Primeiras Impressões: Uta no Prince-sama - Maji Love 2000%

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Após muito se especular, enfim poderemos acompanhar a segunda temporada do anime mais sensacional exageeero de todos os tempos: Uta no Prince-sama! Exageros à parte, após mais de um ano de espera, finalmente pude conferir um episódio inédito do anime, que me fez delirar ao extremo e concluir que...

Ontem, após um dia exaustivo, assisti o primeiro episódio da segunda temporada de UtaPri, que foi ao ar na última quarta-feira. Intitulado Uta no Prince-sama - Maji Love 2000%, ele me serviu quase como uma terapia, pois depois de um período de sobrecargas, é sempre bom descarregar, descansar e assistir algo sem compromisso. UtaPri, ou qualquer outro harém ao inverso, tem esse poder de me acalmar, mesmo que seja por pouco tempo. Assumo, anime me serve mais que qualquer remédio.
Bom, sobre o episódio, o achei normal, mediano. A nova temporada foca no grupo STARISH já formado e em plena ascensão. Após uma brilhante noite, quando os seis rapazes estrearam (o que conferimos no encerramento do anime), o grupo agora se vê tendo que trilhar o caminho da fama, e para que isso aconteça da melhor forma possível os mesmos contarão com a ajuda de um grupo de veteranos: Kotobuki Reiji, Camus, Kurosaki Ranmaru e Mikaze Ai, sendo este último um robô. Fora isso, o ambiente, assim como a trama, também foi alterado:  já formados na Academia Saotome, agora estão no mestrado...
Falando em mestrado, outra que também está o cursando é Nanami, a "heroína". Depois de se formar na Academia Saotome, a jovem de olhos amarelos continua sendo compositora do sexteto e, como faz parte da mesma agência, entrou no mesmo curso de mestrado dos demais, o que significa que continuará convivendo com os garotos e a despertar paixões (blá).
Como não podia deixar de ser, os garotos estão querendo se declarar para Nanami, mas como agora são idols (ídolos, celebridades) o romance será barrado de qualquer forma. Odeio essas histórias baseadas em jogos por conta disso: a garota nunca escolherá um dos pretendentes, terminando sempre sozinha ou com um final aberto.
Outro ponto que gostaria de tratar é o re-surgimento de Cecil Aijima, o "príncipe árabe". Claro que a relação entre ele e Nanami não será igual a do jogo (uma pena), mas ele continua levantando vários mistérios, e dessa vez ouso apostar que será um personagem um pouco mais presente, tanto que foi o primeiro dos boys a aparecer na nova temporada. Gosto muito dele, e realmente achei um desperdício seu pouco aproveitamento na primeira temporada, porém nessa nova fase ele está se mostrando muito importante, tanto que no final do primeiro episódio aparece com um ar misterioso e beija a mão de Nanami como um verdadeiro príncipe.
Como acréscimo, deixo aqui minha tristeza pela abertura, que apesar de ser bem produzida, não soou tão chiclete como a da primeira, e isso também vale para o encerramento. Gostei da re-apresentação dos personagens e mal espero a vez em que cada um terá um episódio para si (já me vejo pirando no episódio do Ren). UtaPri está de volta, senhoras!


Já podemos shippar à vontade!

Mangás e HQs - O retorno de Death Note e novidades

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De uns tempos pra cá comecei a perceber uma certa "retomada" de antigos projetos por parte das editoras brasileiras, e isso me incomodou. Credo, Raiomara, você deveria levantar as mãos para o céu! Eu?

Bem, estou achando louvável essa nova fase "pós-Greco" que a JBC está vivendo. Sim, digo isso do fundo do meu coração! A Edição Especial de Card Captor Sakura, o relançamento de Rurouni Kenshin com o título original e, principalmente, a nova edição de Death Note, a Black Edition. Poxa, quem diria que a editora sairia de uma fase tensa, onde todo produto por ela lançado era criticado por algum erro como falta de páginas, tradução feita da edição em inglês ou, como era bastante comum, uma adaptação chula 'abrasileirada' de algum termo japonês. Atualmente a editora está vivendo uma ótima fase e isso aparentemente deve-se ao editor Cassius Medauar, que assumiu o posto que era de Greco e propôs dar um jeito naquela bagunça.
Bem, não estou me contrapondo ao relançamento, pois é uma proposta para os fãs fiéis dessas obras (como eu) e também para os novos leitores de mangás que agora terão a oportunidade de acompanhar esses clássicos, mas isso pode colocar em xeque outro ponto: a nova leva de títulos japoneses seria tão fraca a ponto de não conseguir nem competir com títulos já vistos e revistos? Esse retorno de obras já publicadas atrapalharia o licenciamento de boas obras até então inéditas? As editoras não estão querendo trocar o certo pelo duvidoso.
Esse certo (aquele que sem dúvidas trará algum retorno) está querendo ser alcançado, e para isso a JBC está investindo pesado em material shounen. Não, a repetição não ocorre apenas no quesito título. As editoras, por já dominarem e terem conhecimento da existência de um certo público consumidor, não estão querendo arriscar a vinda de alguns gêneros como o shoujo e o yaoi, por exemplo. A Panini até que vai um pouco contra essa política, lançando vários títulos importantes do universo shoujo mangá como Kimi ni Todoke (em perfeita qualidade), Maid-sama! e Vampire Knight, mas ela é apenas uma exceção (a NewPOP está tão desaparecida que não entrou na pesquisa). Em 2012 o Brasil, se compararmos com os anos anteriores, evoluiu muito em termos de publicação de mangás, tanto na quantidade quanto na qualidade, mas ainda está deixando muito a desejar.
Sobre as novidades: 2013 estará recheado de lançamentos! Segue a lista:

  • Death Note - Black Edition; Editora JBC; Sem previsão de lançamento.
  • Love Hina (republicação); Editora JBC; Sem previsão de lançamento.
  • Highschool of the Dead - Edição Full Color; Panini; Previsão: maio / junho.
  • Toriko; Panini; Lançamento: Abril.
Deu pra perceber o que vem por aí, né? Apesar disso muitos títulos estão entrando em seus arcos finais lá no Japão, como Maid-sama!, um importante título da revista LaLa que aqui no Brasil é publicado pela Panini. Outro título que nos deixa é Vampire Knight, também da Panini. Enquanto isso, para delírio da galera, Ai Yazawa (mangaká de Nana), ao que tudo indica, está voltando a suas atividades normais: a autora desde fevereiro voltou a dar sinais de vida e na atual edição da revista Cookie teremos mais um capítulo de Junto no Bushitsu, ou Cantinho da Junko, como é conhecido aqui no Brasil.
QUERO MUITO QUE NANA VOLTE!
Enfim, 2013 promete muito na área da republicação, mas as novidades estão aparecendo aos poucos. Sim, queria que trouxessem algum yaoi, mas como meu santo não é tão forte para tal (e também porque no Brasil o mercado desse material ainda é pequeno) fico no aguardo de obras mágicas como KKWH, Dengeki Daisy, Aoharaido e No. 6!


Afinal, não custa nada sonhar.

Eu Não Quero Voltar Sozinho

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Tinha planos de não aparecer por aqui até o fim do mês, mas não resisti, já que me veio à cabeça a ideia de que tenho que compartilhar isso com vocês! Um amigo acabou de me mostrar um curta-metragem, que de início parece abordar apenas o cotidiano de três jovens. Bem, o legal desse curta, sem pieguices, é que ele trata de uma forma muito comum e fofa o que a sociedade olha de uma forma tão torta: o amor homossexual. Ok, eu sei que essa opinião não é geral, mas temos que ser realistas e admitir que não é todo mundo que consegue aceitar ou lidar de forma natural com alguém próximo que se assuma gay.
Não Quero Voltar Sozinho é um curta de 2010, com roteiro e direção de Daniel Ribeiro, e que conta a história de Leonardo, ou Leo, um garoto com deficiência visual que, com a entrada de um novo estudante em sua turma, descobre que é gay. Filmado em São Paulo, o curta já ganhou diversos prêmios e, como anunciado no finzinho de 2012, será adaptado para um longa. O filme Todas as Coisas Mais Simples já está em fase de filmagens, e tem lançamento previsto para 2014.

Ao assistir Eu Não Quero Voltar Sozinho, consegui entender um pouco a intenção do diretor/roteirista, que é a de mostrar que o amor entre homens (ou entre mulheres) é uma forma de amor como qualquer outra, sem mistérios. O que deixa o curta ainda mais interessante é o fato de ter como protagonista um garoto cego. Sim, porque se formos parar para pensar, a maioria dos relacionamentos começa quando alguém olha e acha a outra pessoa interessante. No caso de Leo, que é cego, o "gostar" vai além de uma atração física, e é esse fator que diferencia esse curta de outras produções do gênero.
O filme (longa), que está sendo rodado esse ano, pode ser encarado como uma grande conquista, já que desde o princípio essa era a intenção, mas devido a falta de patrocínio o diretor teve que abdicar de um longa e fazer um curta.
Como nem tudo são flores... O curta, que fazia parte do programa Cine Educação - uma parceria que visa, através da utilização de filmes, levar o debate sobre direitos humanos para a sala de aula -, foi censurado no Acre, por ter sido confundido com o "kit anti-homofobia". Segundo nota do próprio estúdio (ver aqui), o material foi vetado devido pressões feitas por líderes religiosos sobre políticos da região. Claro e óbvio que achei isso um absurdo, já que o debate em sala de aula é algo de extrema importância para a formação de um cidadão livre de preconceitos. Conversar sobre a diversidade cultural, racial e sexual dentro das paredes da escola ajudaria os jovens a conhecer aquilo que pode lhes parecer estranho. Conhecer esse desconhecido, debater sobre a realidade do outro, e aprender a respeitar aquilo que não lhe é delegado, seria um grande passo para uma juventude livre e pensante. A seguir, o curta na íntegra:

Me pergunto onde está essa tal laicidade de Estado... Sim, porque ver a igreja até hoje interferir dessa maneira na educação e na política, só me faz pensar que estamos regredindo no tempo.


A vida é muito curta para se viver na escuridão.

Sekai-ichi Hatsukoi - O Caso de Yoshino Chiaki 3 [DOWNLOAD]

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FINALMENTE! Após uma espera brutal, finalmente consegui terminar de editar o terceiro capítulo de Sekai-ichi Hatsukoi - O Caso de Yoshino Chiaki. Esse capítulo pode ser encontrado no final da terceira novel de mesmo nome, e foi editado com muito carinho. Encarem isso como um presente de compensação às minhas queridas fujoshi, já que não posto nada referente à yaoi há meses.

Capítulo 3 - Mediafire
*Clique aqui para baixar os capítulos anteriores.
Finalmente, né?

Hal - Informações sobre o filme e o mangá

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Em 2013, para os desavisados, seremos brindados com algo lindo: um anime com design de Io Sakisaka. Foi anunciado na edição de janeiro da revista Betsuma, revista na qual Io Sakisaka mantém um mangá em andamento, que a mesma começará a trabalhar como designer de personagens para um filme de animação intitulado Hal. O filme, que tem lançamento marcado para o dia 8 de junho de 2013, será dirigido por Makihara Ryotaro e produzido pelo estúdio Wit Studio. Uma adaptação para mangá começará na primavera de 2013.

Bom, essa notícia é importante, e seria uma pena não compartilhá-la com vocês. Se bem que assim que tomei conhecimento da produção, postei algo na página de Aoharaido que administro. Não pretendia escrever nada aqui, por conta de já tê-lo feito em outro lugar (não costumo repetir textos), mas por conta do trailer e das imagens recém divulgadas, não tive como me conter.
O mangá de Hal, que será publicado na Betsuma, terá como mangaká Umi Ayase. Para mais informações sobre a mesma, podem acessar seu blog, ou seu twitter. A artista ainda me é desconhecida, então não posso comentar nada a respeito.
Anúncio do mangá no site oficial da Betsuma.
Sobre o filme, este marca a estréia de Io Sakisaka como character designer (designer de personagens) de uma animação. O que me deixa mais contente é a chance de poder ver seus lindos traços sairem do papel. Como acompanhei Strobe Edge, e atualmente sou mais do que louca por Aoharaido, já posso me considerar uma verdadeira fã. Para mais informações, podem acessar o site oficial.
Sinopse:
A história do longa gira em torno de Kurumi, uma jovem que descobre que o menino que ela ama, Hal, faleceu em um trágico acidente. Kurumi fica profundamente triste, mas no lugar de Hal um outro garoto aparece. Este garoto na verdade é um robô e, por mais estranho que possa parecer, também atende pelo nome de Hal.

 
O trailer, que está de encher os olhos, já consegue dar várias pistas de como ficará o filme. Já me sinto assistindo. Enquanto o filme não chega, Io Sakisaka anda aprontando poucas e boas com os personagens de Aoharaido. Ainda não sei o que ela pretende, já que lidar com um quadrado amoroso não é algo fácil.

Em suma, que este seja o primeiro de muitos!

Agradecimentos: Tumblr | Facebook

Hakushaku to Yousei

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Aproveitando esse tempo livre que me resta, estive pensando muito em algum tema agradável para um post. Sinceramente, muitos dos assuntos que vieram em minha mente poderiam até agradar à grande maioria, mas não me senti/sinto confortável ao falar sobre algo que não me interessa. Aliás, posso até falar se me for solicitado, mas devido a minha falta de domínio sobre o assunto, o texto ficaria um fiasco. Imagino se essa poderia ser uma desculpa convincente para dar ao meu amigo da faculdade, que até hoje espera um post sobre Saint Seiya.
Não pretendo atrair vários tipos de leitores, mas sim pessoas que cultivam gostos parecidos com os meus. Este blog pode até girar ao meu redor, mas a predominância de assuntos com o foco em shoujo e yaoi (incluindo assuntos afins) ainda é muito forte, e isso por si já seleciona um público alvo. Pensando assim, cheguei a conclusão que há tempos não posto nada sobre um anime do gênero harém ao inverso. Sei que muitas de minhas leitoras gostam desses animes repletos de bishounens para todos os gostos e, devo admitir, estava com saudade de escrever algo a respeito. Apreciem.

Em todos os textos, quando assumo a tarefa de escrever sobre algum anime harém ao inverso, já tenho em mente que o mesmo é bem popular entre as garotas, e que muitos, ou todos os personagens de histórias desse gênero, por mais que assumam uma atração pela protagonista, sempre insinuarão algum sentimento por seu "rival" ou amigo próximo. É como se esse tipo de história também almejasse ampliar ainda mais o público, mirando inclusive as fujoshi, que shippam sem piedade qualquer casal de seu interesse. Isso não acontece apenas em shoujos, já que em mangás/animes que tenham o público alvo sendo o masculino, os shounens, isso ocorre com bastante frequência. Posso tomar como exemplo Kuroshitsuji que, por mais que teimem, é um shounen.
O que atrai as telespectadoras a assistirem esse tipo de anime, é a história onde diversos jovens (lindos) brigam pelo amor da mocinha apática e de bom coração. As mocinhas dessas produções são muito idealizadas, sendo que, em sua maioria, possuem uma certa baixa auto-estima, o que faz com que o publico se identifique. Já o mocinho principal, aquele que sempre aparece para salvar a protagonista indefesa, possui aquelas feições que lembram um príncipe de contos de fada. Exemplos? Claro: Usui Takumi, Tamaki Suou, Takishima Kei, Rui Hanazawa... Ambos personagens possuem características similares. Não estou querendo generalizar, como se em toda história a garota se apaixonasse pelo loiro encantador, mas isso já se tornou um hábito.
Hakushaku to Yousei, ou Earl and Fairy, que na tradução literal seria O Conde e a Fada, é uma história bem apagada, e talvez seja por isso que só a conheci quando fiz uma busca minuciosa por algum anime de romance e magia. De tantos resultados, elegi este devido ao design dos personagens, que me agradou bastante, e até me fez lembrar meu amado Ouran High School Host Club. De certa maneira, a história consegue ser bastante confusa, mesmo sendo (ao mesmo tempo) assustadoramente despretensiosa: não tem nada de novo, não impressiona, mas serve como um bom entretenimento.
Sinopse: A história se passa no século XIX, e tem como foco central a "fairy doctor" Lydia Carlton, que possui um dom raro: consegue ver e se comunicar com fadas. Sua vida muda quando conhece Edgar J. C. Ashenbert, que afirma ser o lendário Conde Cavaleiro Azul. Edgar, que está precisando de uma pessoa que possua vastos conhecimentos sobre fadas, a contrata como assessora, e ambos entram em uma busca por uma espada mágica.
Bom, depois dessa sinopse confusa, acho que deveria deixar algumas considerações. Primeiramente, gostei do anime. Não estaria comentando se não tivesse gostado! Mas, mesmo assim, não posso considerá-lo um anime "classe A". É uma história mediana, que tem seus altos e baixos (muitos). Consegue encantar por causa de seus bishies, mas não passa disso. Mesmo nos momentos mais complexos, a trama não consegue prologar uma tensão por muito tempo. É como se o roteirista tivesse medo de se arriscar.
Como não cheguei a acompanhar o anime no ano de sua estréia (2008), não sei muito sobre a opinião dos que acompanharam, mas deve ter tido a mesma repercussão que o fofo Kamisama Hajimemashita: bom, divertido, mas não chega a tanto.
Hakushaku to Yousei tem como plano de fundo o mundo das fadas e a Inglaterra Vitoriana, e sua trama é composta por diversos seres sobrenaturais, começando por duendes e gnomos, passando por uma banshee que derrama lágrimas de âmbar, e terminando por um lindo e charmoso Kelpie (um cavalo aquático que assume a forma humana), e que persegue Lydia até Londres. Kelpie é um personagem carismático, e meu preferido, já que se opõe ao mocinho da trama, e realmente ama Lydia, a confortando nos momentos que ela mais necessita. Outro personagem que se destaca é o servo de Edgar, Raven. Raven é uma espécie de mordomo que possui habilidades de combate fora do comum, o que me fez lembrar meu querido Sebastian Michaelis. Bem, Raven faz lembrar Kuroshitsuji em outro ponto: ele se veste de mulher.

Enfim, um anime onde um gato não é realmente um gato.


P.S.: A história começou a ser publicada como uma novel, ganhando posteriormente um mangá, e em seguida uma adaptação animada.

Kobato - A reunião de diversos mundos Clamp

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Depois de muito pensar, resolvi escrever uma análise sobre o anime que assisti ontem e que terminei hoje de manhã, quando o sol já havia nascido. Para os que não me conhecem, costumo virar a noite assistindo anime, mas para que isso aconteça é necessário que o mesmo seja tão bom a ponto de conseguir despistar toda a minha sonolência. Não se trata de nada extravagante, e tampouco ímpar, mas sim de uma história com aspectos antes vistos, e que mesmo assim consegue surpreender. Sim, me refiro a uma obra Clamp.

