segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Tonari no Kaibutsu-kun - Conclusão

Depois de uma temporada com três shoujos diferentes, ambos de uma qualidade razoável, Tonari no Kaibutsu-kun conseguiu terminar como sendo o melhor em todos os aspectos (tá, menos na abertura). Tendo como carro chefe a comédia, o anime também possui uma história simples, personagens marcantes, e de vez em quando um draminha relacionado à infância dos personagens, sendo que é isso que torna a animação quase irresistível para qualquer fã de um bom anime. Não vou arriscar dizer que foi o melhor anime da temporada, já que essa última foi bem recheada, mas...
Como já comentei boa parte da história aqui, evitarei repetir tudo. Esse post será apenas um desfecho para tudo aquilo que pensei meses atrás, e que agora comprovei. Lá, quando havia apenas assistido um episódio, e lido cerca de todo o mangá (até agora, já que o mesmo ainda está em andamento), não me sentia muito à vontade em opinar por completo sobre a animação que acabara de começar. A história de Haru e Shizutani ainda me era quase desconhecida, e foi no impulso de conhecê-la melhor que virei uma noite 'estudando-a'. Sinceramente, Tonari no Kaibutsu-kun possui uma sinopse tão simples, que chega até a ser despretensiosa, e foi justamente isso que acabou ajudando a alavancar ainda mais a série, já que muitas vezes o que o telespectador/leitor quer é apenas ver/ler algo sem quebrar a cabeça. Soa bobo, mas faz sentido.
Gosto de pensar que o verdadeiro ingrediente para uma série de sucesso é a relação entre os personagens, e continuo a comprovar essa teoria a cada dia. Muito drama sem sentido, e cenas melosas às vezes pode ter o efeito contrário e prejudicar uma boa história, e foi isso o que ajudou Tonari no Kaibutu-kun, o anime que sempre termina com um galo te encarando. Outra coisa que ficou bem nítida no decorrer dessas 13 semanas foi a evolução dos personagens: Haru, que era grosseiro, violento, passou a ser mais gentil com as pessoas, mesmo ainda sendo um cabeça de vento; e Shizuku, a nerd super preocupada com as suas notas, continuou estudando durante todos os episódios, mas começou a se voltar para seus amigos, se preocupando com eles. Fiquei satisfeita com a forma que o estúdio trabalhou os outros personagens, como por exemplo o Yamaken, que no início nos foi apresentado como uma espécie de delinquente, e depois, ao se apaixonar por Shizuku, se transformou no terceiro pilar do principal triângulo amoroso da história.
Principal triângulo amoroso? E tem outros? Sim, mas ainda não estão formados, ou ainda estão camuflados pelo final precoce. Sinto que realmente deveriam ter trabalhado mais o envolvimento entre Natsume e Sasayan, sendo que antes de tudo deveriam romper com a ideia de um possível affair entre Natsume e Mitsuyoshi. Achei o final um pouco sem graça, já que deixa tantas pontas soltas que fica até difícil saber se aquilo foi realmente um final. Mas, depois de tanta coisa nonsense no anime, já era de se esperar um fechamento nesse estilo. Ainda não falaram nada sobre uma segunda temporada, mas é certo que caberia, devido ao grande sucesso da animação. O estúdio não se pronunciou a respeito, e o que nos resta é apenas esperar...


Enfim, sentirei saudades!

domingo, 30 de dezembro de 2012

As Vantagens de Ser Invisível

Quando me perguntam sobre filmes para se assistir, na maioria das vezes teimo em indicar Juno, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain10 Coisas Que Eu Odeio em Você, 500 Dias com Ela ou Em Busca da Terra do Nunca. Meus gostos pelo cinema diferente, ou até vintage para alguns, me colocou em uma sinuca, onde a indústria sempre te oferece um "blockbuster", e o que você mais quer é um filme diferente com uma dose de amor adolescente, ou um amor adulto (que seja), como no fofo Um Dia. Se sou contra o cinema pipocão? Claro que não. Sou alucinada por essas grandes produções, mas o que não quero entender é a desvalorização de um filminho com diálogos inteligentes e bem elaborados. Que se foda "Nós temos o Hulk", eu quero "Nós somos o infinito"!
Sabe aqueles filmes que te fazem querer ser de outra era? A Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower) é decididamente um deles. O filme, que começou a ser divulgado aos poucos, e que conta com dois protagonistas já conhecidos, Logan Lerman (Percy Jackson e o Ladrão de Raios) e Emma Watson (Harry Potter), me surpreendeu pela atuação do fofo Ezra Miller, que pra mim foi o grande destaque. Ezra, que vive no longa o veterano Patrick, um cara divertido, gay, inteligente e desinibido, encanta em sua atuação no geral, mas sobretudo quando faz uma espécie de cover da cena clássica de The Rocky Horror Picture Show. Patrick é sensacional, e de longe meu personagem favorito.
Outra atuação que me deixou boquiaberta foi a de Emma Watson, que interpreta a sexy e aventureira Sam, uma garota que não tem um histórico muito bom quando se trata de envolvimentos amorosos, e que acaba virando o interesse amoroso de Charlie, o foco principal da trama, vivido por Logan Lerman. Logan e Emma mostram uma química legal em suas cenas juntos, e Emma não me fez lembrar em nenhum momento a Hermione. Gostei muito da atuação do Logan, já que em algumas cenas me senti verdadeiramente comovida, mas sem os outros dois personagens o filme seria só um drama sem graça. O filme só funciona por causa do trio.
Lendo algumas informações sobre o filme, descobri que o diretor e roteirista do filme, Stephen Chbosky, também é o escritor do livro no qual o filme é baseado. E? Ninguém melhor que o próprio criador da história para dirigir e escrever um filme baseado na mesma.
A sinopse é a seguinte: Charlie é um garoto quieto e tímido, que gosta muito de escrever, e que está prestes a entrar no colegial. Por não ter amigos, já que o único que tinha cometeu suicídio, tem sérios problemas para se socializar, o que acaba mudando quando faz dois amigos veteranos. Además, há um segredo em seu passado, segredo esse que vai sendo revelado aos poucos, e que é a verdadeira razão pelos distúrbios psicológicos do rapaz.
Em si um filme simples, sem efeitos especiais (lógico), mas com uma ótima trilha sonora (que inclui David Bowie e The Smiths), e vários bons recortes, onde em cada um podemos conhecer bem todos os personagens envolvidos. Também quero incluir que gostei muito da participação da Nina Dobrev (The Vampire Diaries) e da Mae Whitman (dubladora da Katara em Avatar: A Lenda de Aang), que mesmo sendo coadjuvantes tiveram bons momentos.

Um delicioso filme sobre liberdade, amizade e escolhas.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Correio da Raio: Amo minhas leitoras!

As coisas nem sempre saem como o esperado, e é graças a esses imprevistos que aprendemos a lidar com diversas situações. Não, o blog não vai acabar (sei que pensaram isso). Apenas resolvi começar este post de uma maneira diferente, já que mais um ano está acabando. Estou dando essa passadinha por aqui para comprovar que estou viva, e que não precisam excluir meu endereço de seus favoritos. Recordam dos emails que alguns me enviaram e que ainda não respondi? Sim, vou responder mais dois hoje, já que estou sem criatividade e amo encher linguiça (risada maléfica).
Vamos começar com um email que recebi logo no começo do ano e que estava guardado na minha caixa de entrada desde então. A leitora da vez assina como Nakagawa e se diz uma fangirl assumida. O email é pequenino, mas o que vale é a intenção. Go, vamos dar uma olhada:

Yoo, aqui quem fala é a Nakagawa. Gosto muito de suas postagens e acompanho o seu blog já há algum tempo... Como posso dizer... No dia em que encontrei sua página minha reação imediata foi: -MEUKAMISAMAQUE COISADOSDEUSES!! (sou fangirl assumida, o que posso fazer?!) [...] ~~(*0*)~~
kissus~~senpai
Ownt, querida. Obrigada pelo email. É sempre bom ler elogios, e conhecer um pouco sobre quem acompanha esse blog. O que faço aqui não vai além do amor que tenho por escrever, e é sempre bom ter esse "trabalho" reconhecido. Beijos!
O outro email de hoje é da Flávia, uma das minhas leitoras mais queridas e fofas.
Raio-sempai! Como vai? (Você deve estar pensando: essa maluca de novo não...)
Adorei a ideia de você publicar os emails dos fãs e resolvi escrever um também. =)
Bom, primeiramente vou me apresentar para seu público: Meu nome é Flávia, meus amigos me chamam de Hinata-chan, por eu ser muito tímida; prefiro Flá; tenho 19 anos, 4 irmãos, 3 gatos e dois cachorros (ufa); adoro ler e desenhar; pretendo fazer design gráfico quando tiver a oportunidade. Encontrei o Blog da Raio por acaso, estava procurando o live action de Kimi ni Todoke e encontrei apenas aqui. Na mesma hora já estava fuçando em tudo (foi muito interessante acompanhar um pouquinho da sua história, Raio).
Agora vamos às perguntas:
1. Raio-san, desde quando se interessa por História? O curso é legal?
2. As coisas andam melhores na sua casa? Às vezes me pego pensando nisso...
3. Gosta do seu cabelo curto ou comprido?
4. Tem animais de estimação?
5. Nunca fala muito dos seus pais nas publicações. Como eles são?
Por enquanto é só isso.
Vê se aparece mais. Esse Blog se tornou um tipo de refúgio pra mim também. Adoro o jeito que você escreve, continue assim.
Bjos
Bom, primeiramente, OBRIGADA! Sei que você me acompanha a algum tempo (e não sei como alguém consegue ler as besteiras que eu escrevo mais de uma vez). Sou grata a isso, já que ter alguém que te escuta é o máximo que alguém pode conseguir em um blog, e quando isso acontece parece que você literalmente vomita arco-íris. Ah, e sobre "publicar os emails dos fãs"... errr... Não sou audaciosa. Acho que não chego a ter fãs, mas sim leitores queridos que leem o que escrevo, e que também merecem ter voz por aqui. Acho que é mais ou menos isso a ideia da coluna.
Referente às perguntas... Eu amo História desde que comecei a estudá-la. História é o que eu respiro, e sempre foi minha disciplina favorita no colégio. Passei por um período de questionamentos antes de eleger o curso, mas nada conseguiu superar História na minha lista de prioridades. Sobre o curso: só quem realmente estuda sabe as limitações de um curso universitário. Muitas vezes você tem de ser autodidata, porque os professores ensinam o que gostam, e não o que você necessita. Muitos professores faltam, a biblioteca não ajuda, e os livros são muitos caros, sendo que para estudar os estudantes (no caso eu) têm de recorrer às apostilas xerocadas. O curso de História que faço é na UECE, universidade estadual, e isso já pode explicar muita coisa: as universidades do Estado estão sucateadas. O pessoal da História tem que fazer mágica, e é isso que acaba tornando as coisas interessantes: a mágica surge através de lutas. A universidade pode estar sucateada em sua estrutura, mas os estudantes conseguem a transformar em algo proveitoso. Enfim... História é uma delícia!
Sobre as coisas aqui em casa; acho que nunca foram melhores. Estou de férias, minha mãe passa o dia mandando em mim (mas é normal) e meu irmão ganhou um PC só pra ele, então posso encher meu HD de yaoi e ninguém irá brigar.
Meu cabelo... hmm... Gosto dele curto, e já o cortei beeem curto mesmo, já que até os 14 anos deixei meu cabelo crescer até a cintura. Acho que esse trauma de ter um cabelo comprido, e normalmente sempre preso, me fez odiar cabelos longos. Agora ainda estou com o cabelo curto, mas estou deixando crescer, já que é bom inovar, mas acho que vou prendê-lo sempre, pois sou muito calorenta. :)
Tenho animais de estimação, sim! Flá, não me ache uma psicopata, mas tenho quatro cachorros. Aqui em casa até parece um canil, e quando alguma visita chega todos os cães ficam latindo e é difícil de conversar, mas amo cada um dos meus bichinhos, e não daria eles a ninguém.
Sobre meus pais, eles são os meus xodós. Sério, não fui privada de muitas coisas durante minha vida, e é por isso que os agradeço. Bom, sei que eles são dois "cabeças duras", mas já aprendi a lidar com isso.
Flávia, obrigada pelo email. Foi um prazer conhecer um pouco sobre você nessas poucas linhas, e descobrir que sou querida por uma pessoa tão legal.

Thanks!


Se você também quer ter seu email lido e respondido aqui no blog, é só enviar sua "carta" para cocacombiscoito@gmail.com com o assunto Contato.

domingo, 23 de dezembro de 2012

La Luna

Natal chegando e muitas coisas a se fazer. Na verdade a tão aclamada férias não passa de um período complicado onde se tem muito tempo, porém pouca disposição. Como podem notar, não estou com muita vontade de acessar internet, ou de escrever um post, mas nem por isso deixarei de lutar contra minha preguiça rotineira. Voilà:
Aproveitando esse meu momento "disposto", venho aqui para postar esse curta da Pixar, que certamente não é o melhor já feito (ainda prefiro Dia e Noite), mas é um dos mais fofos, e acho que combina perfeitamente com esse clima natalino que nos rodeia.
Quando assisti La Luna pela primeira vez pensei que o garotinho da história e os outros dois adultos que o acompanham fossem a mesma pessoa (como naquelas histórias sobre as três fases de um ser humano), mas acabei me convencendo de que estava complicando algo nem tão complexo assim. La Luna, que foi exibido nos cinemas antes de Valente, conta a história de um garoto que (no dia de seu aniversário, acho), ao conhecer o trabalho de seu pai e seu avô, se surpreende "um pouco". É uma história bobinha e bonitinha (como todos os curtas da Pixar), e vale muito a pena assistir e apreciar.

É por essas e outras que amo a Pixar!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

The Runaways

Nesse dias, como de costume, peguei vários filmes para assistir, sendo que todos foram uma ótima experiência. Sinceramente, sempre procurei ver o lado do diretor, pensar no que o fez montar uma certa cena, e decodificar o trabalho por traz de cada detalhe. Certo que existem filmes por aí que merecem ir para a lixeira, mas todo filme tem uma mensagem, e cabe a nós decidir qual fará parte de nossa vida.
Desses filmes, o que escolhi para 'resenhar' hoje me foi apresentado (se não me engano) no ano de 2009, antes mesmo da escolha dos atores. A notícia do projeto me apareceu em algum site que anunciava a cinebiografia de Joan Jett e, consequentemente, da banda The Runaways, que teve fama meteórica na década de 70. O filme, que se chama The Runaways, e que no Brasil ganhou o subtítulo Garotas do Rock, retrata a vida das cinco ex-integrantes da banda, mas dando um foco principal em Joan Jett, guitarrista e backing vocal, e Cherie Currie, vocalista.
A história começa no ano de 1975, ano de formação da banda, e inicialmente apresenta Cherie, uma menina de longos cabelos loiros, com uma irmã gêmea chamada Marie, uma mãe instável e um pai pouco presente. A garota, fã de David Bowie, sempre esteve procurando algo, até conhecer Joan, que juntamente com Kim Fowley (empresário), estava à procura de uma nova integrante para a banda já formada. Cherie era bonita e sensual, tudo que Fowley considerava necessário para a banda. The Runaways era um produto instável, mas bem sucedido, conquistando rapidamente os Estados Unidos, passando a ter fama mundial, principalmente na Europa e no Japão.
O filme, que foi estrelado por Kristen Stewart (Jett) e Dakota Fanning (Currie), é regular. Para um filme sobre uma banda, não chega a ser péssimo, porém está longe de alcançar o posto de ótimo. Tudo isso se deve ao empenho da equipe em focar apenas nessas duas integrantes, tirando assim a certa importância das demais. Sandy West e Lita Ford foram pouco trabalhadas (pra não dizer nada), e isso causa até um desconforto, porque a banda em si começa com Joan e Sandy, havendo depois o ingresso de Lita, que no filme é colocada como aquela chata, ou até invejosa, que não gosta de Cherie e que se torna pivô da saída da vocalista. É clichê atrás de clichê.
Em cinebiografias de bandas deveria haver um certo cuidado em trabalhar mais a vida emocional e trágica dos músicos além da parte "sexo e drogas". Esse artefato é usado tão frequentemente que já chegou ao limite do enjoativo, enfraquecendo um pouco o filme, que deveria ter exibido mais músicas além de Cherry Bomb.
Em suma: um bom filme, mas que poderia ser melhor. Kristen mostra uma boa atuação, e Dakota brilha, principalmente na performance de Cherry Bomb, mas o destaque maior caiu sobre Michael Shannon, que interpretou Kim Fowley brilhantemente. Também quero destacar os figurinos do filme, que são praticamente semelhantes aos originais. Alguns stills, se comparados com fotos reais, geram até confusão. Enfim, poderia ter sido melhor.

Beijos.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Voltei!

Enfim, aqui estou. Depois de um amontoado de trabalhos e provas, eis que minhas férias finalmente chegaram, e com elas (logicamente) o blog volta com tudo! Não queria abandonar este meu lugarzinho, mas fui praticamente obrigada, já que meu tempo era apenas para os textos das disciplinas, e cada brecha que tive, acabei gastando assistindo filmes. Tento sempre me lembrar que o mundo virtual é um hobbie, e que é com as notas que devo me preocupar, mas algo me faz querer voltar pra cá toda hora. Esse é o meu verdadeiro lugar de extravasar.
Notaram algo de diferente? Sim, meus caros, o template do blog mudou. Foi difícil encontrar um que se adequasse à minha praticidade e "elegância", mas esse respondeu mais do que bem às minhas expectativas. Essa é a nova cara do Blog da Raio, então já podem ir se acostumando!
Outra coisa que espero conseguir mudar daqui em diante é a parte de notícias e downloads. Colocarei à disposição coisas que tenho no PC (não é muito, já que mudei de sistema operacional e vários arquivos foram para o espaço) e alguns textos que escrevi durante meu hiatus. Sério, tenho uma história inacabada bem legal, e que seria interessante de se compartilhar.
Espero nesse novo ano consiga realizar minhas metas de postar com frequência, ler meus livros ainda não abertos, e assistir todos os grandes filmes que ainda não assisti.

Aproveitem minhas férias!

Ah, lembrando: tem mais yaoi vindo por aí...