segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Tonari no Kaibutsu-kun - Conclusão

Depois de uma temporada com três shoujos diferentes, ambos de uma qualidade razoável, Tonari no Kaibutsu-kun conseguiu terminar como sendo o melhor em todos os aspectos (tá, menos na abertura). Tendo como carro chefe a comédia, o anime também possui uma história simples, personagens marcantes, e de vez em quando um draminha relacionado à infância dos personagens, sendo que é isso que torna a animação quase irresistível para qualquer fã de um bom anime. Não vou arriscar dizer que foi o melhor anime da temporada, já que essa última foi bem recheada, mas...
Como já comentei boa parte da história aqui, evitarei repetir tudo. Esse post será apenas um desfecho para tudo aquilo que pensei meses atrás, e que agora comprovei. Lá, quando havia apenas assistido um episódio, e lido cerca de todo o mangá (até agora, já que o mesmo ainda está em andamento), não me sentia muito à vontade em opinar por completo sobre a animação que acabara de começar. A história de Haru e Shizutani ainda me era quase desconhecida, e foi no impulso de conhecê-la melhor que virei uma noite 'estudando-a'. Sinceramente, Tonari no Kaibutsu-kun possui uma sinopse tão simples, que chega até a ser despretensiosa, e foi justamente isso que acabou ajudando a alavancar ainda mais a série, já que muitas vezes o que o telespectador/leitor quer é apenas ver/ler algo sem quebrar a cabeça. Soa bobo, mas faz sentido.
Gosto de pensar que o verdadeiro ingrediente para uma série de sucesso é a relação entre os personagens, e continuo a comprovar essa teoria a cada dia. Muito drama sem sentido, e cenas melosas às vezes pode ter o efeito contrário e prejudicar uma boa história, e foi isso o que ajudou Tonari no Kaibutu-kun, o anime que sempre termina com um galo te encarando. Outra coisa que ficou bem nítida no decorrer dessas 13 semanas foi a evolução dos personagens: Haru, que era grosseiro, violento, passou a ser mais gentil com as pessoas, mesmo ainda sendo um cabeça de vento; e Shizuku, a nerd super preocupada com as suas notas, continuou estudando durante todos os episódios, mas começou a se voltar para seus amigos, se preocupando com eles. Fiquei satisfeita com a forma que o estúdio trabalhou os outros personagens, como por exemplo o Yamaken, que no início nos foi apresentado como uma espécie de delinquente, e depois, ao se apaixonar por Shizuku, se transformou no terceiro pilar do principal triângulo amoroso da história.
Principal triângulo amoroso? E tem outros? Sim, mas ainda não estão formados, ou ainda estão camuflados pelo final precoce. Sinto que realmente deveriam ter trabalhado mais o envolvimento entre Natsume e Sasayan, sendo que antes de tudo deveriam romper com a ideia de um possível affair entre Natsume e Mitsuyoshi. Achei o final um pouco sem graça, já que deixa tantas pontas soltas que fica até difícil saber se aquilo foi realmente um final. Mas, depois de tanta coisa nonsense no anime, já era de se esperar um fechamento nesse estilo. Ainda não falaram nada sobre uma segunda temporada, mas é certo que caberia, devido ao grande sucesso da animação. O estúdio não se pronunciou a respeito, e o que nos resta é apenas esperar...


Enfim, sentirei saudades!

domingo, 30 de dezembro de 2012

As Vantagens de Ser Invisível

Quando me perguntam sobre filmes para se assistir, na maioria das vezes teimo em indicar Juno, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain10 Coisas Que Eu Odeio em Você, 500 Dias com Ela ou Em Busca da Terra do Nunca. Meus gostos pelo cinema diferente, ou até vintage para alguns, me colocou em uma sinuca, onde a indústria sempre te oferece um "blockbuster", e o que você mais quer é um filme diferente com uma dose de amor adolescente, ou um amor adulto (que seja), como no fofo Um Dia. Se sou contra o cinema pipocão? Claro que não. Sou alucinada por essas grandes produções, mas o que não quero entender é a desvalorização de um filminho com diálogos inteligentes e bem elaborados. Que se foda "Nós temos o Hulk", eu quero "Nós somos o infinito"!
Sabe aqueles filmes que te fazem querer ser de outra era? A Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower) é decididamente um deles. O filme, que começou a ser divulgado aos poucos, e que conta com dois protagonistas já conhecidos, Logan Lerman (Percy Jackson e o Ladrão de Raios) e Emma Watson (Harry Potter), me surpreendeu pela atuação do fofo Ezra Miller, que pra mim foi o grande destaque. Ezra, que vive no longa o veterano Patrick, um cara divertido, gay, inteligente e desinibido, encanta em sua atuação no geral, mas sobretudo quando faz uma espécie de cover da cena clássica de The Rocky Horror Picture Show. Patrick é sensacional, e de longe meu personagem favorito.
Outra atuação que me deixou boquiaberta foi a de Emma Watson, que interpreta a sexy e aventureira Sam, uma garota que não tem um histórico muito bom quando se trata de envolvimentos amorosos, e que acaba virando o interesse amoroso de Charlie, o foco principal da trama, vivido por Logan Lerman. Logan e Emma mostram uma química legal em suas cenas juntos, e Emma não me fez lembrar em nenhum momento a Hermione. Gostei muito da atuação do Logan, já que em algumas cenas me senti verdadeiramente comovida, mas sem os outros dois personagens o filme seria só um drama sem graça. O filme só funciona por causa do trio.
Lendo algumas informações sobre o filme, descobri que o diretor e roteirista do filme, Stephen Chbosky, também é o escritor do livro no qual o filme é baseado. E? Ninguém melhor que o próprio criador da história para dirigir e escrever um filme baseado na mesma.
A sinopse é a seguinte: Charlie é um garoto quieto e tímido, que gosta muito de escrever, e que está prestes a entrar no colegial. Por não ter amigos, já que o único que tinha cometeu suicídio, tem sérios problemas para se socializar, o que acaba mudando quando faz dois amigos veteranos. Además, há um segredo em seu passado, segredo esse que vai sendo revelado aos poucos, e que é a verdadeira razão pelos distúrbios psicológicos do rapaz.
Em si um filme simples, sem efeitos especiais (lógico), mas com uma ótima trilha sonora (que inclui David Bowie e The Smiths), e vários bons recortes, onde em cada um podemos conhecer bem todos os personagens envolvidos. Também quero incluir que gostei muito da participação da Nina Dobrev (The Vampire Diaries) e da Mae Whitman (dubladora da Katara em Avatar: A Lenda de Aang), que mesmo sendo coadjuvantes tiveram bons momentos.

Um delicioso filme sobre liberdade, amizade e escolhas.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Correio da Raio: Amo minhas leitoras!

