domingo, 7 de fevereiro de 2016

Estilo: Reira Serizawa [NANA - Trapnest]

Reira (ou Layla) Serizawa é uma personagem do anime/mangá Nana, da autoria de Ai Yazawa. A história, para quem ainda não assistiu, foca em duas personagens que possuem o mesmo nome, porém personalidades totalmente opostas. Reira não é a protagonista da história, mas aos poucos é inserida na trama, ganhando muita importância, principalmente nos volumes finais do mangá.
A vocalista da banda Trapnest está entre as mais famosas personagens criadas por Ai Yazawa, e, por essas e outras razões, resolvi falar um pouco do seu estilo.
Nana é um mangá que reflete a paixão da mangaká pelo estilo punk, sendo que é por esse motivo que vários dos personagens são inspirados nos músicos punk dos anos 1970 (o principal exemplo é o do baixista Ren, que é igual ao Sid Vicious, da banda Sex Pistols). Reira foge de tudo isso, sempre vestindo roupas românticas, que trazem muito florido, cores claras, plumas e acessórios delicados.
Para realçar a feminilidade da personagem, o cabelo de Reira está sempre solto, cacheado e aparenta ser rosa pastel. No anime, principalmente, chegamos a pensar que seu cabelo de fato seria rosa, apesar de às vezes estar mais para castanho claro (enfim, resta a dúvida).
Na imagem acima busquei analisar cada peça, fazendo um breve "roube o look". Nessa imagem promocional, a personagem está com um vestido longo florido, uma bota cano alto da cor roxa e um cardigan florido da mesma cor da bota. Optei por não colocar o cardigan na imagem por achá-lo dispensável ao look.

1. Vestido longo florido (Triagem Jeans).
2. Bota cano alto de camurça (aleatória).

Quanto à maquiagem, a mesma consiste em uma sombra rosa (que pode ser alcançada com a ajuda de um blush não tão escuro), batom e esmalte, ambos também de cor rosa. Como acessórios podemos destacar pulseiras delicadas e brincos de pérola. O resto é adaptar, pois devo ressaltar que boa parte das roupas que a personagem usa são as que também são usadas em shows ou em imagens promocionais. No dia-a-dia, a mesma geralmente usa blusas mais leves com babados (algo que lembra uma camisola), lenços, chapéu, calça jeans e sandálias de salto.
Realmente sou apaixonada pelo estilo da Reira, e principalmente pelo contraste que o mesmo faz com o visual de Shin, seu parceiro na trama (sim, eu shippo). Enfim, espero que o post tenha cumprido o seu objetivo de ser leve, interessante e útil.


Até!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Análise - Amnesia: Memories [PSVita e Steam]

Cá estou aqui novamente e a análise de hoje está centrada em um jogo recém lançado no ocidente. Não gosto muito de jogos, devo confessar, mas esse me chamou a atenção. Ademais, espero que essa review não soe cansativa. Vamos lá?
Alguns anos atrás tentei jogar o jogo para PSP da série Starry Sky, que na época um grupo de fãs havia traduzido. Na verdade nem tinha conseguido terminar a série animada de Starry Sky direito, então baixei mais na busca por substituir o vazio deixado por Uta no Prince Sama. Porém, não consegui finalizar o jogo, pois meu inglês era péssimo na época e também, admito, não gostei tanto assim da história.
Atualmente me vi super afim de jogar um dating game, porém esbarrei-me na questão da tradução. Existem bons jogos do gênero para download, mas a maioria não vem nem sequer com a opção de inglês, tendo apenas o japonês. Esses jogos trabalham com muitos diálogos, então acabou se tornando inviável para mim a possibilidade de até mesmo pensar em jogá-los.
Dentre os mais famosos visual novel/dating game podemos elencar Uta no Prince Sama, Brothers Conflict, Hiiro no Kakera, Amnesia, Diabolik Lovers e Starry Sky. Todos eles, inclusive, já ganharam uma adaptação para anime, alguns até com direito a mais de uma temporada. Dentre esses títulos, escolhi um dos mais recentes: Amnesia: Memories, título esse que já foi adaptado para anime pelo estúdio Brain's Base. O jogo chegou no ocidente (ou seja, foi traduzido para o inglês), e foi lançado no dia 26 de agosto de 2015.
Amnesia tem em sua peculiaridade vários mundos. A história começa com a protagonista sendo acordada por um "espírito" chamado Orion. O pequeno fala que agora está ligado à garota e que, por conta disso, a ajudará na missão de descobrir a qual mundo ela pertence, tendo em vista que ocorreu um acidente entre as dimensões, a garota perdeu as lembranças e nenhum dos dois sabe de qual dimensão ela veio. É meio complicado de compreender no início, mas o que o jogo quer é simplesmente que você comece uma nova história tendo Orion como "guia". Deu para entender o porque do título, né?
Em Amnesia: Memories, logo de cara a protagonista tem a opção de escolher para qual das dimensões/mundos deseja ir. Essa é uma escolha importantíssima, pois a mesma desencadeia uma mudança drástica na vida da personagem: em cada mundo a protagonista vive uma vida diferente, com leves ressalvas. Não preciso dizer que em cada mundo ela tem novas relações amorosas, tem que enfrentar algumas situações constrangedoras, enfim... São alternativas diferentes, onde a jogadora deve se relacionar sempre com os mesmos personagens, porém de forma diferente. É uma loucura!
São ao todo quatro mundos iniciais, cada um representado por um naipe do baralho (copas, espadas, paus e ouros) e mais um outro mundo que é desbloqueado após a conclusão dos outros quatro. O quinto mundo é bem importante no jogo, pois é em seu desenrolar que os mistérios dos quatro outros mundos serão compreendidos.
De acordo com o site Próximo Nível, "[...] temos 5 routes diferentes, com um final bom, um ou mais finais normais dependendo da route escolhida e pelo menos um final mau para cada uma, o que no total dá 20 finais diferentes". É importante saber que cada escolha feita no jogo te leva a um determinada tipo de final. A dica para desvendar os mistérios é sempre se manter perto do seu pretendente. Em cada mundo você tem um pretendente, e você só pode ter relacionamento com o mesmo. "Ah, mas tô no mundo do Shin, mas gosto mais do Toma. O que eu faço?". Primeiro: acorde para a vida, ele não presta. Segundo: vá para o mundo dele e seja infeliz (ou feliz, quem sabe).
NOOOOOOOOOOOO.
Sobre a primeira dimensão, escolhi a Heart World (ou Mundo de Copas, como preferirem). Sou super apaixonada pelo Shin desde o anime, mas devo confessar que ele é bem grosseiro e mentiroso às vezes. Na verdade, cada personagem tem um defeito bem chatinho, e o dele é esse. Nesse mundo caímos dentro de um mistério que envolve a nossa tentativa de homicídio. É, alguém tentou matar a minha personagem e todos são suspeitos, principalmente Shin, que "colabora" com nossas investigações mentindo. É, ele mente muito. Porém, Shin, apesar dos pesares é um fofo. Acreditem, é o melhor pretendente ever (hahaha).
Meu final com ele.
Minha segunda dimensão eleita foi a de paus (Clover World). Ainda estou jogando-a, então ainda não posso dar um parecer definitivo, mas estou gostando cada vez mais da personalidade do Kent. Ele é meio estudioso e indeciso demais, deixando de sair para ficar em casa estudando... Super apoio. De início ele parece chato, mas dependendo de suas escolhas, ele vai abrindo o seu coração. Não há um mistério policial nesse mundo (pelo menos até agora), apenas um susto com Ukyo tentando nos matar, o que é normal.

Pontos positivos:
O jogo tem um design muito bonito. É interessante ver como os personagens movem os olhos, a boca e as mãos. Também gostei dos vários locais que podemos visitar e também das variações na história. Também gostei dos vários finais possíveis... <3 Fora isso, ainda podemos jogar mini-games divertidos.
Pontos negativos:
A jogabilidade deixa a desejar. Não somos tão livres para fazermos nossas escolhas. Acho que preferiria a interação entre todos os personagens no mesmo mundo e a nossa livre escolha, conforme o desenrolar da história, de com quem vamos ficar. Aliás, o Orion é bem chatinho, devo ressaltar. A cada passo que damos lá está ele com seus comentários infinitos, o que pode deixar o jogo entediante.
É um jogo diferente dos jogos convencionais. Você tem que prestar atenção na história e se ligar nos diálogos, pois cada fala é importante. Particularmente estou gostando do jogo mais pela questão da dublagem (japonês) e da legenda (em inglês). Gosto de sair um pouco da minha zona de conforto.
O jogo pode ser comprado em sua versão virtual (não sei se sairá a versão física), e  mesmo pode ser crackeado. Quanto a isso, se alguém de vocês baixar e tiver com problema ao salvar o jogo é só pedir um help que ajudarei.

Até próxima semana.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Diabolik Lovers: o pior harém ao inverso que já assisti na vida!

