terça-feira, 26 de março de 2013

Mangás e HQs - O retorno de Death Note e novidades

De uns tempos pra cá comecei a perceber uma certa "retomada" de antigos projetos por parte das editoras brasileiras, e isso me incomodou. Credo, Raiomara, você deveria levantar as mãos para o céu! Eu?
Bem, estou achando louvável essa nova fase "pós-Greco" que a JBC está vivendo. Sim, digo isso do fundo do meu coração! A Edição Especial de Card Captor Sakura, o relançamento de Rurouni Kenshin com o título original e, principalmente, a nova edição de Death Note, a Black Edition. Poxa, quem diria que a editora sairia de uma fase tensa, onde todo produto por ela lançado era criticado por algum erro como falta de páginas, tradução feita da edição em inglês ou, como era bastante comum, uma adaptação chula 'abrasileirada' de algum termo japonês. Atualmente a editora está vivendo uma ótima fase e isso aparentemente deve-se ao editor Cassius Medauar, que assumiu o posto que era de Greco e propôs dar um jeito naquela bagunça.
Bem, não estou me contrapondo ao relançamento, pois é uma proposta para os fãs fiéis dessas obras (como eu) e também para os novos leitores de mangás que agora terão a oportunidade de acompanhar esses clássicos, mas isso pode colocar em xeque outro ponto: a nova leva de títulos japoneses seria tão fraca a ponto de não conseguir nem competir com títulos já vistos e revistos? Esse retorno de obras já publicadas atrapalharia o licenciamento de boas obras até então inéditas? As editoras não estão querendo trocar o certo pelo duvidoso.
Esse certo (aquele que sem dúvidas trará algum retorno) está querendo ser alcançado, e para isso a JBC está investindo pesado em material shounen. Não, a repetição não ocorre apenas no quesito título. As editoras, por já dominarem e terem conhecimento da existência de um certo público consumidor, não estão querendo arriscar a vinda de alguns gêneros como o shoujo e o yaoi, por exemplo. A Panini até que vai um pouco contra essa política, lançando vários títulos importantes do universo shoujo mangá como Kimi ni Todoke (em perfeita qualidade), Maid-sama! e Vampire Knight, mas ela é apenas uma exceção (a NewPOP está tão desaparecida que não entrou na pesquisa). Em 2012 o Brasil, se compararmos com os anos anteriores, evoluiu muito em termos de publicação de mangás, tanto na quantidade quanto na qualidade, mas ainda está deixando muito a desejar.
Sobre as novidades: 2013 estará recheado de lançamentos! Segue a lista:

  • Death Note - Black Edition; Editora JBC; Sem previsão de lançamento.
  • Love Hina (republicação); Editora JBC; Sem previsão de lançamento.
  • Highschool of the Dead - Edição Full Color; Panini; Previsão: maio / junho.
  • Toriko; Panini; Lançamento: Abril.
Deu pra perceber o que vem por aí, né? Apesar disso muitos títulos estão entrando em seus arcos finais lá no Japão, como Maid-sama!, um importante título da revista LaLa que aqui no Brasil é publicado pela Panini. Outro título que nos deixa é Vampire Knight, também da Panini. Enquanto isso, para delírio da galera, Ai Yazawa (mangaká de Nana), ao que tudo indica, está voltando a suas atividades normais: a autora desde fevereiro voltou a dar sinais de vida e na atual edição da revista Cookie teremos mais um capítulo de Junto no Bushitsu, ou Cantinho da Junko, como é conhecido aqui no Brasil.
QUERO MUITO QUE NANA VOLTE!
Enfim, 2013 promete muito na área da republicação, mas as novidades estão aparecendo aos poucos. Sim, queria que trouxessem algum yaoi, mas como meu santo não é tão forte para tal (e também porque no Brasil o mercado desse material ainda é pequeno) fico no aguardo de obras mágicas como KKWH, Dengeki Daisy, Aoharaido e No. 6!