As coisas nem sempre saem como o esperado, e é graças a esses imprevistos que aprendemos a lidar com diversas situações. Não, o blog não vai acabar (sei que pensaram isso). Apenas resolvi começar este post de uma maneira diferente, já que mais um ano está acabando. Estou dando essa passadinha por aqui para comprovar que estou viva, e que não precisam excluir meu endereço de seus favoritos. Recordam dos emails que alguns me enviaram e que ainda não respondi? Sim, vou responder mais dois hoje, já que estou sem criatividade e amo encher linguiça (risada maléfica).
Vamos começar com um email que recebi logo no começo do ano e que estava guardado na minha caixa de entrada desde então. A leitora da vez assina como Nakagawa e se diz uma fangirl assumida. O email é pequenino, mas o que vale é a intenção. Go, vamos dar uma olhada:

Yoo, aqui quem fala é a Nakagawa. Gosto muito de suas postagens e acompanho o seu blog já há algum tempo... Como posso dizer... No dia em que encontrei sua página minha reação imediata foi: -MEUKAMISAMAQUE COISADOSDEUSES!! (sou fangirl assumida, o que posso fazer?!) [...] ~~(*0*)~~
kissus~~senpai
Ownt, querida. Obrigada pelo email. É sempre bom ler elogios, e conhecer um pouco sobre quem acompanha esse blog. O que faço aqui não vai além do amor que tenho por escrever, e é sempre bom ter esse "trabalho" reconhecido. Beijos!
O outro email de hoje é da Flávia, uma das minhas leitoras mais queridas e fofas.
Raio-sempai! Como vai? (Você deve estar pensando: essa maluca de novo não...)
Adorei a ideia de você publicar os emails dos fãs e resolvi escrever um também. =)
Bom, primeiramente vou me apresentar para seu público: Meu nome é Flávia, meus amigos me chamam de Hinata-chan, por eu ser muito tímida; prefiro Flá; tenho 19 anos, 4 irmãos, 3 gatos e dois cachorros (ufa); adoro ler e desenhar; pretendo fazer design gráfico quando tiver a oportunidade. Encontrei o Blog da Raio por acaso, estava procurando o live action de Kimi ni Todoke e encontrei apenas aqui. Na mesma hora já estava fuçando em tudo (foi muito interessante acompanhar um pouquinho da sua história, Raio).
Agora vamos às perguntas:
1. Raio-san, desde quando se interessa por História? O curso é legal?
2. As coisas andam melhores na sua casa? Às vezes me pego pensando nisso...
3. Gosta do seu cabelo curto ou comprido?
4. Tem animais de estimação?
5. Nunca fala muito dos seus pais nas publicações. Como eles são?
Por enquanto é só isso.
Vê se aparece mais. Esse Blog se tornou um tipo de refúgio pra mim também. Adoro o jeito que você escreve, continue assim.
Bjos
Bom, primeiramente, OBRIGADA! Sei que você me acompanha a algum tempo (e não sei como alguém consegue ler as besteiras que eu escrevo mais de uma vez). Sou grata a isso, já que ter alguém que te escuta é o máximo que alguém pode conseguir em um blog, e quando isso acontece parece que você literalmente vomita arco-íris. Ah, e sobre "publicar os emails dos fãs"... errr... Não sou audaciosa. Acho que não chego a ter fãs, mas sim leitores queridos que leem o que escrevo, e que também merecem ter voz por aqui. Acho que é mais ou menos isso a ideia da coluna.
Referente às perguntas... Eu amo História desde que comecei a estudá-la. História é o que eu respiro, e sempre foi minha disciplina favorita no colégio. Passei por um período de questionamentos antes de eleger o curso, mas nada conseguiu superar História na minha lista de prioridades. Sobre o curso: só quem realmente estuda sabe as limitações de um curso universitário. Muitas vezes você tem de ser autodidata, porque os professores ensinam o que gostam, e não o que você necessita. Muitos professores faltam, a biblioteca não ajuda, e os livros são muitos caros, sendo que para estudar os estudantes (no caso eu) têm de recorrer às apostilas xerocadas. O curso de História que faço é na UECE, universidade estadual, e isso já pode explicar muita coisa: as universidades do Estado estão sucateadas. O pessoal da História tem que fazer mágica, e é isso que acaba tornando as coisas interessantes: a mágica surge através de lutas. A universidade pode estar sucateada em sua estrutura, mas os estudantes conseguem a transformar em algo proveitoso. Enfim... História é uma delícia!
Sobre as coisas aqui em casa; acho que nunca foram melhores. Estou de férias, minha mãe passa o dia mandando em mim (mas é normal) e meu irmão ganhou um PC só pra ele, então posso encher meu HD de yaoi e ninguém irá brigar.
Meu cabelo... hmm... Gosto dele curto, e já o cortei beeem curto mesmo, já que até os 14 anos deixei meu cabelo crescer até a cintura. Acho que esse trauma de ter um cabelo comprido, e normalmente sempre preso, me fez odiar cabelos longos. Agora ainda estou com o cabelo curto, mas estou deixando crescer, já que é bom inovar, mas acho que vou prendê-lo sempre, pois sou muito calorenta. :)
Tenho animais de estimação, sim! Flá, não me ache uma psicopata, mas tenho quatro cachorros. Aqui em casa até parece um canil, e quando alguma visita chega todos os cães ficam latindo e é difícil de conversar, mas amo cada um dos meus bichinhos, e não daria eles a ninguém.
Sobre meus pais, eles são os meus xodós. Sério, não fui privada de muitas coisas durante minha vida, e é por isso que os agradeço. Bom, sei que eles são dois "cabeças duras", mas já aprendi a lidar com isso.
Flávia, obrigada pelo email. Foi um prazer conhecer um pouco sobre você nessas poucas linhas, e descobrir que sou querida por uma pessoa tão legal.

Thanks!


Se você também quer ter seu email lido e respondido aqui no blog, é só enviar sua "carta" para cocacombiscoito@gmail.com com o assunto Contato.

domingo, 23 de dezembro de 2012

La Luna

Natal chegando e muitas coisas a se fazer. Na verdade a tão aclamada férias não passa de um período complicado onde se tem muito tempo, porém pouca disposição. Como podem notar, não estou com muita vontade de acessar internet, ou de escrever um post, mas nem por isso deixarei de lutar contra minha preguiça rotineira. Voilà:
Aproveitando esse meu momento "disposto", venho aqui para postar esse curta da Pixar, que certamente não é o melhor já feito (ainda prefiro Dia e Noite), mas é um dos mais fofos, e acho que combina perfeitamente com esse clima natalino que nos rodeia.
Quando assisti La Luna pela primeira vez pensei que o garotinho da história e os outros dois adultos que o acompanham fossem a mesma pessoa (como naquelas histórias sobre as três fases de um ser humano), mas acabei me convencendo de que estava complicando algo nem tão complexo assim. La Luna, que foi exibido nos cinemas antes de Valente, conta a história de um garoto que (no dia de seu aniversário, acho), ao conhecer o trabalho de seu pai e seu avô, se surpreende "um pouco". É uma história bobinha e bonitinha (como todos os curtas da Pixar), e vale muito a pena assistir e apreciar.