Conheci Kobato quando o anime ainda estava sendo transmitido no Japão, sendo que até tentei fazer o download do primeiro episódio, mas não obtive êxito devido à minha internet tartaruga. Acabei deixando Kobato de lado durante todo esse tempo, sempre adiando, até que a JBC licenciou o mangá no Brasil e me trouxe novamente a vontade adormecida. Apesar de tudo isso, só agora respirei fundo e assisti o anime que, por sinal, é uma fofura. A respeito dos aspectos antes vistos, não me referi a história como um todo, mas sim a pequenos "clichês" Clamp, como o fato de o protagonista ter ao seu lado um guardião em forma de bichinho de pelúcia, ou também ao fato de haver uma conexão entre os outros universos do grupo, como xxxHolic e Tsubasa. O termo clichê está entre aspas porque não consigo pensar nisso como um molde, uma repetição, mas sim como uma característica do estúdio.
Kobato conta a história de uma garota chamada Kobato Hanato, que para realizar seu desejo precisa curar o coração das pessoas, coletando-os em uma garrafa mágica. Para sua missão ela conta com a ajuda de Ioryogi, um cachorrinho de pelúcia que tem um humor parecido com o de Kurogane, de Tsubasa. Na verdade Ioryogi não é seu nome verdadeiro, e sua forma original é um segredo (menos para aqueles que leram o final do mangá). Em resumo, a menina tem uma missão e, na tentativa de cumpri-la, se apaixona aos poucos por Kiyokazu Fujimoto, um certo personagem que tem uma personalidade bem parecida com a de Touya Kinomoto, de CCS.
Outra coisa que o personagem tem em comum com o Touya é o fato de trabalhar em vários bicos, sendo que ambos até trabalham no mesmo local (clique aqui e veja). Assisti Kobato com mais entusiasmo devido ao Fujimoto, mas com o passar dos episódios fui ficando mais empolgada por encontrar outros personagens Clamp na obra. Não era como em Tsubasa, que o personagem vive em outra dimensão e não se lembra de nada, mas sim o personagem em sua rotina, como quando Ginsei encontra Watanuki, ou quando Kobato abriga Kurogane, Fay, Syaoran e Mokona, quando os mesmos ainda estão viajando pelas dimensões, o que corresponde aos acontecimentos posteriores à Tsubasa. Então, como já foi dito, Clamp segue com suas características mais marcantes.
Não fiquei encantada apenas com os personagens principais, mas também com os personagens secundários, principalmente com o casal Kohaku e Shuichiro Kudo, que protagonizam Wish, outra obra do estúdio. O mangá de 4 volumes conta a história de Kohaku, um anjo que ao vir para a Terra acaba ficando preso em uma árvore e sendo atacado por um corvo, sendo posteriormente resgatado por um jovem médico, Shuichiro. Como forma de agradecimento Kohaku se dispõe a realizar um desejo de seu salvador, contudo Shuichiro recusa, pois acredita que nada lhe falta e que o ser humano deve fazer de seus desejos realidade. Kohaku então decide ficar ao seu lado até que possa lhe conceder um desejo.
O que me encantou na história dos dois, e que é mencionado em Kobato de forma paralela, é o fato de os dois serem destinados um para o outro: toda vez que Shuichiro morre, Kohaku o espera reencarnar. Sobre Wish (clique aqui para baixar), gostaria de mencionar um ponto que não sou muito a favor: vi que alguns sites rotulam o mangá como shounen-ai (amor entre garotos). Apesar de ser fujoshi, não me sinto à vontade com esta definição, pois Kohaku é um anjo, e anjo não tem sexo. Digamos que Kohaku seja de um gênero neutro, mas por sua personalidade tender para o lado feminino, ele pode até ser considerado "ela". Falando em mundos Clamp, os dois também participam em alguns capítulos de Drug & Drop, outro mangá do grupo.
Continuando a falar sobre Wish, outro personagem que as duas séries tem em comum é o coelho Ushagi, um mensageiro de Deus. Segundo o Clamp Project, o personagem foi baseado em uma lenda budista, onde uma raposa, um macaco e um coelho encontram um homem pedindo por comida. Para alimentar o velho senhor, os dois primeiros oferecem frutas e pescado, mas como o coelho não possui habilidades para conseguir tais alimentos, o mesmo oferece seu corpo para saciar a fome do homem. O homem então se revela como Sakra, que tocado pela virtude do coelho, o imortaliza na lua. Ushagi (etimologicamente falando) significa entidade em forma de coelho.
Além de tudo o que mencionei, gostei de Kobato devido a outros aspectos. O roteiro integra, além da história que envolve a creche onde Kobato trabalha, os personagens a ela associados, e a própria protagonista, outros personagens e suas histórias paralelas. Outro quesito que deixa o anime mais encantador é, sem dúvida, a trilha sonora, principalmente a música Ashita Kuru Hi, que Kobato interpreta em vários episódios, inclusive no lindo e estonteante final.
Sobre o final da história, a única coisa que posso comentar é que tudo funcionou. É certo que o final do anime é um pouco muito diferente do final do mangá, mas ao comparar os dois você nota o motivo das alterações: o final do anime te faz querer chorar, enquanto o do mangá é simples, parado.

Uma bela história.