Pensei que era algo tipo Vampire Knight. Fui estupidamente enganada...
Seduzindo as cocotas.
Diabolik Lovers traz uma sinopse que agradaria muitas garotas (e garotos também, porque não?), mas, logo no primeiro episódio, sentimos que não é bem assim. A animação, baseada em um dating game, ou otome game, como preferirem, tem como foco uma personagem feminina, que no jogo representa a jogadora em si. Com a adaptação, a personagem além aparecer sem personalidade definida, tem um par romântico aberto. Já comentei sobre esse caso na breve análise que fiz sobre UtaPri (aqui): "Odeio essas histórias baseadas em jogos por conta disso: a garota nunca escolherá um dos pretendentes, terminando sempre sozinha ou com um final aberto".
A diferença que senti entre esses dois títulos foi mais em relação ao fetiche que é procurado. Em UtaPri vemos a relação amigável entre Nanami, a protagonista, e os seus companheiros de banda, sendo que eles gostam dela, demonstram isso, mas não passam disso. Seria como uma brincadeira com o público que assiste, meio que para elegermos o nosso casal favorito e querermos que eles fiquem juntos. Em Diabolik Lovers a personagem principal vive em constante disputa entre os irmãos, mas no caso eles não a olham como uma pessoa querida, e sim como uma caça. É interessante para o fanservice, mas o telespectador comum não verá com bons olhos. Na verdade, não dá pra querer estar no lugar de uma garota que passa metade do anime dormindo por estar anêmica.
Imagem do site Pretty Things.
A protagonista de Diabolik Lovers é Yui Komori e a mesma terá que viver com vários senpais. Eis o "atrativo" do anime, porém, o exagero leva à sem noção. Fica meio sem sentido e sem graça ver que em qualquer canto que ela vá a mesma encontrará um desses irmãos e terá seu sangue chupado. Me senti meio mal por ela.
Além disso, a história começa com alguns mistérios, o que nos leva a crer que ambos deveriam ser solucionados. Porém, em duas temporadas percebemos uma lacuna. Enfim, a animação termina sem esclarecer nada. Fiquei indignada! A duração dos episódios ser bem menor do que a média geral (cada episódio dura em média 14 minutos) é um empecilho? Não acho. O que senti foi que o anime tem ótimos personagens, uma ótima dublagem, a arte (design) é linda, e a premissa é atraente, mas a história em si caiu na mesmice e acabou se tornando cansativa. Tudo muito fácil de presumir, muito dado ao telespectador.
Caro leitor, acredite em mim. Ainda estou aqui refletindo seriamente sobre aquilo que assisti e cheguei ao triste fato que não se faz mais história/anime como antigamente. A temática vampiresca é tão boa, super aproveitada em vários filmes e seriados, além de animes e jogos, ouso dizer, mas, qual foi a dificuldade em fazer um tipo de harém ao inverso com vampiros? Tinha tudo pra dar certo.
Na verdade, o tema não poderia ser mais simples. Pensei que Vampire Knight tivesse feito escola, mas pelo jeito não veremos um sucessor digno por um bom tempo. Em relação a Vampire Knight, tanto o mangá quanto o anime meio que se alongaram demais, principalmente o mangá, mas gosto muito da construção da história e de como, aos poucos, tudo vai se encaixando. Diabolik Lovers, ao contrário, não estimula quem está assistindo. Não existe romance, nem diálogos legais, só existe uma menina, 6 vampiros (e surgem mais 4 na segunda temporada) que passam o anime TODO mordendo e sugando o sangue da garota. Ela vira vampira? Não. Ela morre? Não. Ela salva alguém? Não consegue nem se salvar. Que tipo de "heroína" é essa? Me pergunto desde ontem.
Aliás, ela tenta um suicídio, mas depois é revivida...
Sobre a protagonista: até entendo que o anime é baseado em um jogo, mas os estúdios devem parar de criar protagonista "sem sal" e verdadeiramente adaptar o anime. ADAPTAR. O caso é: Yui Komori passa 24 episódios sendo maltratada, tratada como uma "bitch" (literalmente), um alimento, um saco de sangue... Um nada. Ela é uma menina que é feliz servindo de alimento para homens. Não quero dar uma de feminista não, pois isso nem me pertence, mas fiquei muito mal com a ideia defendida no anime. A submissão, a frase "você é minha, só pertence a mim" é dita inúmeras vezes, e chega até a ser nojento o verdadeiro significado que ela carrega.

Enfim, não indico.