É por essas e outras que amo a Pixar!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

The Runaways

Nesse dias, como de costume, peguei vários filmes para assistir, sendo que todos foram uma ótima experiência. Sinceramente, sempre procurei ver o lado do diretor, pensar no que o fez montar uma certa cena, e decodificar o trabalho por traz de cada detalhe. Certo que existem filmes por aí que merecem ir para a lixeira, mas todo filme tem uma mensagem, e cabe a nós decidir qual fará parte de nossa vida.
Desses filmes, o que escolhi para 'resenhar' hoje me foi apresentado (se não me engano) no ano de 2009, antes mesmo da escolha dos atores. A notícia do projeto me apareceu em algum site que anunciava a cinebiografia de Joan Jett e, consequentemente, da banda The Runaways, que teve fama meteórica na década de 70. O filme, que se chama The Runaways, e que no Brasil ganhou o subtítulo Garotas do Rock, retrata a vida das cinco ex-integrantes da banda, mas dando um foco principal em Joan Jett, guitarrista e backing vocal, e Cherie Currie, vocalista.
A história começa no ano de 1975, ano de formação da banda, e inicialmente apresenta Cherie, uma menina de longos cabelos loiros, com uma irmã gêmea chamada Marie, uma mãe instável e um pai pouco presente. A garota, fã de David Bowie, sempre esteve procurando algo, até conhecer Joan, que juntamente com Kim Fowley (empresário), estava à procura de uma nova integrante para a banda já formada. Cherie era bonita e sensual, tudo que Fowley considerava necessário para a banda. The Runaways era um produto instável, mas bem sucedido, conquistando rapidamente os Estados Unidos, passando a ter fama mundial, principalmente na Europa e no Japão.
O filme, que foi estrelado por Kristen Stewart (Jett) e Dakota Fanning (Currie), é regular. Para um filme sobre uma banda, não chega a ser péssimo, porém está longe de alcançar o posto de ótimo. Tudo isso se deve ao empenho da equipe em focar apenas nessas duas integrantes, tirando assim a certa importância das demais. Sandy West e Lita Ford foram pouco trabalhadas (pra não dizer nada), e isso causa até um desconforto, porque a banda em si começa com Joan e Sandy, havendo depois o ingresso de Lita, que no filme é colocada como aquela chata, ou até invejosa, que não gosta de Cherie e que se torna pivô da saída da vocalista. É clichê atrás de clichê.
Em cinebiografias de bandas deveria haver um certo cuidado em trabalhar mais a vida emocional e trágica dos músicos além da parte "sexo e drogas". Esse artefato é usado tão frequentemente que já chegou ao limite do enjoativo, enfraquecendo um pouco o filme, que deveria ter exibido mais músicas além de Cherry Bomb.
Em suma: um bom filme, mas que poderia ser melhor. Kristen mostra uma boa atuação, e Dakota brilha, principalmente na performance de Cherry Bomb, mas o destaque maior caiu sobre Michael Shannon, que interpretou Kim Fowley brilhantemente. Também quero destacar os figurinos do filme, que são praticamente semelhantes aos originais. Alguns stills, se comparados com fotos reais, geram até confusão. Enfim, poderia ter sido melhor.

Beijos.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Voltei!

Enfim, aqui estou. Depois de um amontoado de trabalhos e provas, eis que minhas férias finalmente chegaram, e com elas (logicamente) o blog volta com tudo! Não queria abandonar este meu lugarzinho, mas fui praticamente obrigada, já que meu tempo era apenas para os textos das disciplinas, e cada brecha que tive, acabei gastando assistindo filmes. Tento sempre me lembrar que o mundo virtual é um hobbie, e que é com as notas que devo me preocupar, mas algo me faz querer voltar pra cá toda hora. Esse é o meu verdadeiro lugar de extravasar.
Notaram algo de diferente? Sim, meus caros, o template do blog mudou. Foi difícil encontrar um que se adequasse à minha praticidade e "elegância", mas esse respondeu mais do que bem às minhas expectativas. Essa é a nova cara do Blog da Raio, então já podem ir se acostumando!
Outra coisa que espero conseguir mudar daqui em diante é a parte de notícias e downloads. Colocarei à disposição coisas que tenho no PC (não é muito, já que mudei de sistema operacional e vários arquivos foram para o espaço) e alguns textos que escrevi durante meu hiatus. Sério, tenho uma história inacabada bem legal, e que seria interessante de se compartilhar.
Espero nesse novo ano consiga realizar minhas metas de postar com frequência, ler meus livros ainda não abertos, e assistir todos os grandes filmes que ainda não assisti.

Aproveitem minhas férias!

Ah, lembrando: tem mais yaoi vindo por aí...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Breaking Dawn - Part 2

Alguém por favor poderia me trazer um grande pacote de batatinhas? Tenho que me fartar ao máximo e assim, quem sabe, essa saudade que está emanando em meu peito finalmente parará de me torturar. Quero os lindos momentos de volta, aquela sensação de trilhar um desconhecido... Sim, estou falando do último filme da Saga Crepúsculo, que assisti ontem, e que já está me deixando com saudades.
Amanhecer - Parte 2, o último filme da minha saga amada, estreou ontem em todo o país. Depois de vários empurrões na fila (o povo daqui é muito mal educado em estreias), pude comprovar com meus próprios olhos o que o mundo inteiro já comentava: o filme está PERFEITO!
Não adiantarei nada, já que não quero estragar a surpresa de ninguém, e, sinceramente, odiaria se alguém tivesse me contado. O filme, por mais que seja baseado no livro, surpreendeu até quem já leu o livro há muito tempo (eu). Minha sessão foi a que mais berrou. Eu, por exemplo, tinha jurado que não gritaria, mas na hora do fight não teve pra ninguém: berrei até ficar rouca, precisando depois tomar um sorvete pra melhorar a garganta.
O que o final da saga nos proporcionará? Mais sagas famosas irão para as telinhas, como Dezesseis Luas e Fallen, que já estão em produção. The Host, ou A Hospedeira, outro livro da tia Steph, também terá um filme, o que já é um grande começo. O que realmente queria é que nesse final (?) Stephenie Meyer refletisse e retomasse o projeto Midnight Sun, que após o vazamento de seus primeiros capítulos foi engavetado pela mesma. O livro mostraria os acontecimentos do primeiro livro sob a visão de Edward. Não se transformaria um filme, mas seria um alento para todos os fãs. Eu particularmente sonho com esse livro, e ainda não perdi  minhas esperanças.
Já escrevi sobre a Saga Crepúsculo aqui, e quando me vem em mente que a conheci faz quatro anos, não consigo parar de pensar em como o tempo voa. Harry Potter já me abandonou, agora The Twilight Saga... Pena que ainda não tenho outra franquia para preencher o espaço. Quem sabe com o tempo, né?
Vim aqui só dividir meus breves pensamentos com vocês, caros leitores. Sei que muitos não gostam da "falta de masculinidade do Edward" ou da "falta de expressão facial da Bella", mas, quer saber? Que se foda! O filme foi visto só em sua estréia por 1 milhão de pessoas no Brasil, e eu sei que mesmo aqueles que dizem que não gostam estavam lá aplaudindo o épico final dirigido por Bill Condon, que conseguiu ser mais foda que David Slade.

Beijos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

2 anos de Blog da Raio!

Agora é oficial: Blog da Raio já está com dois anos de estrada. E, por sinal, uma estrada longa e agradável! Depois de todo esse tempo escrevendo sobre as coisas que gosto, compartilhando um pouco da minha vida com todos vocês, não há como não querer comemorar esse momento com uma boa coca-cola gelada e pipoca.
O que eu deveria comemorar nesses 2 anos de blog? Meu crescimento! O BdR me ajudou a crescer, a evoluir, a saber me comunicar melhor, a analisar e resenhar... A querer o melhor para meus leitores. Alguns podem considerar este blog um desperdício de tempo, mas acho que é muito pelo contrário, já que só coisas boas me aconteceram depois que criei essa página virtual quando ainda era uma mocinha do ensino médio. Naquela época minha auto-estima estava no chão, e meu coração muito machucado por várias coisas. Essa página me ajudou a superar muitos traumas, e, graças aos comentários e emails de meus leitores, a me sentir bem melhor comigo mesma. Quem precisa de terapia quando pode desabafar com tantas pessoas compreesivas? Além do mais, conheci pessoas maravilhosas, e verdadeiros amigos por meio dessa página. Estou feliz apenas por isso!
Mas, Raio, como você evoluiu? Por acaso você é um Digimon?
Evolui nos meus textos, e vocês podem perceber isso nitidamente se forem checar minhas primeiras postagens. Os posts foram ficando cada vez maiores e ricos em informações. Em cada post que faço há uma pesquisa detalhada, várias informações de base, e isso não enriquece apenas meus textos, mas também abrange minhas áreas de conhecimento.
Nesse aniversário não consegui fazer uma promoção, ou uma semana de posts como planejei, já que surgiram várias provas nesse mês, e ainda fui dormir no aeroporto para esperar o Simple Plan. Mas vem algum post ainda esse mês, se tudo der certo. Ainda tenho que responder alguns emails que recebi. Li todos, mas ainda não os respondi, já que a preguiça anda tomando conta do meu ser. Como presente comemorativo vou postar uma fotinha que tirei recentemente:
Espera, não entendi... Você conheceu o Simple Plan?
Sim! Ahhhh, ainda estou delirando aqui. Tenho certeza que esse ano será um dos mais inesquecíveis só por causa deles. Bem, fiquei horrível na foto que tirei com o David, mas isso se deve às horas que fiquei esperando por eles (13 horas dormindo no chão gelado), então não quero ver comentários como "Sua feia", ou "Ridícula", ok? (risos) Estou feliz apenas por ter tido a oportunidade de conhecer todos eles. Agora é só torcer para que voltem logo!
Bom, escrevi esse texto só para não deixar a semana de aniversário em branco. De resto culpem ao meu professor pela ausência de posts semanais!
Beijos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Primeiras Impressões: Tonari no Kaibutsu-kun

Hoje, como esperado, estreou pra valer a nova temporada de animes na televisão japonesa. Essa, diferentemente das outras desse ano, veio recheada de animes para todos os gostos, contando até com um forte arsenal de animes shoujo. Sim, pequenos, acompanharei três animes shoujo nessa temporada, e tentarei compartilhar uma análise de cada um aqui.
CUIDADO, ESTE POST CONTÉM SPOILERS.
Assim que saiu a lista de lançamentos, o que mais me surpreendeu foi o anúncio de Suki-tte li na yo. Logicamente já sabia que o mesmo viraria uma animação, mas imaginava que seria em formato de OAD's, como aconteceu com Kyou, Koi wo Hajimemasu e Hiyokoi, e não como uma série com mais de dez episódios. Devo dizer que fiquei aliviada, pois é um mangá que acompanho há tempos, e tenho como um de meus preferidos (não é todo dia que um josei bate à sua porta, né?). Outro que estou curiosa em conhecer é Kamisama Kiss (ou Kamisama Hajimemashita) , que estreou hoje. Deixarei para comentar sobre ele no próximo post, já que neste comentarei sobre Tonari no Kaibutsu-kun, o shoujo no qual estou depositando muitas expectativas.
Como não conhecia a obra até dias atrás, ao assistir o trailer fiquei com a impressão de, à primeira vista, ter encontrado um anime com lutas mágicas, ou até mesmo jogos de RPG, mas... É, errei feio. Me interessei com um beijo que os protagonistas trocaram no final do trailer e isso me fez querer pesquisar sobre a série. Foram nessas pesquisas que acabei conhecendo este anime/mangá, que é atualmente um dos shoujos mais legais no Japão. Não bastando um resumo prévio da obra, fui ler o mangá na íntegra.
Com o passar de cada capítulo a história vai te prendendo e te fazendo ficar confuso. Por ser diferente de outras obras você demora um pouco pra se acostumar, já que no começo pode parecer uma história de amor comum, mas vai se tornando cada vez mais cheia de mistérios (e de tosquices), à medida que conhecemos melhor seus personagens. Como já estou bem adiantada no mangá (estou esperando o lançamento do próximo capítulo no Japão), posso dizer que os personagens são muito volúveis, ou até mesmo complexados.
Por exemplo, o mangá ainda está em andamento, possuindo dez volumes encadernados até agora (site do mangá), e nesse tempo já houveram declarações de quase todos os personagens principais para seus "amados", e nenhum relacionamento concretizado. Os personagens ainda estão indecisos, mesmo já sabendo de quem gostam, ou até tendo incerteza em relação a seus sentimentos. Não que esteja comparando Tonari no Kaibutsu-kun à Kimi ni Todoke, muito pelo contrário, já que logo nos primeiros capítulos já houveram declarações e beijos entre os protagonistas, mas quando a autora cozinha demais uma evolução dos personagens, encaixando cada vez mais personagens entre eles, deixa tudo frustrante para quem está lendo.
Reparando melhor, Tonari no Kaibutsu-kun pode até ser considerado uma sátira a todas as histórias shoujo já feitas. Os protagonistas não seguem os estereótipos ideais e comuns para personagens de uma história desse gênero, e a trama segue um caminho oposto às demais. Ao assistir alguns episódios o telespectador sentirá até dificuldades em prever a reação dos personagens (digo isso porque sou expert em assistir filmes com minhas amigas e ficar chutando o que os personagens farão em seguida).
A história gira em torno de Misutani Shizuku, uma estudante que só pensa em tirar notas altas, e que por isso não tem amigos, já que privilegia estudar à sair com outras pessoas. Sua rotina mudará completamente quando ela conhece Yoshida Haru, um garoto muito impulsivo, que chega até a ser violento, e que por causa disso não tem amigos.
Haru, apesar de no primeiro momento parecer agressivo, é na verdade um garoto gentil, que sempre acaba agindo impulsivamente. Devido a uma briga acabou sendo suspenso da escola logo na cerimônia de abertura. Shizuku, a pedido da professora, foi encontrá-lo para lhe entregar algumas anotações, e o garoto logo a considera uma amiga, mostrando assim sua sensibilidade para ela. Devido a algumas verdades jogadas cruelmente em Haru, Shizuru passa a ser considerada por ele uma pessoa fria, sem coração. Mas isso tudo muda quando, ao ver alguns "amigos" de Haru caçoando dele, ela se irrita e pede para que eles o tratem como um verdadeiro amigo. Haru logicamente aparece e a defende dos caras, se declarando para ela em seguida.
Claro que ela acaba se apaixonando pelo Haru mais na frente (até eu me apaixonei), até se confessa para ele várias vezes, mas tudo entre eles não sai do 'zero a zero'. É disso que não gosto, mas vou ficar calada e deixar a autora me levar. Não se sabe ainda quantos episódios a série terá, mas eu espero que neles tudo consiga ser trabalhado da melhor forma, e que animação continue desse mesmo jeitinho: perfeita. Gostei muito da abertura, que contou até com a "sombra dos personagens", menção essa à imagem que aparece no começo dos volumes do mangá.
A história, assinada pela mangaká de pseudônimo Rubico, no começo pode até parecer clichê, mas todo o desenrolar de Tonari no Kaibutsu-kun é bem diferente de tudo o que já vi. Os dois personagens podem lembrar o casal de Toradora! ou até o de KareKano a princípio, mas com o passar dos episódios os personagens tendem a mostrar seus lados um tanto que inéditos. Não é só um romance de uma nerd e um delinquente. O anime nos fará rir, mas também contará com uma pitada de drama, e muito, muito romance. Tenho medo pelas cenas mais importantes, que precisam se desenrolar devagar. Tomara que o estúdio consiga não prejudicar essas passagens, e sim engrandecê-las. Nos primeiros episódios tudo continuará na mesma lenga lenga, ficando realmente interessante com o surgimento do irmão mais velho de Haru, e de alguns rivais básicos. Tudo só tende a evoluir. Ah, e para os que não viram, eis aqui o trailer que comentei no começo do post:


Depois de tudo o que falei, acho que já não restam mais dúvidas de que esse anime será um sucesso. 

sábado, 29 de setembro de 2012

A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça

Em 1820 foi publicado pela primeira vez o conto The Legend of Sleepy Hollow, em português A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, escrito pelo americano Washington Irving, conto esse integrante da coleção The Sketch Book, assinada por Irving sob o pseudônimo de Geffrey Crayon. Baseada no folclore germânico e trazida por imigrantes alemães à América, a história gira em torno de um professor desajeitado chamado Ichabod Crane, que leva a vida ensinando as crianças de Sleepy Hollow (ou Vale Adormecido), e ganhando para isso alguns trocados, já que naquela região o conhecimento é muito desvalorizado. O professor vive como um nômade no povoado, sempre vivendo por uns tempos na casa dos fazendeiros da região, e saindo delas antes de virar um incômodo ao anfitrião. Logo o velho Crane se encanta pela jovem e bela filha de Baltus Van Tassel, Katrina Van Tassel, que também é a garota dos olhos de Brom Bones, o valentão da região.
O conto começa com a descrição do povoado, fundado por holandeses, que cresceu cercado de crenças e superstições, como história de índios e feiticeiras, mas a que mais vinga é a de um cavaleiro que teve sua cabeça decepada por uma bala de canhão durante uma batalha sem nome da Guerra de Independência. O cavaleiro, segundo alguns, teve seu corpo enterrado no cemitério da igreja de Sleepy Hollow, e toda noite sai em direção ao local da batalha para procurar sua cabeça desaparecida. Aqui um trechinho:

Todavia, o espírito dominante que assombra esta encantada região e parece comandar todos os poderes da atmosfera é a aparição de uma figura sem cabeça montada num cavalo. Dizem alguns que é o fantasma de um soldado da cavalaria de Hesse cuja cabeça foi arrancada por uma bala de canhão, numa batalha sem nome da Guerra da Independência, e que é visto pelos camponeses, de quando em quando, correndo a toda a brida por entre as sombras da noite, como se o levassem as asas do vento. As suas aparições não se limitam ao vale, estendendo‑se por vezes aos caminhos adjacentes e especialmente às imediações de uma igreja não muito distante.

A história, pelo que podemos ver apenas com essa curta sinopse, é bem diferente das adaptações (sim, foram mais de uma) cinematográficas para a história. Nelas Ichabod é tratado como um herói que, apesar de ter medo, resolve o mistério e termina casado com a mocinha. No conto de Irving, Crane desaparece misteriosamente e o mistério do cavaleiro acaba não sendo solucionado, nos fazendo imaginar que na verdade era Brom disfarçado, já que ele teria motivos suficientes para tal. A história, que possui momentos de humor, é um terror típico americano. Se aqui temos a mula-sem-cabeça, lá eles possuem um cavaleiro dark sem cabeça montado em um rápido e negro corcel. The Legend of Sleepy Hollow é um dos primeiros exemplos de uma típica ficção americana.
Foram criadas, logicamente, várias adaptações do conto, mas comentarei aqui apenas as duas que conheço, uma em animação e outra com direção do pequeno Tim Burton. Vejamos...
Bem fiel à obra de Irving, a animação de 1949 produzida pela Walt Disney traz Brom como sendo mesmo o fantasma do cavaleiro, algo que é deixado como uma interrogação na obra. O filme, tanto aqui quanto em Portugal é conhecido como As Aventuras de Ichabod e o Sr. Sapo, que tem como um de seus segmentos a história de Ichabod Crane. A seguir um trecho do filme, onde podemos ver a chegada do professor no povoado (nota: o filme completo também se encontra no youtube, porém com áudio em inglês).
A segunda adaptação, e mais conhecida, é de 1999, cujo título original é Sleepy Hollow, que ficou conhecido no Brasil como A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, filme esse estrelado por Johnny Depp e Christina Ricci, e com roteiro e direção de Tim Burton. O filme foi baseado no conto, mas apenas levemente. Muitos críticos também acreditam que sua cena de perseguição foi baseada na animação da Disney, mas podemos perceber de longe muitos aspectos criados pela cabecinha criativa de Tim Burton.
Bom, o primeiro contraste que notamos é o protagonista. Na obra, Crane é descrito como uma pessoa alta, magra e desengonçada, mas no filme de 1999 é interpretado por Johnny Depp que... Bem... Não é tão desengonçado assim:
Ops, foto errada...
O Ichabod de Burton é um perito que vai para Sleepy Hollow procurar pistas para solucionar o mistério de mortes onde os corpos foram encontrados sem cabeça. Brom é seu rival, mas não chega nem perto de conquistar a doce (e feiticeira) Katrina. Também foi incorporado à história o passado tenebroso de Ichabod, que (na versão) viu sua mãe morta perfurada em uma Dama de Ferro. Tim Burton transformou essa história de terror em uma versão gótica e inédita. No filme há um vilão além do sobrenatural, e uma conspiração maior do que no conto de Irving. A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, por esses e outros aspectos irrelevantes por hora, é um dos meus filmes preferidos, que me faz rir toda vez que assisto, mesmo sabendo de cada fala e momento.

Gostaram? Querem ver outra obra comentada aqui? Qual? Comentem!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

TOP - Meus animes favoritos

Com o passar dos posts, dos momentos felizes e frustrantes, enfim estamos chegando a 2 anos de blog. Sim galerinha, em outubro o blog completa mais um ano de vida, um ano meio ranzinza, mas repleto de novidades e coisas boas. Na semana de aniversário teremos em cada dia um post novo, então nem venham reclamar que me ausentei por tempo indeterminado... Enfim, vim aqui mostrar serviço e escrever sobre os animes que mais gosto, já que percebi que vocês devem ter apenas uma ideia sobre isso. Dessa vez não farei uma lista de dez, mas sim uma de cinco, pra aproveitar tempo e evitar a fadiga. Lá vai:

5 - Sakura Card Captor
Depois de tantos anos, já crescidinha, pode até parecer infantil, mas ainda gosto muito dos traços do Clamp, e principalmente de suas histórias, que misturam segredo, mistério, fantasia e "moe moe". A maioria pode até considerar xxxHolic como a melhor obra do estúdio, mas para mim (amo muito xxxHolic, tá?) nenhuma até hoje conseguiu bater Sakura Card Captor. É em Sakura que o "universo Clamp" é melhor trabalhado, onde nos é apresentado o Mago Clow, sua magia, dentre outros aspectos e até personagens que apareceram em outras obras Clamp. Com suas extensas três temporadas, Sakura Card Captor ainda é uma das obras mais populares tanto no Japão quanto no exterior, tanto que aqui o mangá já ganhou até edição luxo... E quem iria imaginar que aquele desenho que passava nas manhãs da Globo ia ganhar tanto espaço assim no meu coração, né? Ah, e pra quem não sabe, assisto o anime de vez em quando... :)
Sinopse: Sakura Kinomoto é uma estudante da escola Tomoeda que, certo dia, descuidadamente, abre um livro mágico e liberta todas as Cartas Clow nele aprisionadas. Assim, com a ajuda de Kerberos, uma criatura mágica, de sua amiga Tomoyo Daidouji, e de seu (à priori) rival Syaoran Li, a garota luta para conseguir recuperar todas as Cartas Clow e restaurar o equilíbrio em sua cidade.

4 - Clannad
Como já diziam os fãs de clichês, "anime bom é aquele que te faz chorar". Lógico que discordo desse ponto, mas não totalmente. Acho que, além de chorar, um bom anime deve entreter, fazer rir, se apaixonar... Um bom anime deve cumprir bem o que se dispôs a fazer, e é isso que Clannad faz com primor. Clannad e Clannad ~ After Story, sua segunda temporada, nos encurralam em uma história onde tentamos diferenciar o que é "real" do que é imaginário/fantasia, e ficamos com essa dúvida até o final, quando tudo é esclarecido num belo episódio digno de gran finale. O legal nisso tudo é que o anime realmente apela para todos os lados, principalmente para um bem emotivo, mas não posso dizer que isso seja ruim... Como falei no início, "anime bom é aquele que te faz chorar".
Mas... Raio, Clannad não é baseado em um jogo erótico? Sim, e é isso que o torna interessante. O personagem principal deve se envolver com todas as garotas (harém) de alguma forma ou de outra, mas não há nada além disso, nenhum beijo sequer... Ele deve continuar sendo de todas, assim como, por exemplo, em Uta no Prince-sama, deu pra entender? Não que esse padrão se repita sempre, mas é, como já falei, um padrão. Clannad, que não é muito diferente, tem um cara cercado de garotas lindas, mas escolhe uma delas e... (é a partir daí que há uma ruptura do padrão). É engraçado você assistir um anime onde os dois protagonistas se casam, têm uma filha, e não trocam no mínimo um selinho, pelo menos não nos é mostrado um. Esse é o aspecto herdado desse tipo de jogo.
Clannad é diferente de tudo que já vi por ter uma história repleta de sensibilidade. Sim, toda vez que Tomoya se envolve com uma das garotas da história ele tentará resolver um problema de cada uma, sendo esses problemas muito complexos, que envolvem morte dos pais, morte do irmão mais velho, família, sonhos, doenças raras... Enfim, é um anime que mostra os personagens superando seus medos; seus obstáculos.
Sinopse: Tomoya Okazaki está cursando o último ano do ensino médio. Ele é considerado um delinquente, mas um encontro com Nagisa Furukawa, uma estudante calma e de baixa auto-estima, mudará sua vida.

3 - Vampire Knight
Sangue, amor, desejo, pacto, maldição... Tudo isso está interligado em Vampire Knight, onde nada é o que parece. Até hoje me pergunto o que realmente vi em VK, pois Yuuki é muito indecisa, Zero não tem atitude, e Kaname pisa em sua amada logo quando as coisas estavam se ajeitando... Sim, essa deveria ser a sinopse da história: um triângulo amoroso indeciso, mas bem construído. Apesar de tudo isso, devo ressaltar que o anime tem uma carga de eroticidade que ultrapassa o limite hentai... (brincadeira) E isso é algo muito positivo. Sério, deixem-me explicar: imaginem um vampiro e uma garota no banheiro, a garota meio que querendo que o bendito sugue seu sangue, mas ele resistindo até que... Suas presas cravam o pescoço da garota. Tem ou não um ar dramático e sexy? Sim! Zero e Yuuki nem se beijam no anime, mas ficamos com essa impressão, já que há entre eles uma tensão que ultrapassa o amor: desejo por sangue. Já Kaname tem um ar sério. Ele é muito sozinho, e vive em seus pensamentos. Acho esse lado elegante e sério muito atraente no personagem, e na história também (fazer o quê, né?). A própria Hino Matsuri tem muito cuidado ao desenhá-lo, por ele ser importante (ou o mais importante?). P.S.: Ainda tenho esperança de uma terceira temporada. :)
Sinopse: Dez anos após ser salva por um vampiro, Yuuki Cross, filha adotiva do diretor da Academia Cross, é a monitora encarregada de proteger o segredo de todos os estudantes da classe noturna: o de que todos são vampiros. 

2 - Nana
Ai Yazawa, pra quem não conhece, é atualmente uma das mangakás mais divas, que além de desenvolver histórias incríveis, ainda tem um dos traços mais lindos que já vi na vida. Tá, nem sei se ainda vive, já que há anos Nana está em hiatus e sem previsão de retorno, mas uma coisa é clara: tudo o que ela assina faz sucesso. O shoujo mangá mais vendido no mundo, Nana é um josei de respeito, onde os personagens vivem cercados por um ambiente bem "sexo, drogas & rock n' roll"... às vezes num clima suave, às vezes dramático. Em Nana o amor é muito intenso. Os personagens possuem uma forte ligação, e a ruptura dela pode até chocar, como por exemplo quando a Hachi deixa o apartamento e Nana, por causa disso e outras coisinhas, começa a ter ataques de pânico. A morte e a solidão também estão presentes nessa obra, o que pode causar grande impacto aos desavisados. Sobre a trilha sonora sou suspeita em falar, já que tenho a OST salva em todos os lugares. Realmente é um anime muito bem trabalhado nessa parte, já que tem em sua história duas bandas, uma mais pop e outra mais punk. Não sei se terá segunda temporada, já que estava super confirmada depois do grande sucesso da primeira, e devido ao hiatus foi esquecida, mas vai que a dona Ai Yazawa volta, né? É só torcer.
Sinopse: Nana Oosaki e Nana Komatsu, apesar de possuírem o mesmo nome e a mesma idade, não possuem nada em comum. Uma é estilosa, cabeça dura, vocalista de uma banda punk e com um misterioso passado, já a outra é volúvel, insegura, sonhadora e com um passado repleto de amores à primeira vista. Numa viagem de metrô para Tóquio essas duas 'Nanas' se conhecem e, depois disso, criarão laços que mudarão definitivamente o rumo de suas vidas.

1 - Fullmetal Alchemist
Definitivamente meu anime/mangá favorito. Posso até garimpar, procurar algum anime para substituí-lo na minha lista, mas não consigo encontrar shounens com tais características, e nem com a mesma qualidade. O trabalho empregado no anime (estou falando do Brotherhood) foi tão impecável e estonteante que me deu até vontade de chorar nos últimos episódios. Certo, sou muito emotiva, mas quem nunca se emocionou ao, por exemplo, assistir os episódios em que Ed e Al conhecem Nina e seu cachorro Alexander? Se não se emocionou, desculpe, mas você tem sangue frio. O que mais gosto em Fullmetal Alchemist não são, obviamente, as batalhas, mas sim a complexidade de cada episódio, de cada personagem... A linha central cheia de ramificações da história, que te impossibilita de pular um episódio, porque sem ele a compreensão do seguinte seria quase nula. A trama não se passa em apenas um lugar, ou época (vai, spoiler é bom), e até os personagens mais banais tem a sua importância. Os traços da Hiromu Arakawa não são comparáveis aos da Ai Yazawa ou da Hino Matsuri, mas nem por isso são de se deixar de lado. São bonitos até, e eficientes com a trama por ela proposta. Acho ela uma diva, a minha Arakawa-sensei brilhante, que conseguiu transformar sua história sobre dois irmãos, alquimia, lei da troca equivalente e homúnculos em um dos maiores hits dos últimos tempos. É um shounen de respeito, e eu super indico!
Sinopse: Depois da morte da mãe, dois irmãos, Edward e Alphonse Elric, decidem revivê-la usando a alquimia. De uma tentativa fracassada os dois saem com perdas: Alphonse perde seu corpo e tem sua alma presa em uma armadura por seu irmão; já Edward perde sua perna esquerda, e depois o braço direito (preço para trancafiar a alma de seu irmão). Agora os dois estão numa longa jornada para recuperar seus corpos.
Bem, espero que tenham gostado desse post maroto. E... Se demorei ou se sumi, o importante é que tem post novo aquiii... !

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Black Butler - Impressões sobre o novo título da Panini

Hoje, após várias ligações perdidas durante a semana, consegui finalmente ter em mãos o primeiro volume de Black Butler, o famoso mangá shounen licenciado recentemente no Brasil pela Panini. Como estou aguardando a chegada do título desde o anúncio da editora, logicamente não poderia deixar de comprar, e muito menos deixar essa novidade ficar em branco aqui no blog, afinal, não é todo dia que um mangá tão diferente (e forte) chega às bancas brasileiras.
Black Butler, ou simplesmente Kuroshitsuji (título no Japão), não é infelizmente um mangá yaoi, como muitos imaginam, e sim um shounen, já que é publicado em uma revista cujo público alvo é o masculino, a GFantasy, revista mensal da editora Square Enix. Apesar de ser uma história com muito fanservice, aconselho o mangá para todos os públicos, já que nele podemos encontrar vários elementos mesclados (que vão de cômicos a góticos) andando lado a lado em perfeita sintonia. Em meio a tantos mangás por aí, Black Butler se destaca por conseguir balancear vários elementos de uma só vez.
Podemos começar a pensar nesse ponto em questão ao analisarmos Sebastian Michaelis, o personagem principal. A princípio, logo no começo da série, Sebastian aparenta ser um incrível mordomo, com habilidades impressionantes, que consegue fazer tudo com perfeição. Nossa atenção é logo chamada pela relação ímpar que tem com seu amo, o menino Ciel Phantomhive. Apesar de ser um demônio, fato esse que descobrimos no final do primeiro volume, Sebastian é um cavalheiro à moda antiga, sempre aguentando e resolvendo todos desastres ocasionados pelos outros serviçais da mansão. A história, que tem tudo para ser super carregada e sombria, por possuir comédia bem trabalhada e várias frases de efeito carregadas de leves ironias, e também por possuir como personagem principal um demônio, passa longe de uma leitura complicada e cansativa. Muito  mais do que isso, o leitor encontra em Black Butler uma leitura tão deliciosa que, como diria Sebastian, cairia muito bem com uma xícara de chá preto.
Sebastian, que é de longe o foco central da história, consegue transmitir, além de sutileza e tranquilidade, um ar sombrio. O mangá, ao todo, começa leve, com uma introdução sem muito aprofundamento, e segue esclarecendo todas as lacunas aos poucos. Não é um mangá que diz logo o objetivo dos personagens de cara, mas que vai alimentando um mistério e, quando esquecemos de sua existência, ele é esclarecido. Tenho quase certeza de que é esse o motivo da breve confusão que o leitor encontra ao começar a ler. Por outro lado, é aí que está um dos atrativos em se ler Black Butler: a autora cozinha bem antes de servir.
Falando em atrativo, outro ponto que chama a atenção, principalmente de garotas, é o relacionamento yaoi não explícito entre Sebastian e Ciel. A mangaká realmente sabe como fazer um bom fanservice, ao ponto de colocar uma certa carga de erotismo em situações comuns. No primeiro volume essa característica não aparece tanto, mas quem assistiu o anime sabe que ela só tende a se tornar mais frequente.
Essa edição da Panini vale mesmo a pena? 
Bem, inicialmente fiquei meio com o pé atrás, já que assim que recebi o mangá notei que o material da capa não é o mesmo de outros títulos que havia comprado da editora, como Black Bird ou Kimi ni Todoke. Pode até ter sido minha impressão, mas o papel da capa é um pouco mais fino. Mas, assim que o abri, fiquei feliz e rapidamente esqueci essa primeira impressão. A edição brasileira segue o padrão internacional, tanto na capa, quanto no título e nas contra-capas. Ainda estou com receio em relação ao papel da capa, mas de resto a Panini ultrapassou minhas expectativas... ! Por falar em capa, façam vocês mesmos uma rápida comparação entre a edição brasileira, a americana e a japonesa:
A edição brasileira, na minha opinião, supera as outras porque nela temos uma visão mais limpa do Sebastian, visão essa prejudicada nas outras pelo logo. Outro ponto positivo é que na edição da Panini o logo japonês, que é o original, está preservado, sombreado atrás do título internacional do mangá (Black Butler). Em suma, nossa edição não peca nesse aspecto, e até sai na frente. Pra vocês terem uma leve ideia de como está a edição, tirei algumas fotos de como o mangá está por dentro e por fora. Confiram:
Enfim, o mangá pode repelir muitos à primeira vista já que possui muito fanservice e uma leve pitada de yaoi, mais de resto ele, além de servir como colírio para os olhos, tem uma história divertida e instigante. Seria uma pena alguém deixar de conhecer a obra por mero preconceito infantil.
P.S.: Black Butler será lançado bimestralmente, custando R$ 10,99. Ainda está em andamento no Japão, estando atualmente com 14 volumes.

