quinta-feira, 2 de abril de 2015

No.6 - Impressões sobre o novo título da NewPOP

Adocica, meu amor, adocica, adocica, meu amor... a minha vida. Olá, pessoas, como estão? Eu estou indo muito mal, obrigada, e resolvi dar uma pausa nos meus trabalhos pra desopilar conversando com vocês, já que todos com quem costumo conversar já foram dormir.
Pra quem não sabe, tenho esse espaço há anos, ou seja, são anos nutrindo este blog com posts mais que interessantes (modéééstia...).  Ao longo desses aninhos, tivemos temporadas realmente cheias de textos, porém também tivemos temporadas vazias, e tudo isso se deve ao reflexo que este blog tem com a minha vida. Como estou terminando minha faculdade e, paralelamente, trabalhando, não estou com tempo sobrando, admito, mas hoje decidi quebrar o clima e trazer um texto bem comprido sobre um de meus amores: No.6. CONTÉM SPOILERS!
Quem acompanha este blog deve saber que cheguei a publicar os primeiros capítulos do mangá aqui para download (no caso os 6 primeiros capítulos que você pode conferir aqui), ambos editados e traduzidos por mim, além de posts sobre o anime e demais produtos voltados para os fãs. No.6 é muito amorzinho, e por isso acabei me apaixonando demais pela série. Como é um mangá que aguardo há anos, a sua chegada em terras tupiniquins não poderia passar batida, não acham?
Antes de mais nada, acho que devemos aplaudir a iniciativa da NewPOP de trazer tanto a novel quanto o mangá (ambos de No.6) para o Brasil. Além disso, devemos destacar o trabalho mais do que bem feito que os editores fizeram. Me surpreendi com os detalhes, mas nem devia, já que a NewPOP nunca me deixou na mão nesse quesito. O único problema que tive foi algumas páginas com erro na impressão, mas como a própria editora anunciou em sua página do facebook, haverá troca mediante o envio de um e-mail solicitando a mesma. Agora, creio eu, é só aguardar. Se houver problema, não se preocupem, pois o resultado dessa "novela" será publicado aqui. :) Prosseguindo...
No.6, antes de mais nada, formou um grande número de fãs em todo o mundo quando sua versão animada foi exibida no bloco noitaminA na Fuji TV. O anime, no caso, está diretamente associado ao mangá que foi lançado pela revista Aria, com o roteiro de Asano Atsuko e os desenhos de Kino Hinoki, mangá esse baseado numa novel da autoria de Asano Atsuko. A novel, por sinal também será lançada pela NewPOP. Ambos já foram finalizados, e possuem 9 volumes, cada.
A história do mangá gira em torno de uma cidade chamada No.6 (Number Six), cidade essa que é considerada por seus próprios habitantes o local perfeito para se viver. No caso, é uma cidade utópica, que no decorrer da história vai se mostrando cheia de defeitos. Shion é apresentado como um jovem pertencente à elite da cidade, vivendo inicialmente em Chronos, e posteriormente em Lost Town. Essa mudança de local se deve ao fato de Shion ter infringido as leis da cidade, pois abrigou Nezumi, um foragido da polícia. A história realmente começa quando Shion descobre os segredos da cidade, passando a ser considerado um "fora da lei".
Claro e óbvio que não é o clima de perseguição e as cenas de ação que fazem de No.6 um mangá popular. A história, apesar de ser classificada como shoujo (publicação em revista voltada para o público feminino), é também definida como shounen-ai (amor entre meninos - não explícito) ou até mesmo yaoi por alguns sites. Como sou fujoshi assumida, não sei nem pra onde ir, pois me sinto um pouco confusa quanto a essas classificações. Em suma, acho que podemos definir No.6 como: um shoujo com beijo gay. É um BL, moços.
Shion e Nezumi apresentam desde o primeiro capítulo uma química fortíssima, que a olhos nus já mostra que ambos ultrapassarão a barreira da amizade. Shion, inclusive, em uma passagem, admira Nezumi em sua mente e em seguida fica vermelho. Fora que o clima entre os dois esquenta em diversos momentos, inclusive quando ambos dançam agarradinhos... Fora o beijo de despedida que Shion tasca em Nezumi (beijo que SIM, existe no mangá).
Considerações Técnicas: Fora o erro de impressão, gostei muito da qualidade. Porém, devemos lembrar qua o mangá está sendo vendido por R$14,00, e o valor, por si só, exige um material melhor. No caso, o mangá foi impresso em papel off-set 90g e 4 páginas em papel couchê brilho. A tradução está boa, mas nem liguei muito ao ler, pois já conheço a história de cabo a rabo. O único problema gritante foi esse erro de impressão, porque... Vai ser uma dorzinha de cabeça a mais. A capa, como podem ver pela imagem a seguir, segue o mesmo padrão da edição japonesa, com pequenas mudanças.

A seguir imagens mais detalhadas da edição: