o reinado de Wang Kon, vulgo imperador Taejo, o primeiro dessa dinastia, e vive nessa época até o reinado do quarto rei de Goryeo, Wang So, Gwangjong. A história desse drama foi adaptada de um romance chinês, mas buscou-se abordar, ao invés da família real chinesa, as intrigas na família real coreana.


'Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo' é um drama coreano que foi transmitido pela emissora coreana SBS e também em vários outros países da Ásia. Na América ele foi "transmitido" semanalmente pelo Dramafever e, para os pobres de plantão (como eu), pelos fansubs Kingdom e Meteor Dramas. Apesar da mega produção e de ser um dos dramas mais caros a ser produzido, a audiência do drama na Coréia foi relativamente baixa, porém internacionalmente o drama foi um sucesso, principalmente na China, o que pode ser justificado pelo fato do drama ser baseado em um romance chinês. Essa baixa audiência na Coréia fez com que duas edições da novela fossem ao ar. Como muitos coreanos estavam preferindo assistir o drama "Love in Moonlight", que estava sendo transmitido no mesmo horário, e optando por ver Moon Lovers na versão disponível na internet, a SBS fez com que as duas versões (tv e internet) ganhassem algumas edições diferentes. Ao meu ver a versão da SBS ganhou menos cortes no que se refere às melhores cenas, então para quem quiser assistir a essa versão eu recomendo o download do drama no Meteor Dramas.

Enfim, Moon Lovers não é um drama qualquer, e talvez seja por isso que tenha chamado tanta atenção do público ocidental. Para mim, o que mais me atraiu no drama foi o casal principal, principalmente no que se refere à química entre os atores Lee Joon Gi e Lee Ji Eun (IU). Não existe uma palavra no meu vocabulário que possa resumir a atuação do Joon Gi como Wang So nesse drama, pois "maravilhoso" e "incrível" são adjetivos muito vagos para descrever as expressões faciais desse homem. Ele conseguiu me ganhar já na primeira cena dele no cavalo, chegando em Songak durante o eclipse (aquela imagem é maravilhosa), e quanto mais conhecia o personagem e percebia o que estava por trás dele, mais me apaixonava. Alguns dizem que ele levou o drama nas costas, mas eu não acho isso. Ele como personagem principal tinha que se destacar mesmo, e isso ele fez com louvor.

O personagem exigia uma mistura de homem com menino. Wang So sempre foi maltratado pela mãe, que nunca o viu como filho em detrimento dos demais irmãos, e além disso ele carregava consigo uma cicatriz no rosto, cicatriz essa que ele buscava esconder com o uso de uma máscara. Obviamente, ele era mal visto por onde ia, e isso acabou tornando o personagem bruto, como um mecanismo de auto defesa. Joon Gi soube mostrar isso muito bem apenas com expressões, e isso ganhou de cara a minha atenção. É o típico bom bad boy.


No que está relacionado à Lee Ji Eun, ou simplesmente IU, só tenho que rasgar elogios. Ela nunca foi tão linda como na pele de Hae Soo, e assim que a personagem exigiu mais dela, como nas cenas do episódio 11, ela soube se sobressair e mostrar uma atuação impactante. Eu menciono o episódio 11, porque é o meu favorito. Nele tudo é jogado na nossa cara e a real identidade do drama começa a ser mostrada ao público. O que torna esse episódio mais marcante são os acontecimentos que acompanhamos nele: em uma hora o drama que vinha numa crescente quase de conto de fadas muda completamente, se tornando mais sombrio.


Sobre o casal principal, novamente devo falar sobre a química. Nos primeiros episódios o triângulo amoroso formado pela protagonista e os dois príncipes é super disputado, principalmente pelo fato da protagonista, Hae Soo, se apaixonar primeiro pelo antagonista da história, Wang Wook (8º príncipe). O 4º príncipe, Wang So, é de cara mostrado como o principal, mas a relação entre ele e a protagonista é bem turbulenta no início, quase apagada em contraste à relação da protagonista com o outro príncipe. Esse início do drama, que, querendo ou não, é lento, pode justificar a baixa audiência na Coréia. Sabíamos quem seria o par romântico da mocinha por conta do pôster e das imagens promocionais, mas na tela a evidência estava toda no romance platônico entre Hae Soo e Wang Wook.


Entretanto, após o episódio 13, para ser mais exata, Wang Wook já não ameaça mais o relacionamento entre Hae Soo e Wang So. Aliás, romanticamente não é mais uma ameaça, porém como o personagem acaba se convertendo no principal vilão da história, ele ameaça o relacionamento deles de outra forma, mas não chega a ser encarado novamente como um possível par da protagonista. Novamente falando do episódio 11, o que falar da cena mais memorável do drama, e que mostra claramente a mudança no coração da mocinha: Wook virando as costas para ela em um momento de precisão e So, quem ela teme, sendo o único a ficar literalmente ao seu lado na chuva.


Saindo um pouco do casal principal, ao todo fomos agraciados com mais dois casais: Wang Eun com Park Soon Deok e Baek Ah com Woo Hee. Esses dois casais não ganharam muito tempo em cena, mas ganharam de cara o coração da audiência. O que tenho a falar sobre os três casais da trama é que eles nos envolveram bastante, mas no final todos terminaram em tragédia. Basicamente, esse é um dos diferenciais de Moon Lovers: eles nos enchem de cenas maravilhosas, casais apaixonados e no final resolvem acabar com eles quando os personagens estão vivendo os momentos mais felizes. No meu caso, sempre quando tudo estava muito bonito e feliz, eu acabava desconfiando...


Não quero falar detalhadamente sobre todos os príncipes aqui, pois são muitos. Moon Lovers é uma espécie de harém ao inverso no qual Hae Soo se envolve com a maioria dos príncipes da dinastia Goryeo. Dos oito príncipes (Moo, Yo, So, Wook, Wo, Eun, Baek Ah e Jung), quatro se apaixonam por ela e dois a veem apenas como amiga. O que posso dizer sobre esses personagens é que todos acabam lutando entre si, escolhendo lados, principalmente por causa da coroa (quem será o rei), e Hae Soo toma a frente, buscando evitar que nessa luta nenhum sangue seja derramado. Doce ilusão, apenas. O trailer estendido do drama esboça Hae Soo como uma heroína que, por saber mais ou menos o que vai acontecer, é capaz de evitar os trágicos acontecimentos, no caso, mudando a história. Tudo balela. Hae Soo é uma pessoa como qualquer um de nós, sem poderes, que cai em um mundo sanguinário, onde é matar ou morrer. Ela até tenta mudar alguma coisa, mas tudo acaba ficando contra ela, e isso é compreensível: o passado não pode ser modificado, e tudo o que ela faz apenas contribui para que tudo ocorra como deveria ocorrer.


Sobre a trilha sonora de Moon Lovers, podemos dizer que o drama em si trás faixas dos idols mais populares na Coréia, como "For You", do trio Baekhyun, Xiumin e Chen (EXO), "All With You", na voz da Taeyeon (SNSD) e "Be With You", do duo Akdong Musician, entre outros. Em comparação a outros dramas, Moon Lovers usa bem mais a trilha sonora em suas cenas, o que nos faz ficar mais envolvidas emocionalmente com determinados momentos, principalmente com as cenas românticas. A trilha instrumental, é bem forte, nos dando a impressão de realmente estarmos submergidos em Goryeo, com destaque para "Appassionata", que toca numa das minhas cenas favoritas (episódio 12).

No geral, foi isso. Moon Lovers é aquele drama que não dá pra explicar em algumas linhas. É uma mistura de fofura com sofrimento. Devo destacar que é um drama que começa mega feliz, mas que acaba nos fazendo chorar na medida que vamos nos adentrando no que é o palácio e o que as pessoas são capazes de fazer para conseguirem poder. Não é uma história de amor convencional, e por isso me chamou tanta atenção. O diretor fez o favor de excluir a cena final, então ainda estou engasgada com o final que foi exibido. Além do mais, segundo a boca miúda, um filme já foi gravado como uma continuação da série de 20 episódios. Se é apenas um boato? Só o tempo dirá.

Hasta.