Espero que tenham gostado!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

No.6 - Capítulo 6

Boas novas, povo feliz: estou viva! Primeiramente, àqueles que me enviaram um email e não obtiveram uma resposta, gostaria de dizer que eu realmente li todos e, sim, AMEI. Alguns parecem até artigos de jornal de tão grandes, o que realmente me encantou (meeeeesmo). Estava deixando para responder aos poucos, mas como o aniversário do blog está chegando, acho que farei uma semana com vários posts especiais, e os emails estarão inclusos.
Outra coisa que gostaria de deixar claro é que novos posts demorarão um pouco. Bem, estou tentando deixar a faculdade em dias, e isso me exige tempo... Não posso, no momento, usar esse tempo no blog, pois, como sabem, um post bem feito necessita de tempo e cabeça fria.
Mas, Raio, e os projetos? Bom, estou cuidando deles, não se preocupem. Todo dia traduzo e edito um ou dois scans. Sei que pode até demorar, mas foi a única forma que encontrei de deixar as coisas em dias por aqui sem me ocupar em pensar no que escrever, pesquisar algumas informações, enfim...
E eu quero colocar No.6 em dias! O mangá de No.6 é algo que pretendo deixar em ordem o quanto antes e, quando coloco algo na cabeça... haha! Falando em No.6, hoje mesmo terminei de editar o sexto capítulo. Agora falta apenas um capítulo para fechar o segundo volume. Yeah! Bom, fiquem com ele:

Então é isso. Lembrando que, se houver qualquer probleminha em relação a link quebrado, ou até mesmo scans faltando (o que duvido acontecer), podem dar um "hello" nos comentários. Lembrando que, se quiserem comentar o que acharam do capítulo, ficaria muito feliz! :) Enfim, divirtam-se.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

MeruPuri - minha viagem por um encantador universo criado por Matsuri Hino

Se sou levada pelo charme e fascínio de uma obra de Matsuri Hino toda vez que assisto ou leio algo criado por ela? Desculpem-me os esperançosos, mas a resposta é sim. Não somente pelos traços, que superam muitos que já vi, devido aos pequenos detalhes e contornos, mas também pelo roteiro, que à primeira vista pode parecer simples, mas à medida que os capítulos se seguem o clichê toma uma forma diferente, e aquilo que já fora visto antes vira algo inédito. Com personagens que seguem esteriótipos, e uma história simples, mas incrementada, MeruPuri me roubou uma noite... E que noite!
Como muitos devem saber, Matsuri Hino também assina a história e a arte de Vampire Knight, uma das obras mais cool da atualidade, que muitas e muitas vezes já esteve em topos de rankings, principalmente nos Estados Unidos, onde já é uma obra venerada. Hino, conhecida também por ser uma mangaká de traços refinados, e que, como consta em sua biografia, tornou-se mangaká após nove meses da decisão de virar uma, com apenas essas obras já fincou seu nome na 'elite do mangá'. Podem chamá-la de prodígio, mas para ter sua arte aprimorada precisaram de anos e, como a mesma justifica, era seu costume desenhar casas, flores, sua mãe, seu pai e, posteriormente, garotas de vestido da escola. Sim, ela é um prodígio, porém não 'baixou' uma mangaká habilidosa nela repentinamente... Foi, inegavelmente, uma habilidade que adquiriu com o tempo.
Em suas histórias, ela não cai na mesmice, já que costuma variar tanto as personalidades dos protagonistas, quanto o tipo de enredo e gênero, variando de magos à piratas, e de piratas à vampiros com excelência. Ok, Wanted não é nenhum sucesso estrondoso, mas pretendo ler o volume único assim que possível, já que provavelmente não terei arrependimentos.
Ainda sobre MeruPuri, a história gira em torno de Hoshina Aili, uma jovem colegial que, de tanto ver novela (ou dorama/drama), sonha em encontrar a pessoa predestinada a ser seu amor verdadeiro. Certo dia, à caminho da escola, um príncipe de 7 anos sai de seu pequeno espelho em forma de septagrama, espelho este que ganhara de sua bisavó. Esse príncipe, cujo nome é Aster-ae-Daemonia Eucarystia Alam, veio de um reino mágico chamado Aster fugindo de seu meio-irmão Jeile, que lançou um feitiço em Alam que o faz envelhecer 10 anos ao ficar em um ambiente escuro. Como não há de ser diferente, para voltar à sua idade original Alam precisa ser beijado pela garota por quem está apaixonado, e essa garota, segundo ele, é Aili.
Alguns podem até achar essa sinopse estranha, pelo menos o foi para mim, mas a autora brinca tão bem com o fato de um envolvimento romântico entre uma criança e uma adolescente que não achei a história nem um pouco ofensiva ou polêmica. Certo, Alam tem 7 anos e Aili é uma adolescente de 15, mas o envolvimento de Aili com ele começa quando ela começa a se sentir atraída pelo Alam adolescente. O menino certamente insiste muito para que ela o beije, mas é como se ela tivesse de lidar com um adolescente infantil, e não com uma criança propriamente dita, já que Alam mostra ser muito maduro para a idade. Não sei como ela conseguiu tirar essa carga polêmica da obra, só sei que funcionou e dissolvi o resto muito bem, se bem que a história se trata de uma ficção sobrenatural, então estamos passivos a tudo!
O casal, apesar da diferença de idades, tem um relacionamento digno de Malhação, o que você pode comprovar na imagem acima. Sim, esse aí foi o lindo primeiro beijo dos dois! Uma outra cartada da mangaká foi a parte cômica, que foi encubida à Jeile, o tarado irmão de Alam. Ele simplesmente "apaixona-se" por Aili e resolve transformá-la em sua esposa número um. Sabe quando só de o personagem aparecer o ambiente da história muda? Isso sempre ocorre quando o personagem entra em cena e, podem me julgar, mas acho ele muito parecido com o Kagerou, de Inu Boku SS.
Segundo a própria mangaká, Alam e Jeile são os personagens que não possuem nenhum aspecto de sua personalidade, e talvez seja por isso que sejam seus favoritos. Já Aili é barulhenta, um dos lados de Hino. Talvez Aili se mostre um tanto quanto superficial, mas mesmo assim não desgosto dela. Sobre os "vilões", acho melhor não adiantar nada, já que surgem com o decorrer dos capítulos.
MeruPuri possui quatro volumes, personagens carismáticos e uma boa história. Os traços são muito bem feitos e eficientes, o que já é característica de Matsuri Hino, e o clímax é bem trabalhado. Serve como um bom entretenimento. Realmente não tenho o que me queixar de MeruPuri - Märchen Prince (ao pé da letra 'História de Príncipe', combinação de uma palavra em alemão e outra em inglês), que considero um shoujo agradável e simples. Bom, para os desavisados, o título já foi licenciado no Brasil pela Panini, e eu mesma já o vi numa loja, então já podem começar a garimpar. 

Fui!