Afinal, não custa nada sonhar.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Eu Não Quero Voltar Sozinho

Tinha planos de não aparecer por aqui até o fim do mês, mas não resisti, já que me veio à cabeça a ideia de que tenho que compartilhar isso com vocês! Um amigo acabou de me mostrar um curta-metragem, que de início parece abordar apenas o cotidiano de três jovens. Bem, o legal desse curta, sem pieguices, é que ele trata de uma forma muito comum e fofa o que a sociedade olha de uma forma tão torta: o amor homossexual. Ok, eu sei que essa opinião não é geral, mas temos que ser realistas e admitir que não é todo mundo que consegue aceitar ou lidar de forma natural com alguém próximo que se assuma gay.
Não Quero Voltar Sozinho é um curta de 2010, com roteiro e direção de Daniel Ribeiro, e que conta a história de Leonardo, ou Leo, um garoto com deficiência visual que, com a entrada de um novo estudante em sua turma, descobre que é gay. Filmado em São Paulo, o curta já ganhou diversos prêmios e, como anunciado no finzinho de 2012, será adaptado para um longa. O filme Todas as Coisas Mais Simples já está em fase de filmagens, e tem lançamento previsto para 2014.
Ao assistir Eu Não Quero Voltar Sozinho, consegui entender um pouco a intenção do diretor/roteirista, que é a de mostrar que o amor entre homens (ou entre mulheres) é uma forma de amor como qualquer outra, sem mistérios. O que deixa o curta ainda mais interessante é o fato de ter como protagonista um garoto cego. Sim, porque se formos parar para pensar, a maioria dos relacionamentos começa quando alguém olha e acha a outra pessoa interessante. No caso de Leo, que é cego, o "gostar" vai além de uma atração física, e é esse fator que diferencia esse curta de outras produções do gênero.
O filme (longa), que está sendo rodado esse ano, pode ser encarado como uma grande conquista, já que desde o princípio essa era a intenção, mas devido a falta de patrocínio o diretor teve que abdicar de um longa e fazer um curta.
Como nem tudo são flores... O curta, que fazia parte do programa Cine Educação - uma parceria que visa, através da utilização de filmes, levar o debate sobre direitos humanos para a sala de aula -, foi censurado no Acre, por ter sido confundido com o "kit anti-homofobia". Segundo nota do próprio estúdio (ver aqui), o material foi vetado devido pressões feitas por líderes religiosos sobre políticos da região. Claro e óbvio que achei isso um absurdo, já que o debate em sala de aula é algo de extrema importância para a formação de um cidadão livre de preconceitos. Conversar sobre a diversidade cultural, racial e sexual dentro das paredes da escola ajudaria os jovens a conhecer aquilo que pode lhes parecer estranho. Conhecer esse desconhecido, debater sobre a realidade do outro, e aprender a respeitar aquilo que não lhe é delegado, seria um grande passo para uma juventude livre e pensante. A seguir, o curta na íntegra:

Me pergunto onde está essa tal laicidade de Estado... Sim, porque ver a igreja até hoje interferir dessa maneira na educação e na política, só me faz pensar que estamos regredindo no tempo.


A vida é muito curta para se viver na escuridão.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Sekai-ichi Hatsukoi - O Caso de Yoshino Chiaki 3 [DOWNLOAD]

FINALMENTE! Após uma espera brutal, finalmente consegui terminar de editar o terceiro capítulo de Sekai-ichi Hatsukoi - O Caso de Yoshino Chiaki. Esse capítulo pode ser encontrado no final da terceira novel de mesmo nome, e foi editado com muito carinho. Encarem isso como um presente de compensação às minhas queridas fujoshi, já que não posto nada referente à yaoi há meses.
Capítulo 3 - Mediafire
*Clique aqui para baixar os capítulos anteriores.
Finalmente, né?